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A Cyrela informou que as vendas líquidas feitas no 2º trimestre deste ano somaram R$ 1,560 milhões, valor 205% maior do que o registrado no mesmo período de 2020 – R$ 512 milhões – e 51% acima do trimestre anterior – R$ 1,031 milhões.

No semestre, o volume total atingiu R$ 2,591 milhões, 91% superior aos primeiros seis meses de 2020.

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Cyrela reporta que a maioria das vendas no período de imóveis foi feita de lançamentos - Foto: Reprodução

Os dados fazem parte da prévia de resultados trimestrais da empresa divulgados nesta terça-feira, 13. De acordo com a construtora, das vendas líquidas realizadas no 2º trimestre, 50% foram provenientes da venda de lançamentos (R$ 776 milhões), 35% de imóveis em construção e 15% de imóveis prontos.

O número de lançamentos saltou no período, totalizando um volume de R$ 1,929 milhões, 659% superior ao realizado na mesma base de comparação de 2020 e 358% acima do trimestre diretamente anterior (R$ 421 milhões).

A participação da companhia nos lançamentos do trimestre atingiu 84%, sendo inferior à apresentada no segundo trimestre de 2020 (86%) e abaixo do primeiro trimestre de 2021 (90%). Do VGV lançado no trimestre, 91% serão reconhecidos via consolidação e 9% via método de equivalência patrimonial.

No semestre, o VGV de lançamentos atingiu R$ 2.350 milhões, 78% maior que o registrado no primeiro semestre de 2020.

Com a exclusão das permutas, o volume lançado pela Cyrela no 2º trimestre foi de R$ 1,517 milhões, 612% superior ao mesmo período do ano anterior (R$ 213 milhões) e 419% acima do 1º trimestre de 2021 (R$ 292 milhões).

Vendas sobre Oferta

Segundo a Cyrela, os dados operacionais resultaram em um indicador de Vendas sobre Oferta (VSO) de 12 meses de 55,4%, ficando acima do VSO 12 meses apresentado no mesmo trimestre do ano anterior (47,5 %) e superior ao VSO apresentado no 1º trimestre de 2021 (52,8%).

O que pensa o mercado

O resultado operacional da Cyrela mostrou um salto nas vendas e lançamentos no segundo trimestre, porém, se deve principalmente a uma base de comparação muito fraca (2T20), no pior momento da pandemia.

Segundo análise da Levante Ideias de Investimentos, o setor imobiliário como um todo está reaquecendo, após o adiamento de lançamentos afetados pela segunda de contaminação da covid-19 no primeiro trimestre do ano, e sazonalmente é o período mais fraco do ano.

"Esperamos uma reação positiva das ações da companhia no curto prazo, visto o desempenho mais forte neste trimestre", aponta a Levante.

No entanto, a casa aponta que, no médio prazo, a expectativa do aumento da taxa de juros entre 6,5% e 7,00% no final deste ano tende a impactar negativamente o setor da construção civil. "Taxas mais altas de financiamento, com prestações mais salgadas, diminui o número de compradores de imóveis".

Além disso, de acordo com os analistas da Levante, o setor ainda é impactado pelos possíveis - e ainda incertos - efeitos da reforma tributária, que podem acabar reduzindo a lucratividade das construtoras. "Tudo isso indica um cenário menos otimista para o setor no segundo semestre", conclui.

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Repórter do Portal Mais Retorno.

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