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Evergrande não foi alertada por sua consultoria sobre uma possível crise

Em relatório anual divulgado meses atrás, a PwC aprovou as contas da Evergrande referentes a 2020

Data de publicação:24/09/2021 às 09:00 -
Atualizado 8 meses atrás
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Apesar de a Evergrande ter acumulado enormes dívidas, a gigante do setor imobiliário chinês nunca recebeu um alerta de sua auditoria.

Em relatório anual divulgado meses atrás, a unidade da PricewaterhouseCoopers (PwC) em Hong Kong aprovou as contas da Evergrande referentes a 2020.

Foto: Reprodução evergrande
PwC não alertou a Evergrande sobre uma possível crise, mesmo a empresa enfrentando sérios problemas com sua liquidez | Foto: Reprodução

Diante da situação da Evergrande, o procedimento normal seria fazer um alerta, expressando dúvidas sobre a capacidade da empresa de manter a solvência por ao menos 12 meses.

Agora, a Evergrande se encontra à beira do colapso financeiro, pressionada por uma dívida de US$ 88,5 bilhões e com passivos totais que ultrapassam US$ 300 bilhões. A empresa contratou consultores financeiros, sugerindo uma possível reestruturação, e o governo da China orientou governos locais a se preparar para seu eventual colapso.

Procuradas, a PWC e a Evergrande não quiseram comentar o assunto.

Retirada de posições

Na véspera, um importante acionista do grupo chinês afirmou que planeja vender todas as suas ações que detém na incorporadora, potencialmente levando mais de US$ 1 bilhão no processo.

A Chinese Estates Holdings, controlada pelo bilionário de Hong Kong Joseph Lau e sua mulher, Chan Hoi-wan, afirmou, no dia anterior, que recentemente reduziu sua participação na Evergrande de quase 6,5% a 5,7% e que buscava aprovação dos acionistas para vender o restante.

A empresa gastou o equivalente a US$ 1,75 bilhão para comprar sua parcela em 2017 e 2018, e outros US$ 86 milhões em bônus da Evergrande, segundo documentos.

Agora, a companhia afirmou que seu conselho estava cauteloso sobre a empresa, incluindo questões de liquidez e os riscos para suas finanças e operações, caso ela não consiga solucionar os problemas.

A Chinese Estates também citou um declínio significativo no preço da ação da Evergrande, além da volatilidade do mercado acionário e de mudanças nos mercados e na economia. / com Agência Estado

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