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Quase moeda

O que é uma quase moeda?

A quase moeda é um formato de ativo financeiro que é "não monetário", isto é, não é uma moeda. Ou seja, você não pode levá-la até o mercado e comprar mercadorias e serviços na medida em que, em muitos casos, ela é intangível.

Ainda assim, uma quase moeda apresenta características interessantes, configurando-se sim em uma categoria de ativo que concede direitos aos seus proprietários. As principais delas são o baixo risco e a liquidez imediata.

Neste sentido, vale lembrar que liquidez é a facilidade de converter um ativo em dinheiro. Um imóvel, por exemplo, tem baixíssima liquidez: é difícil vendê-lo e ter dinheiro disponível em caixa. Uma quase moeda oferece o exato contrário: facilidade em conversão do ativo em capital.

Moeda x quase moeda

E quais as diferenças de uma moeda para uma quase moeda? Para responder a esta pergunta, vamos antes relembrar que uma moeda é um tipo de ativo cuja principal função é a aquisição de bens e serviços — ou seja, tem valor para compras.

Nós temos, na prática atual, três funções principais na sociedade para o uso de moedas. São elas:

  1. Uso para trocas, permitindo que você entregue dinheiro para adquirir mercadorias e serviços;
  2. Função de reserva de valor, permitindo que você tenha poder aquisitivo em algum outro momento necessário;
  3. É também uma boa forma de medir equivalência de valor de produtos e mercadorias, ainda que não ocorra a compra ou venda. Aqui, estamos falando especificamente da precificação ou, em termos mais práticos, de quanto eles valem.

São exemplos de moeda o real, o dólar, o euro e a libra esterlina. Ou seja, por moeda entenda o dinheiro em si. Já a quase moeda pode ser facilmente convertida em dinheiro, mas ainda não o é.

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Quais são os exemplos de quase moeda?

A melhor forma de entender o que é uma quase moeda é deixando a teoria um pouco de lado e usar de um exemplo prático, certo? Pois a melhor demonstração do conceito são os títulos públicos de curto prazo.

Pense, por exemplo, no Tesouro Selic (LFT). Essa é uma aplicação financeira oferecida pelo Tesouro Nacional que permite que você faça o seu dinheiro render acompanhando a nossa taxa básica de juros.

Esse é um ativo que cumpre bem as funções de uma quase moeda. Você tem liquidez diária, ou seja, pode negociar a sua posição a qualquer momento, recebendo de acordo com a marcação a mercado. Além disso, também é uma opção bastante segura na medida em que acompanhará os juros do país.

Ao mesmo tempo, você não pode ir até a padaria e comprar pão com o seu patrimônio investido em títulos públicos. Isso é justamente o que a converte em uma quase moeda: há facilidade na conversão em capital, mas ela não permite compras e aquisições como ter dinheiro na sua conta corrente.

Outros exemplos desse tipo de ativo são depósitos na caderneta de poupança e recebíveis a prazo (os quais podem ser antecipados). Ambos possuem as mesmas características de uma quase moeda: altíssima liquidez e baixo risco, mas inviabilidade de compras sem antes passar por uma conversão para moeda.

Qual é a importância da quase moeda?

Talvez você esteja se perguntando por que criou-se o conceito de quase moeda se ela não permite aquisição de produtos e serviços diretamente, certo? 

A principal razão para isso é que nem toda reserva de valor (dinheiro) precisa estar líquida para uma pessoa. Você mesmo muito provavelmente não gasta nem perto de tudo que possui em termos de patrimônio. Sendo assim, deixar o "dinheiro parado" não faz muito sentido. É aqui que entram os investimentos.

Só que, ao mesmo tempo, você pode precisar de parte desse capital em algumas ocasiões. É neste ponto que entra a reserva de emergência, alocando seu dinheiro em ativos que sejam uma quase moeda. Assim, você pode facilmente resgatar e convertê-los em moeda.

Por fim, ainda é fundamental na medida em que esses ativos de altíssima liquidez ajudam a financiar a economia como um todo. Seja para instituições bancárias, seja para o governo, a aplicação do dinheiro em uma quase moeda configura-se em um tipo de empréstimo valorizado pela taxa de juros acordada.

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