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Z Spread

O que é Z Spread?

Z spread é o nome utilizado para se referir a um spread de volatilidade zero. Ele também pode ser referenciado como "spread estático".

Antes de entender esse conceito, vale revisar o que é um spread (chamado tecnicamente de spread nominal) que, afinal, é a diferença localizada entre dois valores. Veja, a seguir, exemplos de aplicação desse conceito apenas para que ele fique mais claro:

  • No caso do mercado financeiro, o spread pode ser a variação entre o menor e o maior preço de um ativo ou título.
  • Existe o spread bancário, especificamente aplicado aos bancos. Nele, o cálculo é feito considerando a diferença entre a taxa de juros paga por um tomador e o que o banco remunera a quem aplica seus recursos na instituição.

Esses dois casos são apenas para você entenda a função do spread: medir a diferença entre valores. O problema é que, como você talvez tenha percebido, esse cálculo funciona basicamente com a medição de dois pontos em uma curva — um valor inicial e um valor final.

E quando existem múltiplos pontos ao longo do tempo que precisam ser medidos? É aí que entra o Z Spread.


Como funciona o Z Spread?

O Z Spread tem como principal função nivelar diferentes fluxos de caixa gerados por um ativo financeiro, constituindo o que se nomeia como "spread constante".

Portanto, se um investimento entrega diversos fluxos de caixa ao longo do tempo (e não apenas em uma data final), é a medição do spread com volatilidade zero que ajudará o investidor a tomar as suas decisões.

Ou seja, em outras palavras, o Z Spread irá medir os múltiplos ganhos (entradas de capital) de um investidor ao longo do tempo, entregando uma taxa de spread constante a quem faz esse tipo de análise.

Entre outros fatores, esse cálculo ajudará a entender diversos fatores assumidos, especialmente ligados ao risco (como crédito ou liquidez, por exemplo).

Como calcular o Z Spread?

O cálculo do Z Spread utiliza uma fórmula bastante complexa para aplicar todo conceito sobre a análise dos fluxos de caixa futuros em um valor de spread presente (data zero).

Para o cálculo desse indicador, a primeira coisa que o investidor precisa é ter a informação sobre a taxa à vista de cada vencimento ao longo do tempo, mas adicionando a ela justamente o Z Spread.

Por fim, usa-se essa taxa encontrada para calcular o preço final do título. Essa precificação será equivalente ao valor presente dos fluxos de caixa futuros do ativo financeiro em análise.

Como a parte teórica do cálculo pode gerar confusão, veja a seguir como fica a fórmula do Z Spread:

P={C1(1+(r1+ Z)2)(2.n)}+{C2(1+(r2+Z)2(2.n)}+{Cn(1+(rn+Z)2(2.n)}

Onde,

  • P = Preço do ativo somado aos juros acumulados
  • C = Pagamentos de cupons do ativo (entradas de caixa)
  • r = taxa do Z Spread
  • n = número de períodos (dias, meses, anos, etc.)

Apesar da complexidade, muitos softwares, planilhas e calculadoras financeiras permitem rapidamente encontrar esse preço. No entanto, é sempre importante que você entenda a composição da fórmula antes de aplicá-la em análises.

Qual é a importância do Z Spread?

Como já adiantamos ao longo do conteúdo, a grande importância do Z Spread é permitir, ao contrário do spread nominal, medir diferentes pontos de fluxo de caixa de um determinado investimento.

Na prática, essa ferramenta permite que a análise verifique a precificação do ativo já que, neste formato, o valor encontrado é muito mais factível com a realidade do que usando apenas um ponto inicial e uma data de vencimento (como acontece no spread nominal).

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