Economia

A Embraer e a Força Aérea Brasileira (FAB) assinaram, nesta sexta-feira, 23, um memorando de entendimento no qual firmam parceria de cooperação para estudos e avaliação no desenvolvimento de um veículo aéreo não tripulado de classe superior. 

"Esse estudo é de fundamental importância para a manutenção e a expansão das competências da Embraer no desenvolvimento de sistemas aéreos de defesa com alto teor tecnológico e grande complexidade de integração", disse em nota o presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança, Jackson Schneider. "É ainda uma oportunidade para o contínuo desenvolvimento de novas tecnologias e produtos para a FAB e o Ministério da Defesa, visando a ampliação da capacidade operacional e a garantia da soberania nacional", completou. 

Embraer acumula prejuízo de R$ 3,6 bilhões em 2020
A cooperação prevista estabelecida pelo memorando de entendimento prevê estudo conjunto das necessidades da FAB em suas missões

Para ele, o principal desafio do projeto é integrar a nova tecnologia à operação com outros sistemas e aeronaves tripuladas. 

"É uma oportunidade ímpar para a Força Aérea Brasileira aprofundar seus estudos em tecnologias disruptivas que possam causar desequilíbrio no cenário atual e futuro", disse o Comandante da Aeronáutica, o Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Junior. "Na guerra moderna é imprescindível a utilização de plataformas aéreas não-tripuladas, operando isoladamente ou em conjunto com aeronaves tripuladas. Tal tecnologia permite reduzir custos e riscos, sem perder a eficácia no cumprimento das missões atribuídas à Aeronáutica."

A cooperação prevista estabelecida pelo memorando de entendimento prevê estudo conjunto das necessidades da FAB em suas missões, assim como levantamento e priorização de elementos operacionais e logísticos associados à construção da tecnologia, de acordo com comunicado da Embraer.

A companhia destacou também que o desenvolvimento do veículo aéreo superior não tripulado com tecnologia nacional "oferece uma oportunidade relevante para a base industrial de defesa (BID) e suas empresas estratégicas, promovendo o seu desenvolvimento e fortalecendo conhecimentos para o atendimento das necessidades do Estado Brasileiro". 

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Visualizar Comentários

Veja mais Ver mais