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A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) registrou lucro líquido de R$ 219,787 milhões no primeiro trimestre de 2021, alta de 36,7% sobre o mesmo intervalo do ano passado. Os dados foram divulgados no balanço encaminhado aos acionistas na noite da última terça-feira.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou no período R$ 520,197 milhões, avanço de 9,5% sobre o primeiro trimestre de 2020.

Unidade da Copasa em Nova Lima - Foto: Copasa/Divulgação

Entre janeiro e março, o resultado financeiro ficou negativo em R$ 47,769 milhões, uma melhora em relação ao resultado financeiro negativo de R$ 92,688 milhões de igual período do ano passado. A receita líquida atingiu R$ 1,282 bilhão, alta de 6% sobre o mesmo intervalo de 2021.

Em março de 2021, a Copasa somava 640 concessões para a prestação dos serviços de abastecimento de água e 310 concessões para a prestação dos serviços de esgotamento sanitário.

De acordo com a companhia, ao fim do primeiro trimestre, 77,5% das receitas líquidas de água e esgoto eram provenientes de concessões cujos prazos de vencimentos ocorrem após janeiro de 2034.

Na mesma data, encontravam-se vencidas concessões referentes a 69 municípios, representando cerca de 3,2% das receitas de água e esgoto.

Investimentos

Em Assembleia Geral Ordinária (AGO), no final de abril, a Copasa aprovou um programa de investimentos para o exercício de 2021, no valor de R$1.354,0 milhões, sendo R$1.306,8 milhões destinados à Controladora (COPASA MG) e R$47,2 milhões destinados à subsidiária COPANOR.

Sobre os três primeiros meses de 2021, já foram investidos R$141,4 milhões nas operações da Copasa.

Ativa Investimentos comenta o resultado

De acordo com os analistas da Ativa Investimentos, ainda que a Copasa tenha apresentado um resultado operacional acima das expectativas, a expectativa é de uma recepção neutra dos resultados.

“Os pontos fundamentais para a tese de investimentos, como a melhora nas perdas e o reconhecimento dos investimentos realizados pela companhia durante o atual ciclo tarifário ainda estão em stand-by”, aponta a Ativa.

Os especialistas da Ativa reforçam ainda que a companhia alterou a fórmula de execução de valores a provisionar, o que dificulta comparações anuais mais isonômicas. / com Agência Estado

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