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Mercado Financeiro

Bolsa cai 0,61% na semana com conflito no Leste europeu; dólar recua 1,91%

Confronto entre Rússia e Ucrânia e vencimento de opções trouxeram instabilidade aos mercados

Data de publicação:18/02/2022 às 18:10 -
Atualizado 7 meses atrás
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Cautela, foi a palavra que melhor define o clima nos mercados em todo o mundo nessa sexta-feira, à espera de notícias mais concretas a respeito da tensão entre Rússia e Ucrânia, afirma o especialista em Renda Variável da Blue3, Fabrício Silva Soares. Isso fez a Bolsa de Valores, a B3 a fechar com uma queda de 0,57%, aos 112.879 pontos. Com isso, na semana, o resultado também é negativo, de 0,61%.

A B3 bem que tentou reagir, chegando a bater os 114 mil pontos, mas renovou mínimas em 113 mil e acabou perdendo até mesmo esse suporte. A instabilidade do índice, de acordo com Oliveira, não se deve apenas ao conflito geopolítico, mas também ao vencimento de contrato de opções sobre ações na bolsa brasileira, e feriado nos EUA na segunda.

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Bolsa sofre na semana com conflito no Leste europeu - Foto: Reprodução

A grande preocupação dos investidores são as consequências dessa crise sobre o abastecimento do petróleo e de gás natural aos países da Europa, principais consumidores desses insumos, que chegam à região pelo gasoduto que passa pelo território da Ucrânia.

Depois de ter caído mais de 2% pela manhã, os contratos futuros do petróleo ganharam fôlego e passaram a subir e depois a operarem mistos. No radar das mesas de operação, seguem as preocupações com o potencial conflito na região da Ucrânia, além da aproximação de um acordo nuclear entre Irã e o Ocidente. No final da tarde, o WTI caía 0,85%, a US$ 90,89 o barril, enquanto o Brent avançava 0,57%, a US$ 93,53 o barril.

Com isso, as ações de Petrobras que abriram o dia em queda, conseguiram fechar no azul, com valorização de 0,52%.

Bolsas americanas

As bolsas de Nova York ampliaram perdas nos últimos momentos, destaca o especialista, em sessão em que o confronto no Leste europeu pesou nos mercados. Ele destaca o comportamento das ações da Nvidia, que continuam amargando quedas de mais de 5% após divulgação de balanço na última quinta-feira (15), o que apontou problemas nas cadeias de fornecimento

Em relação à alta de juros americanos, o cenário permanece o mesmo com alguns dirigentes do Fed alegando que precisam tomar providências mais rápidas e outros, como é o caso do dirigente do Fed de Nova York, que não vê motivos para irem com tanta pressa no aumento dos juros.

No fechamento, Dow Jones apresentou queda de 0,93%, o S&P500, de 0,97%, e a Nasdaq, de 1,46%.

Depois de ter caído mais de 2% pela manhã, os contratos futuros do petróleo ganharam fôlego e passaram a subir e depois a operarem mistos. No radar das mesas de operação, seguem as preocupações com o potencial conflito na região da Ucrânia, além da aproximação de um acordo nuclear entre Irã e o Ocidente. No final da tarde, o WTI caía 0,85%, a US$ 90,89 o barril, enquanto o Brent avançava 0,57%, a US$ 93,53 o barril.

Dólar cai

O dólar caiu nas operações de hoje, 0,52%, e ficou cotado a R$ 5,14. Na semana a desvalorização da semana chegou 1,91%.

Critiane Quartaroli, economista do Banco Ourinvest, disse que apesar da alta volatilidade com as tensões no Leste Europeu, o real continua se valorizando frente ao dólar porque tem um fluxo investidor vindo para o Brasil para a renda fixa e bolsa.

A diferença entre os juros internos e americanos permite a realização de operações com resultados interessantes. Esse movimento deve persistir, segundo ela, enquanto não houver um aumento dos juros nos Estados Unidos. Movimento que tende a provocar uma saída dos recursos daqui em direção aos títulos da dívida americana.

Sobre o autor
Regina Pitoscia
Editora do Portal Mais Retorno.

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