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A filantropa MacKenzie Scott, ex-mulher de Jeff Bezos, anunciou na última terça-feira, 15, uma doação de U$ 2,739 bilhões para 286 instituições de caridade nos Estados Unidos. Com esse montante, o valor total doado pela bilionária desde julho de 2020, no meio da pandemia, chegou a U$ 8,5 bilhões.

Mackenzie Scott
Mackenzie Scott | Foto: Instagram/@idiva_goddess

MacKenzie se tornou a terceira mulher mais rica do mundo após assinar um acordo de divórcio com Jeff Bezos. Ela tem direito a 4% das ações da Amazon e sua fortuna é estimada em, aproximadamente, U$ 60 bilhões.

De acordo com o site americano Bloomberg, MacKenzie tem, provavelmente, o recorde do maior volume de doações em um ano para uma pessoa viva. Ela impactou a comunidade da filantropia pelos grandes valores doados e na velocidade com que isso acontece. O que mais chama atenção é o fato dessas doações serem destinadas a organizações de diversos segmentos e que, muitas vezes, não são vistas por grandes doadores.

Em um texto divulgado pela própria na internet, a filantropa diz que as instituições de caridade foram escolhidas após vários meses de análise cuidadosa. As organizações atendem diversas demandas sociais, desde programas culturais para jovens até fundos de jornalismo.

"Serviço centrado na comunidade é um poderoso catalisador e multiplicador e, por isso, passamos o primeiro trimestre de 2021 identificando e avaliando equipes sem fins lucrativos orientadas para a equidade em áreas que vêm sendo negligenciadas. O resultado foram U$ 2,739 bilhões doados a 286 organizações de alto impacto em categorias e comunidades que são, historicamente, subfinanciadas e esquecidas."

MacKenzie Scott em texto divulgado no blog da filantropa

Num cenário onde as 500 pessoas mais ricas do mundo viram suas fortunas crescerem ainda mais nos últimos anos, principalmente no setor de tecnologia, a bilionária também aproveitou para criticar o sistema financeiro. "Estamos tentando doar uma fortuna que foi possibilitada por sistemas que precisam de mudança. Nesse esforço, somos regido por uma crença humilde de que seria melhor se a riqueza desproporcional não estivesse concentrada em um pequeno número de mãos e que as soluções seriam mais bem projetadas e implementadas por outros", escreveu.

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Repórter na Mais Retorno

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