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Produto Interno Bruto (PIB)

O que é o Produto Interno Bruto (PIB)?

O Produto Interno Bruto (PIB) é uma medida utilizada para indicar a quantidade de bens e serviços gerados, de modo a indicar a riqueza produzida. Se refere, de forma usual, aos resultados do país: no entanto os PIBs estaduais e municipais são igualmente medidos com os mesmo fim.

Para integrar o cálculo, o produto deve ter sido fabricado no ano em questão (ou prestado, no caso dos serviços) e ser considerado um bem final. Ou seja, ele não pode ser criado com o propósito de servir à fabricação de outros produtos - não pode ser um intermediário.

Atualmente, existem algumas formas distintas de se calcular o PIB. Entre elas: a soma do que se produziu, a soma do que se consumiu e a soma das remunerações.

Ou também conhecidos como a ótica do produto, a ótica da demanda e a ótica da renda, respectivamente.

Seja qual for o método adotado, ao compará-los é necessário que todos apresentem o mesmo resultado. Do contrário, há erro no cálculo de algum deles (ou em todos).


Como o Produto Interno Bruto funciona?

Na época do mercantilismo, entre os séculos XV e XVIII, a medida utilizada para identificar o tamanho da riqueza de um Estado eram os metais.

A quantidade de ouro e prata acumulado diziam se uma nação era mais ou menos poderosa economicamente do que a outra.

Já atualmente, a maneira de se medir essa relação de poder e riqueza é calculada de uma forma distinta.

Se sabemos que a produção gera capital tanto na venda quanto no processo de fabricação (pois, para tanto, consome outros produtos), parece sensato utilizá-la como medida, não?

O cálculo do PIB (que entenderemos melhor a seguir) descreve essa exata relação. Quanto mais um país, estado ou município produz, mais riqueza ele é capaz de criar e mais valioso ele se torna.

E acredite, essa dinâmica está mais presente na sua vida do que você imagina.

Você se lembra do seu primeiro emprego? Da felicidade de, finalmente, ter um salário e poder gastá-lo para financiar os seus sonhos e as demais prioridades atuais?

Quando está empregado, você está produzindo. Se por um lado gera capital para o seu empregador, ao entregar o produto do seu trabalho, consome do mercado.

Como o Produto Interno Bruto é calculado?

O cálculo do Produto Interno Bruto pode levar em consideração três princípios diferentes: os bens produzidos, os bens comprados e as remunerações.

Os bens produzidos e os comprados são exatamente os mesmos, observados sob pontos de vista complementares. Afinal, na relação econômica não existe um vendedor sem que haja também um comprador, concorda?

Já no caso das remunerações, fala-se não apenas dos salários dos trabalhadores. Os juros, dividendos, juros sobre capital próprio e aluguéis também entram na conta. Assim, avalia-se apenas a riqueza distribuída, que possui potencial para a geração de consumo.

De qualquer forma, o que se faz é angariar as informações individuais de cada setor (resultados, consumo/investimentos e proventos) para então somá-las.

O que é ou não considerado no cálculo do PIB?

Existem regras específicas para determinar se um produto ou atividade pode (ou não) ser considerada como parte integrante do PIB. Veja:

Liberados

Gastos governamentais: despesas que o Estado tem para manter a sua estrutura.

  • Exemplo: O salário dos políticos é um gasto governamental; a propina, não (não deveria, pelo menos).

Investimentos: capital que uma companhia “gasta” para obter retorno no futuro.

  • Exemplo: A compra de novas máquinas é um investimento; o pagamento das contas de energia elétrica, não.

Produtos finais: aqueles que são entregues diretamente para serem consumidos, ao invés de servirem de base para a fabricação de outros produtos.

  • Exemplo: o celular é um produto final; a matéria-prima, não.

Serviços prestados e remunerados: atividades cujo bem não é material, mas a própria realização do trabalho.

  • Exemplo: o profissional de limpeza e a encanadora são prestadores de serviços remunerados; o voluntário, não.

Não-liberados

A lista de bens proibidos para o PIB é um pouco mais objetiva:

  • Atividades ou produtos ilegais;
  • Produtos intermediários, que são usados para compor outros;
  • Trabalho informal, sem vínculo empregatício.

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