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Economia

Inflação segue alta e não deve arrefecer no curto prazo, segundo BC

Pressões dos preços de alimentos, combustíveis e energia elétrica refletem neste cenário, de acordo com o banco

Data de publicação:23/09/2021 às 08:34 -
Atualizado 8 meses atrás
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Apesar de manter o ritmo de elevação da Selic (a taxa básica de juros) em 1,00 ponto porcentual - de 5,25% para 6,25% ao ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) foi enfático no comunicado feito na véspera  da decisão ao reconhecer que a inflação ao consumidor segue elevada.

O colegiado admitiu que a alta nos preços dos bens industriais ainda não arrefeceu e deve persistir no curto prazo, assim como a elevação dos preços dos serviços, que refletem a normalização da atividade no setor.

Foto: Guilherme Santos/Sul21
Segundo BC, alta nos preços de bens industriais e serviços não perdeu a força e deve continuar no curto prazo - Foto: Guilherme Santos/Sul21

"Adicionalmente, persistem as pressões sobre componentes voláteis como alimentos, combustíveis e, especialmente, energia elétrica, que refletem fatores como câmbio, preços de commodities e condições climáticas desfavoráveis", acrescentou o Copom, que voltou a apontar que as diversas medidas de inflação subjacente seguem acima do intervalo compatível com o cumprimento da meta de inflação.

Embora tenha havido uma retração de 0,1% no Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre do ano, o Copom avaliou hoje que a economia brasileira continua mostrando "evolução positiva". Por isso, o colegiado não alterou seu cenário que prevê uma "recuperação robusta" da atividade ao longo do segundo semestre.

Cenário externo

Já sobre o cenário externo, o Copom alertou para dois fatores adicionais de risco para o crescimento das economias emergentes.

O comunicado cita as revisões para baixo nas projeções de crescimento das economias asiáticas em função do avanço da variante delta do novo coronavírus e a elevação de juros em países emergentes para combater surpresas inflacionárias.

Ainda assim, o Copom considerou que os estímulos monetários de longa duração e a reabertura das principais economias ainda sustentam um ambiente favorável para os países emergentes.

"O Comitê mantém a avaliação de que questionamentos dos mercados a respeito dos riscos inflacionários nas economias avançadas podem tornar o ambiente desafiador para países emergentes", acrescentou o documento. / com Agência Estado

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