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Mercado Financeiro

Bolsa cai 1,15% em menor nível desde janeiro deste ano, aos 106 mil pontos; dólar sobe e passa de R$ 5

Dados fracos da economia chinesa e perspectiva de alta dos juros estiveram por trás da queda do Ibovespa

Data de publicação:02/05/2022 às 18:18 -
Atualizado 19 dias atrás
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Hoje era exigir muito que a Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, esboçasse qualquer reação positiva em semana que começa com perspectiva de elevação dos juros aqui e nos Estados Unidos e dados fracos da economia, divulgados hoje, na China e na Europa. O Ibovespa fechou com queda de 1,15% aos 106.638, nível mais baixo desde o início do ano. Já o mesmo cenário deu gás para o dólar que subiu 2,63%, ultrapassando os R$ 5, e cotado no fechamento a R$ 5,073.

Rafael Germano, especialistas em renda variável da Blue3, lembra que os mercados operaram atentos à Super Quarta, dia em que será definida a nova Selic por aqui, e expectativas dão conta de um ajuste 1 ponto porcentual, elevando o juro básico da economia para 12,75% ao ano, e também dia em que banco central americano deve puxar os juros em mais 0,5%.

Bolsa
Sede da Bolsa de Valores em São Paulo - Foto: B3/Divulgação

Política monetária mais apertada, tanto aqui como nos EUA, é usada para conter a inflação, destaca Paula Zogbi, analista de investimentos da Rico Investimentos, mas deve trazer pressão negativa de curto prazo para as bolsas. Principalmente para as ações de tecnologia e alto crescimento projetado para o futuro.

Paula ressalta que mesmo as empresas dos setores "de valor", mais consolidadas e já apresentam bons retornos no presente, também foram afetadas no pregão de hoje. Mas aí as do setor de commodities, que sofreram com a divulgação de dados industriais fracos da China: o PMI, na sigla em inglês, caiu 49,5 pontos em março para 47,4 em abril, abaixo da estimativa de mercado de 48. E, mais importante, abaixo também dos 50 pontos que indicam contração da economia.

Virgílio Lage da Valor Investimentos lembra que os números da economia chinesa refletem o lockdown no país, para evitar o avanço da covid-19, o que continua no radar de preocupações dos mercados. E além da China, a Europa também vem demonstrando um encolhimento da economia na região. Por isso, as bolsas europeias fecharam em queda.

Já nos Estados Unidos os fechamentos foram positivos, depois dos mercados iniciarem em queda. Dow Jones encerrou o dia com alta de 0,26%; S&P 500, fechou com 0,49%, e Nasdaq com alta de 1,63%. Esse comportamento conseguiu aliviar um pouco um peso na B3 que caía quase 2% por aqui.

Internamente, aponta a analista da Rico, os investidores avaliaram os números da atividade econômica mensal de fevereiro, que vieram um pouco abaixo das estimativas, mas indicando elevação, depois do tombo de janeiro. Em relação às contas públicas, a forte arrecadação notadamente com commodities fez a dívida cair para 79,2%, além de redução de gastos com estados e municípios.

Sobre o autor
Regina Pitoscia
Editora do Portal Mais Retorno.