Economia

Pesquisa feita pela consultoria KPMG aponta que 45% dos CEOs globais enxergam um retorno à normalidade nos negócios apenas em 2022. Apenas 31% acreditam que essa volta acontecerá ainda neste ano. Mais do que isso, 24% não esperam mais por essa normalidade e afirmam que suas empresas e operações mudaram para sempre com a pandemia.

Alta do dólar reduziu lucro de empresas de capital aberto em 2020
Na opinião de grandes empresários, as atividades econômicas voltam à normalidade só em 2022

O levantamento foi feito com 500 executivos de empresas com receita anual superior a US$ 10 bilhões, em 11 países (Austrália, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Itália, Japão, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos), entre os dias 29 de janeiro e 4 de março.

"A pesquisa evidencia que os negócios nunca mais serão os mesmos em função da pandemia. Sairemos dela com aprendizados importantes para o futuro das empresas, das pessoas, da sociedade e do meio ambiente", diz Charles Krieck, presidente da KPMG no Brasil e na América do Sul, em nota. "O futuro das empresas dependerá de iniciativas de negócios mais analíticas e tecnológicas, integradas com uma governança atenta aos aspectos econômicos, sociais e ambientais."

Os dados mostram que mais da metade, 55%, temem que nem todos seus funcionários tenham acesso a uma vacina contra a covid-19, o que poderá colocar alguns mercados e operações em desvantagem.

A maioria dos executivos entrevistados, 90%, vai solicitar aos empregados notifiquem a empresa quando forem vacinados. Outro ponto relevante é que 61% das empresas vão esperar uma imunização do país antes de pedir o retorno aos escritórios.

Confiança na recuperação

A confiança dos CEOs no crescimento de suas empresas, setores e países no horizonte de três anos é elevada. No entanto, as perspectivas para a economia global são baixas.

De acordo com a pesquisa, as perspectivas dos entrevistados para o crescimento de suas empresas nesse período são: 22% muito confiantes, 66% confiantes, 11% neutros, 1% não muito confiantes.

Sobre crescimento do setor, as perspectivas são: 23% muito confiantes, 67% confiantes, 8% neutros, 2% não muito confiantes.

Em relação às perspectivas de crescimento de seus países, as respostas são: 19% muito confiantes, 65% confiantes, 11% neutros e 5% não muito confiantes. Sobre perspectivas de crescimento da economia global, os dados são: 13% muito confiantes, 30% confiantes, 14% neutros, 39% não muito confiantes e 4% nada confiantes. /Agência Estado

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