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A Microsoft registrou lucro líquido de US$ 15,5 bilhões no primeiro trimestre de 2021, de acordo com dados do balanço divulgado na última terça-feira, 27. O crescimento deve-se sobretudo à adoção do trabalho remoto durante a pandemia, que exige a utilização de softwares.

O uso do aplicativo de trabalho online Team aumentou 1.000%, resultado que se soma  aos bons números da companhia. O lucro por ação no período foi de US$ 2,03, crescimento de 45% em relação aos primeiros três meses de 2020. 

Microsoft comprou a empresa de inteligência artificial Nuance Communications por US$ 26 bilhões

A perspectiva é de que os papéis da empresa mantenham a performance com a expansão dos serviços de armazenamento e execução de tarefas em nuvem, ramo na qual hoje só perde para a Amazon. O programa Azure, que serve a esta finalidade, cresceu 50% no primeiro trimestre. 

De acordo com o CEO da Microsoft, Satya Nadella, a aquisição da empresa de inteligência artificial Nuance Communications por US$ 26 bilhões, concretizada no início de abril, deve auxiliar na captura de market share em aplicações tecnológicas do setor de saúde. 

“Este é um projeto que deve se tornar uma das fontes de receita de crescimento mais rápido com software de infraestrutura em nossa história”, disse o executivo.

Facebook: lucro líquido US$ 9,5 bilhões supera expectativas do mercado

O Facebook teve receita de US$ 26,17 no primeiro trimestre de 2021

Impulsionados pelo aumento da demanda por publicidade online em meio ao isolamento social, os bons resultados alavancaram os papéis da companhia, que, às 18h30 (horário de Brasília), acumulavam alta de 5,76% na bolsa de Nova York. O lucro por ação diluído nos três primeiros meses deste ano foi de US$ 3,30, crescimento anual de 93%. 

Segundo a companhia, o número médio de usuários diários ativos entre janeiro e março de 2021 é de 1,88 bilhão, 8% a mais do que o mesmo período do ano passado. 

O Facebook projeta manutenção dos níveis de receita para o próximo trimestre, com possibilidade de leve crescimento, mas alerta para perspectiva de queda acentuada das taxas de expansão na segunda metade do ano. A empresa teme que alterações em softwares de celulares possam prejudicá-la.  

Uma nova versão do sistema operacional da Apple, o iOS 14.5, não permitirá que aplicativos rastreiem dados de usuários sem permissão expressa. Assim, os donos de iPhones têm maior autonomia sobre o volume de informações que disponibilizam às empresas desenvolvedoras dos apps pelos quais navegam. 

Apple tem receita recorde e dobra venda de iPhones na China

A receita da Apple no primeiro trimestre de 2021 foi de US$ 89,58 bilhões, resultado recorde que representa crescimento de 54% em relação ao mesmo período do ano passado. Com lucro líquido de US$ 23,6 bilhões, 110% superior ao registrado nos três primeiros meses de 2020, a companhia apresentou números acima do que o mercado esperava.

O lucro por ação da Apple no primeiro trimestre de 2021 foi de US$ 1,40, crescimento de 110% na comparação com o mesmo período de 2020

As receitas obtidas por meio da venda dos celulares iPhone, principal produto da empresa, estiveram US$ 6,5 bilhões acima das previsões. O produto se destacou principalmente na China, onde suas vendas dobraram.

Os computadores Mac também surpreenderam, com resultado um terço acima do esperado. O diretor financeiro da Apple, Luca Maestri, ressaltou a geração de fluxo de caixa operacional de US$ 24 bilhões e o pagamento de US$ 23 bilhões em dividendos aos acionistas durante o trimestre. O lucro por ação no período foi de US$ 1,40, crescimento de 110% na comparação com o período de janeiro a março de 2020. 

"Estamos confiantes em nosso futuro e continuamos a fazer investimentos significativos para apoiar nossos planos de longo prazo e enriquecer a vida de nossos clientes." 

Os bons resultados da companhia ocorrem em meio à crise no fornecimento de semicondutores, que afetou indústrias no mundo todo, inclusive a automobilística. O anúncio do programa de recompra de US$ 90 bilhões em ações pela Apple levou à valorização de 3% dos papéis da empresa no pregão estendido.

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