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BofA prevê inflação de 5,2% em 2021, com pressões de tarifa de energia e preços ao produtor; pico pode chegar a 8%

O Bank of America (BofA) prevê inflação medida pelo IPCA de 5,20% para 2021, percentual bem superior aos 3,75% estabelecidos como centro da meta pelo Comitê…

Data de publicação:12/05/2021 às 05:00 -
Atualizado um ano atrás
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O Bank of America (BofA) prevê inflação medida pelo IPCA de 5,20% para 2021, percentual bem superior aos 3,75% estabelecidos como centro da meta pelo Comitê de Política Monetária. Embora a inflação oficial tenha recuado de 0,93% em março para 0,31% em abril, a instituição financeira trabalha com a perspectiva de pressão inflacionária decorrente do aumento da tarifa de energia elétrica e dos preços ao produtor, que devem ser repassados aos consumidores finais. 

Foto: arquivo
Pico da inflação poderá atingir 8% em 12 meses, entre julho e agosto

No acumulado de 12 meses, a inflação do IPCA atingiu 6,76% em abril, mas deve crescer e ter seu pico em junho, julho e agosto, quando deve atingir o nível de 8% em um ano, de acordo com relatório do BofA. A perspectiva é de que a partir do segundo semestre haja queda gradual dos preços, destacam os analistas.

Ainda de acordo com o documento há uma "recuperação econômica em andamento, no País, mas em um ritmo gradual". Os analistas ressaltam que o aumento do desemprego retira boa parte da pressão inflacionária dos preços dos serviços.

A maior fonte de pressão sobre a inflação, de acordo com o banco, vem dos serviços de saúde, que registraram aumento de 1,19% em 12 meses, de maio de 2020 a abril de 2021. Logo em seguida, apareceram os preços de alimentos e bebidas, com avanço de 0,40%. Já outros grupos, como habitação, artigos domésticos e despesas pessoais, tiveram pouco peso sobre o número final da inflação, destaca o relatório.

Os analistas do BofA também ressaltam que a inflação anual do setor de serviços é baixa, de 1,44%, e não deve chegar sequer a 2% até junho. 

No caso dos preços administrados, a taxa já atingiu 9,36% no acumulado, um aumento de mais de dois pontos percentuais na comparação com o mês anterior. “O ciclo de alta dos preços em curso não deve sustentar a inflação no médio prazo. O3s riscos de alta estão relacionados aos preços de commodities e de ordem fiscal.

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