Mercado Financeiro

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) estuda a possibilidade de mudar os critérios que definem hoje o investidor qualificado. Um deles determina que ele tenha ao menos R$ 1 milhão aplicado no mercado financeiro, e a ideia é que esse limite caia para algo em torno de 600 salários mínimos ou R$ 600 mil.

Se não tiver esse valor em aplicações, o investidor poderá ainda ser considerado como qualificado se comprovar renda mensal equivalente a 15 salários mínimos, portanto, algo perto de R$ 15 mil.

Bruno Luna, da CVM, diz que perfil de investidor mostra que ele é mais informado e com apetite ao risco: Foto: Thelma Vidales

Bruno Luna, chefe da Assessoria de Análise Econômica e Gestão de Riscos (ASA) da CVM explica que essa nova possibilidade de qualificação atende especialmente os mais jovens, que ainda não acumularam um patrimônio dessa magnitude em aplicações, mas têm renda, conhecimento e interesse para aplicações com maior grau de risco.

“São critérios internacionais, baseados no patrimônio ou em critério fixo, no fluxo financeiro do investidor. Hoje metade dos investidores que está na Bolsa é de pessoas mais jovens, com uma massa de informações bem maior sobre o mercado, em uma outra realidade”, afirma Luna.

De acordo com dados da B3, o número de contas ativas de pessoas físicas na Bolsa aumentou de 620 mil em dezembro de 2017 para 1,7 milhão em dezembro de 2019 e disparou para 3,2 milhões de investidores em desembro de 2020. Agora, esse número já encosta nos 4 milhões, ressalta Karl Pettersson, que coordenou o levantamento.

Diferença entre investidor qualificado e de varejo

O estudo foi iniciado no fim de 2019, com 5 mil participantes. A ideia foi a de mapear o perfil e o interesse dos investidores, de modo a ter elementos para flexibilizar as regras de investimentos mais arriscados, permitindo a expansão do mercado de capitais no País.

A pesquisa retratou que o investidor qualificado tem maior renda mensal e maior valor investido, é mais velho e detém mais conhecimento e tempo para os seus investimentos. Já o investidor de varejo poupa mais e é mais interessado em aplicar em novos investimentos.

Além da flexibilização de critérios de qualificação, que permitirá o acesso de mais investidores a opções diferenciadas e com mais possibilidade de retorno maior, estão sendo discutidas regras para acesso do investidor de varejo aos fundos de private equity e segmento de securitização.

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Editora do Portal Mais Retorno.

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