Economia

Mesmo com todas as restrições de mobilidade e com a crise econômica do País, o setor automobilístico conseguiu exibir resultados positivos nesses três primeiros meses do ano. Mas a perspectiva de falta de componentes e a paralisação da produção preocupam o setor.

A Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou nesta quarta-feira, dia 7, os números de março e também os do primeiro trimestre de 2021.

Números são positivos na produção e venda de veículos no País, em março e primeiro trimestre de 2021

A produção de veículos foi de 200,3 mil unidades, entre carros, comerciais leves, caminhões e ônibus, e cresceu 1,7% em março em relação a fevereiro, que registrou 197 mil. A alta foi maior, de 5,5%, em comparação a março de 2020.  

As vendas também cresceram em março: foram emplacados cerca de 189 mil veículos, 13,1%, superior aos 167,4 mil em fevereiro. Quando a comparação é feita com março do ano passado, em que foram vendidas 163,6 mil unidades, a alta é ainda maior, de 15,7%

Os números só são negativos quando se compara as vendas no primeiro trimestre deste ano com o mesmo período de 2020. Este ano, as vendas de janeiro a março ficaram perto de 527 mil veículos, e no ano anterior, em 558 mil, com queda 5,4%.

Vale lembrar que no ano passado, em janeiro e fevereiro, o País ainda não estava paralisado pelos efeitos da pandemia.

Já em março de 2020, as incertezas em relação aos desdobramentos da chegada da doença por aqui e as primeiras medidas de restrição de circulação começavam a afetar a produção e venda do setor automobilístico.

Como ficaram as exportações de veículos

As exportações também cresceram. Em março deste ano, foram exportados 36,8 mil veículos, com alta de 11,2%, em relação às 33,1 mil unidades em fevereiro. A alta é de quase 20%, 19,8%, quando a comparação é feita a março do ano passado, quando as exportações somaram 30,8 mil.

No recorte para a produção de caminhões, em março ela ficou em 12,5 mil unidades, com avanço de 5,7%, diante dos 11,8 mil de fevereiro. E as vendas cresceram 38,3%, quando foram emplacados 10,8 mil caminhões. Se a comparação for feita em relação a março de 2020, o crescimento é de 67,1%.

Os dados referentes a caminhões são relevantes na medida que podem estar indicando uma reativação das atividades econômicas.

Falta de componentes pode prejudicar a produção

Em coletiva para apresentar os dados do setor, o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes afirmou que o setor corre o risco de novas paradas nas montadoras pela escassez global de componentes eletrônicos.

O aumento de consumo de equipamentos como notebooks e tablets na pandemia e o crescimento da produção nas indústrias que dependem do insumo provocaram a falta de chips usados em sistemas eletrônicos.

"Existe risco de paradas de produção por falta de componentes, em especial, microprocessadores", afirmou o executivo. "Pode afetar o setor nas próximas semanas".

Na semana passada, a maioria dos fabricantes de veículos suspendeu a produção em consequência do recrudescimento da pandemia. Desde o início do mês, cinco montadoras que compreendem dez fábricas e 5,5 mil funcionários, estão com as atividades paradas, completa ou parcialmente no País. E não estão descartadas novas paralisações, segundos Moraes, por conta do risco de contágio.

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Editora do Portal Mais Retorno.

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