Finanças Pessoais

ETFs: por que crescem a oferta e o interesse do investidor por eles

As ETFs estão se tornando mais populares pelos preços acessíveis e possibilidade de diversificar a carteira

Data de publicação:23/06/2021 às 08:00 - Atualizado 5 meses atrás
Compartilhe:
  • Facebook
  • Linkedin
  • Twitter Mais Retorno
  • Telegram Mais Retorno
  • WhatsApp Mais Retorno
  • Email Mais Retorno

Nesta semana, mais um estreante no segmento de ETFs na Bolsa de Valores:  o BOVX11, um fundo que vai acompanhar o Índice Bovespa, lançado pela XP Investimentos na última segunda-feira, 21. A chegada de mais esse ETF reforça a tendência, observada nos últimos meses, de aumento na oferta do produto: foram 5 nos últimos 60 dias; 11 desde o início do ano. E com variedade de índices a ser perseguido, de ativos locais a internacionais.

O aumento de colocação dos ETFs no mercado vem, de certa forma, atender à procura por um tipo de investimento que está se popularizando rapidamente. Até porque esses ativos são opções recentes para a pessoa física. A possibilidade de diversificar o portfólio de maneira simples e acessível parece ser o grande atrativo desses fundos atrelados a índices, e o que faz especialistas apostarem em um crescimento mais acentuado desse segmento nos próximos anos.

etfs
ETFs podem seguir ativos locais ou internacionais - Foto: Envato

Desde que esses fundos começaram a ser negociados no Brasil há 17 anos, atualmente são 41 ETFs listados na B3, sendo 34 de renda variável e 7 de renda fixa. Em maio, o patrimônio empregado em ETF alcançava R$ 46 bilhões, pelos dados da B3, e os mais negociados foram o BOVA11, o BOVV11 (dois colados ao Índice Bovespa) e o HASH11 (vinculado a criptomoedas).

Esse ETF da XP, o BOVX11, também vai acompanhar a evolução dos papeis de empresas com maior liquidez na Bolsa, os que compõem o Índice Bovespa, 84 no total. O investimento, em última análise, vai refletir o desempenho da economia brasileira.

A aplicação mínima é de R$ 13, com uma taxa de administração de 0,15% ao ano. Segundo a XP, a sua gestão será norteada por três principais pilares: diversificação, transparência e execução. O BOVX11 tem exposição a alguns setores, como financeiro, industrial e utilities, por exemplo. Sua composição e benchmark serão divulgados diariamente.

Além do IBOVX11, nos últimos dois meses, também foram lançados o EMEG11, que acompanha os mercados emergentes; HTEK11, DNAI11 e MILL11, que acompanham, respectivamente, ações de indústrias da área de saúde, empresas que trabalham com sequenciamento genético e companhias internacionais voltadas para a geração dos millenials.

Para o analista da Guide Investimentos, Henrique Esteter, esse mercado que ganhou força mesmo nos últimos 12 meses deve permanecer aquecido por um bom tempo. Sua análise se apoia em um histórico internacional. "Nos Estado Unidos, por exemplo, já é algo bem maduro, com opções dentro de todos os segmentos", explica.

Pietra Guerra, analista da Clear Corretora, ressalta que os preços baixos dos ativos têm atraído o pequeno investidor. Segundo ela, "os ETFs são até mais acessíveis que as próprias ações de empresas no lote fechado". É o caso do IBOVX11, que exige um valor mínimo de R$ 13 para a aplicação.

Diversificação de carteira com ETFs

Outro ponto destacado pelos especialistas é a simplicidade e a possibilidade de diversificação oferecida pelos ETFs, uma facilidade para a vida dos iniciantes. Alguém que pretenda investir em renda variável, ao comprar um ETF que acompanhe o Índice Bovespa, por exemplo, não terá de se preocupar em escolher os papeis que vão compor seu portfólio, o ativo traz embutida uma seleção dos papeis mais negociados em pregão.

A analista da Clear ressalta que essas aplicações em renda variável precisam ser consideradas para um horizonte de longo prazo. O Ibovespa vem de uma sequência de altas e mais dia menos dia deve passar por um processo de correção, quando o investidor fica exposto a mais oscilações.

É crescente também o interesse do investidor em diversificar a carteira com ativos estrangeiros, optando por ETFs que seguem índices internacionais. Esteter destaca que, além da diversificação, o investidor consegue proteção pela variação cambial. "Comprando em moeda estrangeira, o investidor diminui o risco Brasil através do câmbio", afirma.

Um consenso entre os analistas é que cada mercado pode oferecer uma proposta diferente por meio dos ETFs que acompanham os índices estrangeiros. Na prática, eles abrem um leque ainda mais variado de investimentos.

Enquanto um ETF que segue algum índice americano é uma porta de entrada para quem quer investir nas maiores empresas americanas a um custo mais baixo, há também aqueles que acompanham a economia que mais cresce no mundo, a China, como é o caso do XINA11.

Pietra Guerra comenta sobre as opções que acompanham índices de segmentos específicos. São os ETFs temáticos, compostos por ações de algum setor mais movimentado ou promissor.

Há uma forte tendência de crescimento dessa modalidade de ETFs no mercado internacional. Já por aqui, na B3, os fundos de índice temáticos são bem recentes, mas vêm ganhando espaço. O TECK11, por exemplo, segue as ações de dez gigantes americanas de tecnologia, como Netflix, Facebook e Google.

Dicas para compor uma carteira de ETF

A estratégia mais adequada para montar uma carteira de ETFs, segundo Pietra, é avaliar o cenário para os índices que cada um desses ativos busca acompanhar. O que traz alguma segurança para o investimento, pelo menos, no curto prazo.

Henrique Esteter destaca que o investidor deve levar em conta seus objetivos com o ETF. "Quando há receios com a inflação, muita gente costuma correr para ativos, como commodities clássicas, como é o caso do ouro. Tem o ETF GOLD11, que possibilita essa exposição com um preço muito baixo. Mesmo aquele investidor com pouco dinheiro consegue comprar algumas posições a partir de R$ 9,60 para montar uma carteira diversificada e defensiva", explica.

Os analistas concordam que o investidor de qualquer perfil pode ter um ETF em seu portfólio se busca a diversificação, desde que respeitando seus objetivos e tolerância a riscos.

Sobre o autor
Bruna Miato
Repórter na Mais Retorno
LLC – Limited Liability Company

LLC – Limited Liability Company

O que é LLC (Limited Liability Company)? A Limited Liability Company (LLC) é a sociedade limitada nos EUA. Mas, ao contrário do que ocorre no Brasil,...

  CONTINUAR LENDO