Última modificação em 3 de novembro de 2020

O que é pullback?

Pullback é um movimento encontrado na análise técnica de renda variável, que consiste na correção momentânea da tendência de um ativo. O mercado de ações, exemplo bastante popular de renda variável, é dinâmico, volátil e, por isso, os movimentos de retração ou interrupção da tendência dos preços são chamados pullbacks — que, em tradução livre, seria “puxar de volta” ou “recuar”.

Se você é um investidor agressivo e trabalha com swing trade ou day trade, pode ser bastante útil entender o que é pullback e tudo o que permeia este indicador.

Eles acontecem todos os dias. Até os tweets de políticos importantes podem provocar alta ou queda das ações. Cada evento é uma oportunidade para o investidor mais ousado obter vantagens.

Quais são os tipos de pullback?

Algumas características de todo pullback são:

Além disso, eles podem ocorrer em dois cenários diferentes: pullback de alta ou pullback de baixa.

No pullback de alta, que ocorre quando a tendência é de queda, o mercado compra um ativo que estava caindo e vencendo a linha de suporte.

Já no de baixa, que ocorre quando a tendência é de alta, o mercado vende um ativo que estava aumentando de preço e tocando a linha de resistência.

Na prática, como funciona?

  1. Observe no gráfico qual a tendência, se é de alta ou de baixa. Os dois primeiros picos podem passar essa informação.
  2. Trace as zonas para que você possa fazer as operações pullback. Por exemplo: se o gráfico é de alta, procure as zonas de baixa e vice-versa. Apenas trabalhe em cima das tendências opostas.
  3. Repare que se as velas descem, elas devem romper a linha de suporte para que um pullback seja válido e o análogo acontece quando as velas estão subindo. Para ter certeza deste comportamento, observe se existem pelo menos duas velas acima ou abaixo da linha.
  4. Se você puder fazer pullbacks de alta, cuidado ao vender suas ações. Muitas vezes, diante deste recurso temporário, vale mais a pena comprar ações por ótimos preços. Mas, para isso, é necessário uma análise mais completa dos indicadores e do próprio estado financeiro da empresa.

Uma das aplicações mais frequentes dos pullbacks são nas opções binárias, o que se deve à sua particularidade de serem valorizadas ou desvalorizadas em um intervalo de tempo extremamente curto — de 15 segundos à meia hora.

Moedas em pares (como euro/dólar), commodities, índices S&P 500 e Dow Jones e ações são os ativos favoritos de quem opera com pullbacks. Porém, todos eles funcionam de uma dinâmica bastante especulativa, totalmente diferente do que acontece na Bolsa de Valores, de forma usual.

Qual é a diferença entre o pullback e a reversão?

A diferença entre os dois é muito simples: depois do ponto de retomada, a ação volta ao preço que era anteriormente, no pullback. Já na reversão, o preço reverte a uma tendência acima da qual vinha seguindo.

Inclusive, quando o preço de um ativo sofre uma alteração significativa e duradoura, o que sinaliza uma mudança mais profunda, se trata de, possivelmente, uma reversão. O pullback, geralmente, faz a ação recuar para um preço que ela já teve.

Uma desvantagem do pullback é que sempre que ele ocorre, pode haver o início de uma reversão. Entender outros indicadores e fazer análises fundamentalistas podem ajudar a ter uma percepção mais assertiva.

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