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Reserva de Emergência

O que é Reserva de Emergência?

Nem sempre seus ganhos dão conta de cobrir todas as despesas que aparecem, especialmente quando é algo inesperado e custoso. Ter uma reserva de emergência nesse momento pode ajudar a evitar gastos maiores, caso tenha que recorrer ao cheque especial ou correr o risco de entrar no rotativo do cartão de crédito.

A reserva de emergência é, como o termo diz, uma quantia de dinheiro que você separa para cobrir despesas urgentes, que não faziam parte do seu planejamento financeiro. Neste caso, usar a reserva de emergência evita que sua receita seja comprometida e provoque o atraso das contas recorrentes de cada mês.


Reserva de emergência x investimentos

 

Para quem tem investimentos, fazer o resgate antecipado para cobrir despesas inesperadas também pode representar uma perda maior do que se imagina.

Além de não obter a rentabilidade prevista por liquidar o investimento antes do prazo de vencimento, o investidor se sujeita a uma tributação mais cara. Isso acontece em aplicações com tabela de cobrança de Imposto de Renda (IR) regressiva.

Assim, a reserva de emergência não deve ser considerada na sua carteira de investimentos de médio e longo prazo. Ela precisa estar disponível para você para quando precisar e ao menor custo possível para fazer a retirada. Entretanto, não é porque ela deve estar disponível que não pode ter rendimentos!

Sim, você pode juntar uma quantia para fazer sua reserva e deixar esse valor aplicado, gerando ganhos ao longo do tempo em que não precisa dele.

Como fazer uma reserva de emergência?

Uma quantia ideal para se ter como reserva de emergência é a equivalente a três ou seis meses do valor das suas despesas médias por mês. Tem gente que chega a juntar um montante para cobrir até um ano de despesas.

Se você não tem ideia de quanto deve ser esse valor, liste suas despesas mensais recorrentes e multiplique-as por seis. Assim terá uma base do quanto precisa ter para um semestre.

Para chegar a esse valor de reserva, a recomendação é que separe em torno de 5% a 10% da sua receita por mês. Com isso, esse montante pode ser investido em aplicações, desde que ela atenda a alguns critérios:

Sua reserva de emergência precisa te dar segurança de que ela realmente irá te ajudar em momentos de necessidade. Ou seja, precisa aplicar esse dinheiro em investimentos mais conservadores, que garantem uma rentabilidade, mas sem correr riscos.

Suas aplicações também devem ser acessíveis no sentido de oferecerem praticidade na operação, especialmente quando precisar pedir o resgate. Por isso, é importante que a liquidez seja rápida. Há opções com resgate no mesmo dia ou no dia seguinte, mas vale checar de fato em quanto tempo o dinheiro realmente estará na sua conta.

Reserva de emergência: onde investir

Levando em consideração os critérios citados acima, há algumas aplicações que podem trazer rendimentos à sua reserva de emergência.

Confira quais ativos investir:

Tesouro Selic

Apesar da redução da taxa básica de juros (Selic) os títulos Tesouro Selic ainda são uma aplicação segura, pois tem a garantia do governo federal e tem rendimento acima da poupança, que perde em rendimentos para a inflação.

O Tesouro Selic é um título pós-fixado e tem alta liquidez, de um dia útil. Há cobrança de taxa de custódia (cobrada pela B3) e a cobrança de alíquota atende à tabela regressiva (22,5% para resgate em até 180 dias e 15% a partir de 720 dias).

Há ainda a taxa de administração, mas a maioria dos bancos e operadoras já não fazem essa cobrança.

CDB

O Certificado de Depósito Bancário tem liquidez diária e também e tem o respaldo do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que devolve o valor investido (até R$ 250 mil por grupo financeiro e R$ 1 milhão por CPF).

Pode-se investir no CDB se a instituição financeira der a opção de resgate antecipado e se a rentabilidade for igual ou maior do que o CDI (Certificado de Depósito Interbancário).

Não há taxa de custódia e a cobrança do Imposto de Renda também é regressiva.

Fundos DI ou de renda fixa

São fundos com liquidez diária. Pode-se investir se a taxa de administração não for maior do que 0,5%.

Pode haver cobrança de come-cotas, que é a antecipação do Imposto de Renda.

 

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