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Viés Pró-Inovação

O que é o Viés Pró-Inovação?

Viés Pró-Inovação (ou ainda Pro-Innovation Bias, conforme o termo original em Inglês) é o nome dado a um tipo específico de viés cognitivo.

Por definição, o Viés Pró-Inovação é caracterizado como a tendência mental que nós, seres humanos, possuímos de supervalorizarmos uma nova tecnologia. Ou seja, de tão empolgados com uma invenção nos tornamos parcial ou totalmente incapazes de enxergar as suas limitações.

Esse viés costuma se aplicar principalmente a ferramentas e tecnologias, embora alguns pesquisadores entendam que a mesma se estenda para métodos e outras formas do compartilhamento de informação humanística.


Como o Viés Pró-Inovação se aplica na prática?

Um dos exemplos mais comuns é o que diz respeito à produção de energia. Por décadas, evoluímos a forma como produzimos a energia que consumimos para cozinhar, trabalhar, percorrer longas distâncias etc.

Para tanto, não apenas criamos máquinas mais eficientes (como o fogão para o preparo de alimentos, por exemplo) como nos debruçamos sobre o problema elementar: como produzir de forma melhor e mais fácil? Como baratear os processos?

Nos anos 1950, a energia nuclear tomou protagonismo nas discussões sobre produção energética,. A partir da desintegração dos átomos, as usinas termoelétricas produzem energia ocupando menos espaço do que uma hidrelétrica, sendo que estas são consideradas poucos poluentes (com ressalvas!) e usam um material relativamente abundante na natureza, o urânio.

Diante dessas características, muitos consideravam a energia nuclear como a salvação da humanidade. Mais do que isso, ela deveria tomar o lugar de todas as outras e as suas desvantagens, se enxergadas, eram um mero detalhe em comparação com sua "maravilhosidade".

Como sabemos, ela não tomou o lugar das outras. Nos países com maior grau de produção e consumo, não ultrapassa nem 40% do total. As preocupações com os seus possíveis efeitos negativos, especialmente após desastres como o acidente de Hiroshima, crescem com o passar do tempo.

Ou seja, passada a empolgação, as limitações ligadas às dificuldades de execução de estratégia nuclear e segurança vieram a tona. Elas não nasceram. Apenas foram enxergadas de forma mais clara, por pessoas, autoridades e governos inteiros.

É possível que você pense: "Ok, mesmo que eu seja atingido pelo Viés Pró-Inovação, logo o seu efeito psssará e eu poderei analisar as coisas com mais clareza. Tudo bem, eu não preciso me preocupar".

A verdade é que, sim, ele pode passar... Como qualquer outro. O grande problema é que ninguém sabe quando, nem quais decisões desastrosas você tomará até lá. Sinceramente, você pode nem notá-lo, de modo a pular de uma "inovação incrível e inquestionável" para outra.

Como o Viés Pró-Inovação interfere na sua vida financeira?

Já falamos sobre os perigos que ser aficionado por inovações no apelo à novidade. Acabamos comprando coisas que não precisamos, investindo não apenas dinheiro como tempo nelas, a abandonando quando a nova "inovação" chegar.

Antes de discordar, pense em quantas pessoas compram um celular novo antes do anterior quebrar, somente porque o novo tem alguma novidade que, convenhamos, é praticamente inútil para aquela pessoa.

No caso do viés pró-inovação, o apelo fica ainda mais latente. Afinal de contas, não é apenas um produto já conhecido com uma "besteirinha" nova. É algo totalmente diferente, sobre o qual todos estão falando. Não é só a propaganda de uma empresa, é um furor social.

Atualmente, entende-se que o Viés Pró-Inovação gire essencialmente em torno da Inteligência Artificial - embora outras tecnologias também assumam esse papel.

Na prática, o mesmo se traduz em comprar coisas que meramente remetam a isso, como forma de se integrar ao?" furor. Nem sempre é uma necessidade da pessoa ou deriva de um processo de crítica ("será que é mesmo).

E como qualquer recurso desperdiçado, o dinheiro aplicado nesse item não volta, nem atinge todo o seu potencial. Logo, entendemos qual o maior problema do Viés Pró-Inovação: ele nos faz acreditar que consumir é a melhor forma de se integrar socialmente no presente e, nesse caso, também no futuro.

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