Economia

O Ministério da Infraestrutura informou em boletim durante a manhã, 9, que foram registrados pontos de manifestação em rodovias federais em 15 Estados: Rio Grande do Sul, Paraná, Espírito Santo, Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Rondônia, São Paulo, Pará, Roraima entre outros.

Entidades são contra a pauta política e antidemocrática - Foto: Reprodução

No Distrito Federal, os caminhoneiros que se concentravam na frente do Congresso já começaram a se dispersar, mas ainda não há sinalização de encerramento do movimento em todo o País, apesar dos esforços do governo para que a categoria libere os pontos bloqueados.

Apesar da movimentação, há divergências sobre a paralisação. O movimento não tem apoio formal da categoria, o Conselho Nacional do Transporte Rodoviário se diz contra a greve motivada por pauta política e, principalmente, antidemocrática.

No fim da noite anterior, segundo o jornal O Globo, o presidente Bolsonaro gravou um áudio pedindo aos caminhoneiros que liberem as estradas do País, porque a ação atrapalha a economia, prejudica todo mundo e, em especial, os mais pobres.

A paralisação

As manifestações começaram no feriado, na esteira dos atos de 7 de Setembro, convocados pelo presidente Jair Bolsonaro. Mas segundo entidades, o movimento foi organizado por motoristas alinhados politicamente ao governo.

O Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) emitiu nota declarando apoiar "os direitos e garantias e reunião, manifestação, crítica, paralisação, por pauta jurídica, por direitos. Contudo, temos reservas e cautelas quanto a pauta política e somos firmemente contra pauta antidemocrática".

A entidade explica que "apoiadores políticos, enquanto cidadãos, envolveram a classe dos caminhoneiros, sem representação de entidade na pseudoparalisação sem qualquer pauta jurídica por direitos, como se fossem os responsáveis por atos classificados por grande parte do mundo como juridicamente antidemocráticos".

A nota segue, dizendo que "os caminhoneiros que querem parar, como cidadãos, voluntariamente, terão seus direitos garantidos e de igual forma defendemos aqueles que não aderem voluntariamente à paralisação. A circunstância afeta a imagem da categoria, gera danos patrimoniais, sociais, econômicos e morais coletivos, sobre os quais exigimos imediata providência para garantir a cessação de danos.

Segundo o Ministério da Infraestrutura, o número de Estados com registro de manifestações foi crescendo ao longo do dia. O primeiro comunicado divulgado pela Pasta citava ocorrências em apenas quatro Estados. Ao todo, já foram "debeladas" 117 ocorrências com concentração de populares e tentativas de bloqueio total ou parcial de rodovias nas últimas horas.

"A disseminação de vídeos e fotos por meio de redes sociais não necessariamente reflete o estado atual da malha rodoviária", destaca a Pasta em nota.

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