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Inflação alta e cenário macro levam Grupo Pão de Açúcar a registrar prejuízo de R$ 88 milhões no 3º tri

Apesar do prejuízo, o Grupo Pão de Açúcar reportou uma alta de 46% em vendas online alimentar na comparação anual

Data de publicação:04/11/2021 às 12:52 -
Atualizado 6 meses atrás
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O Grupo Pão de Açúcar (GPA) registrou prejuízo líquido dos controladores de R$ 88 milhões no terceiro trimestre de 2021, uma piora de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado, quando a empresa reportou prejuízo de R$ 63 milhões.

Já o EBTIDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da companhia foi de R$ 794 milhões entre julho e setembro, enquanto o valor registrado no terceiro trimestre de 2020 foi de R$ 944 milhões - queda de 15,9%.

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Loja do grupo Pão de Açúcar, na cidade do Rio de Janeiro | Foto: Andrevruas

De acordo com Jorge Faiçal, CEO do GPA, "a despeito dos desafios impostos pelo cenário macro, com a deterioração da renda da população e a pressão inflacionária, que têm exigido de todo o setor muita adaptação e cautela, as vendas de alimentos ainda demonstram resiliência".

O Grupo registrou uma receita líquida de R$ 13,285 bilhões em linha com a do mesmo período do ano anterior, com uma leve queda de 0,4%. Já as vendas totais da operação da companhia no Brasil caíram 5,6% na comparação anual: neste trimestre o volume foi de R$ 6,895 bilhões.

Embora o cenário de pressão inflacionário trazido pela pandemia tenha contribuído para os números menos expressivos do GPA, a tendência de aumento nas compras online em decorrência do período de isolamento social foi sentida pela companhia.

No terceiro trimestre, a empresa registrou recorde de vendas online alimentar de R$ 475 milhões, uma alta de 46% em relação ao mesmo período do ano anterior e crescimento de 399% na comparação com 2019. O Grupo comenta, ainda, que, neste trimestre, a penetração de vendas online foi para 9,3%, antes 6,3% no terceiro trimestre de 2020.

"Por fim, chegamos ao quarto trimestre, o período mais importante para o varejo de alimentos, com uma companhia renovada: anunciamos mês passado a transação operacional mais transformadora da história recente do GPA, em uma estratégia que olha para o futuro", afirma Faiçal.

"Foi um passo muito importante para a geração de valor do nosso negócio, com múltiplas alavancas de crescimento, baixa alavancagem e recursos importantes para nos colocar em uma posição de vantagem diante do mercado", finaliza o CEO.

Sobre o autor
Bruna Miato
Repórter na Mais Retorno