Economia

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado nesta quinta-feira, 13, cresceu 6,3% na comparação entre março de 2021 e março de 2020. Na comparação mensal, o indicador recuou 1,6% ante fevereiro.

A despeito da queda em março, o IBC-Br registrou expansão de 2,3% no primeiro trimestre, na comparação com o quarto trimestre de 2020, após ajuste sazonal. O resultado evidencia, segundo Rodolfo Margato, economista da XP, a resiliência da atividade econômica no período recente, em meio ao recrudescimento da pandemia e ao fim de programas de transferências governamentais (destaque para o auxílio- emergencial, suspenso no período).

IBC-Br
Previsão é de crescimento de 4,1% para o PIB este ano

Para o economista da XP, o desempenho do IBC-Br no primeiro trimestre reforça a expectativa de crescimento do PIB no período, embora a um ritmo bem mais suave. O IBGE divulgará os dados oficiais do desempenho do PIB no primeiro trimestre em 1º de junho.

Cenário incerto no 2º trimestre para o IBC-Br

O desempenho da atividade econômica no segundo trimestre segue incerto, de acordo com Margato, por causa dos efeitos da pandemia. Ainda assim, como em março, os indicadores coincidentes de abril já divulgados sugerem um quadro menos negativo do que a expectativa original. Os indicadores de confiança de empresários e consumidores mostraram reação, revertendo parcialmente a queda de março.

Em sua avaliação, a retomada do sentimento econômico deve continuar, como reflexo da melhoria dos índices de mobilidade social a partir de abril. Outros fatores também devem sustentar a demanda interna no segundo trimestre, como a nova rodada de pagamento do auxílio-emergencial, embora com valores menores, a antecipação do pagamento do 13º salário dos aposentados, com potencial para injetar cerca de R$ 50 bilhões entre maio e junho, e a retomada de programas importantes como o Bem (preservação de empregos) e Pronampe (crédito subsidiado para pequenas e microempresas).

O economista da XP prevê que, do ponto de vista da produção, o processo de recomposição de estoques, que permanecem baixos em muitos setores, e a forte recuperação da economia global tendem a puxar a indústria, após a interrupção nos meses de março e abril.

A expectativa de recuperação relativamente rápida da atividade no curto prazo tem como hipótese fundamental a continuidade da melhora dos indicadores relativos à pandemia (redução do número de novos casos e mortes, menor taxa de ocupação hospitalar, etc.). Condições que dependem de avanços no programa de vacinação.

A XP projeta um crescimento de 4,1% para o PIB de 2021.

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