Economia

Dólar encerra o dia a R$ 5,65, maior queda em 2 meses

O dólar levou forte tombo hoje. Fechou com desvalorização de 2,50%, cotado por R$ 5,65, registrando a maior queda em dois meses. A justificativa para isso…

Data de publicação:10/03/2021 às 03:05 - Atualizado 3 anos atrás
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O dólar levou forte tombo hoje. Fechou com desvalorização de 2,50%, cotado por R$ 5,65, registrando a maior queda em dois meses.

A justificativa para isso está em uma conjunção de fatores, determinada por uma pauta positiva em Brasília, com a aprovação sem novidades da PEC Emergencial, a atuação firme do Banco Central, que vendeu contratos de swap, e a divulgação de uma inflação comportada nos Estados Unidos, que espanta o risco de aumento da taxa de juros por lá.

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Congresso

O mercado amanheceu mais tranquilo com a notícia de que a PEC Emergencial tinha sido aprovada na Câmera dos Deputados, em primeiro turno, mantendo-se a proposta original do Senado. O texto veta a promoção de policiais e servidores da segurança.

Com isso, o humor do mercado financeiro não demorou a mudar. A bolsa de valores, que vinha em queda, reagiu logo no pré-mercado e o dólar embicou para baixo. Tendência que se consolidou depois que a Câmara dos EUA aprovou o pacote de estímulos fiscais. Nada menos de R$ 1,9 trilhão na economia americana depende apenas da sanção do presidente Joe Biden para entrar no sistema.

Além desses fatores, que deram ânimo aos investidores, outro empurrou o dólar para abaixo. Foi a ação do Banco Central com leilão de swap cambial. Sãos títulos que equivalem à venda de dólar em data futura. Um título, portanto, que protege contra o risco de variação cambial.

Um leilão como tantos outros que o BC tem feito para conter altas que considera exageradas do dólar. A diferença é que, desta vez, o BC antecipou meia hora o leilão. Para 9h30, em vez de 10h, como é rotina.

Para Carla Argenta, economista-chefe da CM Capital, a antecipação foi vista pelo mercado como um recado. Uma sinalização de que o BC atuará no mercado quando a cotação se aproximar de R$ 5,80, como ocorre agora, ou de R$ 6, um preço que o dólar poderia buscar.

“A atuação antecipada parece sinalizar que o BC vai bater”, comenta, embora não acredite que o dólar dispare. “Mas, se o risco crescer muito. não dá para descartar que a cotação chegue a R$ 6 por dólar.”

O estrategista da RB Investimentos, Gustavo Cruz, diz que a expectativa de melhora nas condições econômicas, com a aprovação da PEC, mudou o humor do mercado. Indicação disso, segundo ele, foi que, desta vez, o dólar no mercado doméstico acompanhou a queda das demais moedas de países emergentes no mercado internacional.

Sobre o autor
Tom MorookaColaborador do Portal Mais Retorno.