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Renda Variável

Confira 9 ETFs para enfrentar as incertezas de 2023, segundo especialistas da Itaú Asset

Receita é diversificar entre renda fixa e variável, entre diferentes países, moedas e prazos

Data de publicação:05/01/2023 às 07:00 -
Atualizado 22 dias atrás
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Para um ano marcado por incertezas - internas e externas - o mantra da diversificação vai sendo entoado no Itaú Asset, inclusive para a carteira de ETFs, os fundos passivos, de índices, que no ano passado dispararam no interesse dos investidores.

A pedido da Mais Retorno, Caíque Cardoso, especialista de portfólio da Itaú Asset, e Renato Eid, superintendente de estratégia beta e integração ESG do banco, listaram nove produtos que fazem o investidor navegar por diferentes exposições de risco, entre mais conservadores e arriscados, e regiões do mundo.

ETF
ETFs de renda fixa, renda variável e ligados a ativos internacionais para diversificar a carteira

Para a carteira indicada, os analistas levaram em conta um cenário com inflação e juros pressionados, com destaque para a  renda fixa, classe que, na opinião de Caíque Cardoso, deverá dominar o espectro dos investimentos. 

Confira as indicações abaixo:

ETF de renda fixa

Para capturar a boa maré dos juros, a sugestão recai sobre 4 ETFs de renda fixa. Uma mescla, de acordo com Cardoso, capaz de proteger a carteira da alta da inflação, e se beneficiar tanto dos juros elevados como em queda, no curto prazo ou em prazos mais elásticos.

IMA-BIMAB11
IMA-B 5 P2B5P211
IMA-B 5+IB5M11
IRF-M P2IRFM11
ETFs de Renda Fixa

O IMAB11 é um ETF negociado na B3, ele replica o índice IMA-B que é composto por títulos públicos pós-fixados do Tesouro Nacional. Além dos juros, os papeis pagam correção monetária equivalente à inflação medida pelo IPCA. Quanto maior o prazo do título, maior o prêmio de risco, o NTN-B. 

O B5P211 reflete o desempenho de todos os títulos do Tesouro vinculados à inflação (IPCA), mas com prazo de até 5 anos. Ele segue o índice IMA-B 5 P-2, da Anbima, composto por NTN-B com prazo inferior a 5 anos.

Já o IB5M11 é atrelado ao índice IMA-B5+, que reflete o comportamento de todos os títulos públicos de inflação com prazo igual ou superior a 5 anos.

Para captar a evolução dos títulos prefixados, a indicação é do IRFM11, um ETF que segue o índice IRF-MP2, composto por títulos públicos federais prefixados.

Renato Eid, superintendente de estratégia beta e integração ESG da Itaú Asset, diz que em relação às aplicações diretamente em papeis ou fundos de renda fixa, os ETFs levam vantagem em termos tributários, porque, independentemente do prazo, o Imposto de Renda no ETF será de 15%. Nos ativos de renda fixa, o imposto varia de acordo com o prazo, quanto maior o prazo, menor a alíquota de IR.

Compare o retorno dos 4 ETFs de renda fixa com a evolução do seu benchmark, o CDI

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ETF de renda variável

Ainda que os juros elevados sejam fortes concorrentes e as incertezas do cenário doméstico e internacional tragam volatilidade ao segmento de ações, os especialistas identificam oportunidades interessantes na renda variável e recomendam ETFs vinculados à bolsa brasileira

IDIVDIVO11
IMATMATB11
ETF Bolsa Brasileira

Os eleitos foram o DIVO11  e o MATB11. O primeiro espelha os resultados de empresas boas pagadoras de dividendos, e o segundo o desempenho das empresas ligadas às commodities. “No DIVO11 são empresas que apresentam bons resultados e conseguem pagar bons dividendos. No MATB11 são empresas de materias básicos, capturam as pressões inflacionárias e têm correlação com as commodities”, explica Cardoso.

O DIVO11 busca replicar o índice IDIV, formado por empresas que mais pagam dividendos da Bolsa. São, em tese, empresas mais saudáveis em termos financeiros, com menos dívidas, com boa geração de caixa. 

O superintendente ressalta que o retorno dos dividendos podem ser reinvestidos dentro do própio ETF. “Quando se pensa no médio e no longo prazos, para quem não precisa sacar e pode deixar o dividendo, o efeito é relevante”.

O MATB11 segue a carteira teórica do IMAT, Índice de Materiais Básicos – papel, celulose, siderurgia e mineração – e tem entre as principais ações as da Klabin, Vale, Suzano e Gerdau.

Acompanhe a performance dos 2 ETFs vinculados a ações da bolsa barasileira em quase 11 anos,  de fevereiro de 2012 a 2 de janeiro de 2023, e do Ibovespa nesse mesmo período.

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Exposição internacional

“É importante ter acesso a outras geografias, com ativos que andam de forma diferente, de modo a buscar a correlação e ter parte da carteira dolarizada”, diz Cardoso. A diversificação por ativos internacionais é uma opção à compra da própria moeda, destaca Eid.

Três ativos foram eleitos pelos especialistas:

SPTRSPXI11
KHEUPYDRO11
REVE11REVE11
ETF renda variável internacional

O SPXI11 é um ETF negociado na B3 que segue o índice S&P 500, portanto as 500 maiores empresas com papeis negociados na bolsa dos EUA. “É uma classe de ativos relevantes, um termômetro da economia americana, e além disso, os Estados Unidos são um celeiro do mercado, que atrai empresas de outros países”. 

Representando empresas engajadas na economia verde, o REVE11 replica o desempenho do Russell 1000 Green Revenues 50, composto por empresas americanas bem capitalizadas e sustentáveis, comprometidas com a transição para uma economia verde. Para classificá-las, a bolsa americana considera receitas dessas empresas provenientes de produtos e serviços com impacto positivo ao meio ambientes ou, ao menos, não sejam prejudiciais a ele.

Também dentro dos ETFs temáticos, e de empresas preocupadas com a sustentabilidade, foi escolhido o YDRO11. O ativo segue o S&P Kensho Hydrogen Economy, formado por 19 empresas envolvidas com a produção, armazenamento ou transporte de hidrogênio, dos Estados Unidos, Reino Unido e Canadá.

“O tema tem atraído a atenção, se sobressaído, porque o hidrogênio não é achado puro na natureza, mas precisa ser processado. O hidrogênio verde passa por eletrólise da água, com emissão de oxigênio", relata o especialista. Por isso, o hidrogênio verde é considerado peça fundamental para a descarbonização mundial.

“São dois temas de longo prazo”, disse Cardoso, referindo-se ao YDRO11 e ao REVE11, “porque a mudança de matriz energética não vai acontecer de um dia para o outro".

Confira o desempenho dos três ativos com exposição internacional de 23 de setembro de 2021 a 3 de janeiro de 2023.

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Comparador de Ativos da Mais Retorno

Agilidade

Além da diversificação, os ETFs conferem agilidade para o posicionamento diante de mudanças de cenário, destaca o superintendente. Ele exemplifica com a situação da economia chinesa , emperrada em decorrência dos casos de covid no país, “existe um debate não uma certeza sobre esse tema, sobre a valorização das commodities e se isso vai beneficiar as empresas daqui ao setor”.

Sobre o autor
Regina Pitoscia
Editora do Portal Mais Retorno.

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