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Ótimo de Pareto

O que é o ótimo de pareto?

É chamado de Ótimo de Pareto (ou Eficiência de Pareto) o conceito definido pelo engenheiro e economista italiano Vilfredo Pareto, que ainda no século XIX indicou um estado de eficiência máxima dos sistemas. Segundo a teoria, o Ótimo de Pareto representa o ponto no qual para se favorecer um dos elementos do sistema, obrigatoriamente deve-se prejudicar outro.

Apesar do Ótimo de Pareto ser mais conhecido pela sua aplicação na Economia (relacionado os agentes econômicos), ele também pode ser adotado em áreas como Engenharia e Informática.

Independentemente do uso dado à relação exposta pelo Ótimo de Pareto, há uma questão específica e unânime em todas as áreas. Veja bem: ainda que o estado de eficiência máxima seja alcançado, isso não garante que um dos integrantes não concentre mais benefícios que os outros - apenas que para favorecer os demais a partir de agora, uma das partes deve perder algumas de suas vantagens (econômicas, volumétricas e afins).


Como o Ótimo de Pareto funciona?

Segundo a definição da língua portuguesa, a eficiência é tida como a capacidade de “produzir corretamente, utilizando os recursos disponíveis da melhor maneira possível”.

Mas por que esse conhecimento é relevante para o funcionamento do Ótimo de Pareto?

Bom, na sua base formal, o Ótimo de Pareto é denominado como a Lei da Eficiência de Pareto. A razão para tanto é que a dinâmica estabelecida por Pareto se baseia, sumariamente, no poder dos sistemas (econômico, computacional etc.) de alocar os seus recursos, distribuindo-os entre os agentes envolvidos da melhor maneira possível.

Para ilustrar, pense na sua estrutura familiar. No nosso cenário hipotético, você tem 120 reais para distribuir livremente entre os seus 3 filhos.

Você dá, então, 60 reais ao mais velho, 40 reais ao do meio e, por fim, 20 reais ao caçula.

Pronto! Você alocou todos os seus recursos, garantindo que todos eles recebessem parte do valor e fossem beneficiados pela sua riqueza.

A partir desse ponto, para que um dos filhos tenha mais dinheiro, é necessário que você retire parte dos ganhos de outro (sim, eles já foram notificados de que nem o papai, nem a mamãe, são caixas 24h).

Sob a ótica do Ótimo de Pareto, em sua distribuição inicial já se atingiu o que se conhece como ponto de equilíbrio (ou equilíbrio de Pareto). Ou seja, todos os recursos estão perfeitamente alocados e, daqui em diante, mudanças importam de forma obrigatório em dano para ao menos um dos indivíduos.

É claro que usamos um exemplo simplista para ilustrar o funcionamento do Ótimo de Pareto, que como podemos perceber em nada está ligado à equidade.

Ainda que a distribuição não tenha sido “justa” para todos os filhos, assim que todo o capital foi alocado, o estado descrito como ótimo (mais eficiente) foi alcançado.

Você, como pai ou mãe, pode ter se baseado nas necessidades de cada um deles para distribuir as quantias da melhor forma possível. Talvez enquanto o mais velho precise de mais dinheiro para passeios, festas, sair com os amigos e gastar com Uber, comidas e bebidas, o mais novo esteja interessado apenas em comprar um sorvete e completar o seu álbum de figurinhas.

Independentemente do critério utilizado, tirar 20 reais do primogênito para dar ao caçula garantiria que todos tivessem montantes iguais, mas essa transação, onde um perde para outro ganhar, perturba o Ótimo de Pareto.

Portanto, é por esse motivo que se entende que o conceito descrito neste artigo privilegia e muito a manutenção do status quo, inclusive em economias dominadas pela desigualdade de renda, por exemplo.

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