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Termos começando com "O"

  • Ombudsman

    O que significa Ombudsman? Ombudsman é um termo originário das línguas nórdicas que significa, em tradução livre, “homem representante”. A palavra é formada por dois conceitos, sendo eles “ombuds” (representante) e “man” (homem). Em uma tradução adequada ao português pode-se traduzir o termo para “representante do cidadão”. O termo pode ser utilizado em diversos espaços e com atribuições semelhantes. No jornalismo, ombudsman pode ser usado para se referir àquele responsável por ouvir as demandas, reclamações e opiniões dos leitores. Na política, o termo designa um ouvidor, ou seja, um representando das solicitações dos cidadãos. Existem registros da palavra com essa conotação de “representante do cidadão” já no início do século XIX, nos países escandinavos como um termo para designar alguém que pudesse defender a população perante o Parlamento. Nos Estados Unidos, ombudsman foi utilizado pela imprensa na década de 1960 também como representante da voz popular. No Brasil, é possível encontrar o termo no jornal Folha de São Paulo em 24 de setembro de 1989, uma coluna em que a proposta era um contato mais direto com os leitores. Esta iniciativa foi inédita no meio jornalístico da América Latina que ainda estava se desvencilhando de governos ditatoriais. Ombudsman é utilizado também no meio empresarial para se referir à figura do mediador entre cliente e empresa. Este cargo existe tanto no serviço público quanto na iniciativa privada e é uma das formas de mediar situações, negócios e conflitos entre duas partes. Quais são as atribuições de um Ombudsman? Essencialmente, a principal atribuição do Ombudsman é prevenir conflitos e resolver problemas entre duas ou mais partes. Este não é um cargo ou função que pode ser alcançado por meio de um curso específico, no entanto, é essencial que aquele que o ocupa conheça profundamente o assunto sobre o qual está deliberando. Se as raízes da palavra e suas primeiras aplicações forem levadas em consideração, o Ombudsman é o profissional que aplica sua parcialidade na parte mais frágil de um acordo que é sempre o consumidor, ou o cliente de alguma empresa. No mundo dos negócios é possível chamar esse cargo de “Ouvidoria”. O ombudsman pode ser similar ao operador de SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente), mas não é a mesma coisa. A diferença essencial entre ambos é que o primeiro está apto a resolver os problemas, afinal, ele detém o domínio do tema. Os segundo apenas ouvem, anotam e repassam esses problemas para quem os pode resolver. Sendo assim, o ombudsman é um profissional qualificado que está apto a resolver problemas e mediar situações. Cada vez mais empresas privadas e públicas investem nesse cargo para evitar problemas maiores que poderiam ser solucionados com uma mediação mais ativa. Como ser um Ombudsman? O ombudsman deve possuir alguns atributos que possam ajudá-lo a mediar conflitos. Os mais importantes são: Conhecimento aprofundado do meio em que atua Possuir conhecimento aprofundado sobre o meio de atuação é o ponto mais importante do cargo, afinal, é por meio desse conhecimento que o ombudsman poderá encontrar as melhores soluções para as partes envolvidas. Paciência e empatia Esta é uma dupla essencial no processo de resolução de problemas: paciência para escutar e empatia para compreender as demandas diversas. É necessário se importar o suficiente para buscar soluções viáveis. Confiança A confiança deve ser aplicada no momento da resolução do problema. Nem sempre as soluções são do agrado de todas as partes e, no entanto, muito de seu sucesso requer a confiança do ombudsman ao acreditar que aquela é a melhor saída. À medida que as relações entre empresas e clientes se tornam mais informais e próximas, o ombudsman se torna também parte integrante e necessária no novo cenário corporativo.

    23/05/2022
  • Oferta monetária

    O que é oferta monetária? A oferta monetária de um país consiste na quantidade de dinheiro em circulação dentro de uma determinada economia. Ele deve ser definido em um momento específico na medida em que é possível aumentar ou diminuir esse indicador. Considera-se a oferta monetária todo dinheiro em circulação no país e ainda eventuais depósitos à vista. Ou seja, todo capital que possa ser utilizado na rotina de pagamentos, transferências, entre outras operações financeiras. A oferta monetária acaba por ser uma das ferramentas de controle monetário que um governo tem. Vamos entender um pouco melhor esse cenário na sequência. Oferta monetária vs. política monetária: qual é a relação? Todo governo tem como objetivo manter uma política monetária saudável para a sua economia. Para isso, um dos desafios está em manter uma relação equilibrada entre a oferta monetária e a inflação [/LINK]. Em resumo, há uma relação direta entre o consumo e a inflação. Para equilibrar esses dois fatores, o governo pode adotar uma estratégia específica para a sua política monetária: contracionista [/LINK] ou expansionista [/LINK]. Política monetária contracionista A política monetária contracionista consiste em reduzir o estímulo ao consumo — o que é feito, principalmente, utilizando do aumento da taxa básica de juros [/LINK] do país. No Brasil, esse instrumento é a Taxa Selic [/LINK]. O que acontece neste cenário é que tomar dívida fica mais caro, pois os juros praticados são elevados. Desta forma, a população reduz o seu apetite ao endividamento. O mesmo acontece com as empresas. O custo da dívida é elevado. Ou seja, a estratégia é desestimular o consumo, fazendo com que as pessoas comprem menos e, consequentemente, ajustem a relação entre oferta e demanda. Esse é um cenário esperado quando há aumento da inflação, como forma de controlar esse indicador. Outro aspecto importante é que, durante uma política contracionista, o governo não deve injetar liquidez. Isto é, não há emissão de oferta monetária adicional. Pelo contrário: o objetivo é reduzir o dinheiro em circulação naquele momento. Política monetária expansionista Já quando um governo precisa estimular a sua economia e incentivar o consumo, a estratégia adotada é exatamente a oposta do que apresentamos no tópico anterior. Neste caso, adota-se uma política monetária expansionista. Neste cenário, algumas medidas são comuns. Uma delas é a redução das taxas de juros, tornando o endividamento mais barato e, como consequência, incentivando o consumo por parte da população. Outra é a injeção de liquidez. Isto é, o aumento da oferta monetária dentro de uma economia. Um exemplo disso foi o que vivemos durante a pandemia, quando o governo, por meio do auxílio emergencial, gerou um incentivo para movimentar as negociações locais. Por que a oferta monetária não pode crescer sempre? Você muito provavelmente já ouviu aquela pergunta clássica sobre oferta monetária: "se o governo pode emitir mais dinheiro na economia, por que não faz isso para acabar com a pobreza?". O que acontece é que o erro no aumento da oferta monetária em uma economia pode trazer uma série de efeitos negativos dentro do contexto do capitalismo. Em primeiro lugar, como já comentamos ao longo do texto, existe o efeito da inflação. Um excesso de dinheiro em circulação torna tudo muito fácil de ser comprado e, como sabemos, excesso de demanda em relação à oferta dos produtos eleva o preço e cria uma forte pressão inflacionária. Quem viveu no Brasil antes do Plano Real conhece bem os efeitos de uma inflação fora do controle. E esse é um cenário que o governo brasileiro deve evitar a todo custo. Além disso, não podemos nos esquecer de que vivemos em um mundo globalizado. Isso significa que um excesso de oferta monetária do real, por exemplo, desvaloriza a moeda e enfraquece o país.

    17/05/2022
  • Orçamento de Guerra: saiba o que é e como funciona

    O que é Orçamento de Guerra? Orçamento de Guerra foi o nome dado à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 10/2020. Essa proposta, criada no começo de 2020, faz alterações ao texto constitucional a fim de possibilitar maior flexibilidade aos gastos do governo federal. O objetivo é facilitar a tomada de medidas para combater a pandemia de Coronavírus e seus efeitos. Entenda o Orçamento de Guerra O orçamento de guerra é um regime fiscal, financeiro e de contratações com caráter extraordinário, a ser aplicado em situação de calamidade pública. Sua criação é uma resposta às demandas do momento de pandemia do Coronavírus, em que certas normas que restringem o poder de decisão do governo atrasam a tomada de medidas necessárias. Ele tem vigência limitada, com data de início e fim, durante a qual as despesas contraídas para combater a crise são separadas do restante do orçamento público. Isso significa que as mudanças trazidas pela PEC ao texto da Constituição não ficarão lá definitivamente. Como a PEC do Orçamento de Guerra foi criada? A PEC do Orçamento de Guerra foi criada por iniciativa legislativa do presidente da Câmara dos Deputados, deputado federal Rodrigo Maia, do DEM/RJ, em conjunto com outros sete parlamentares. O relator é o deputado Hugo Motta, do Republicanos/PB.  Segundo Maia, o objetivo da proposta é atender ao momento da crise do Coronavírus, em curto prazo. Maia também defendeu a PEC como alternativa imediata ao Plano Mansuetto, já que este tem medidas estruturais de médio e longo prazo.  Principais previsões Uma das principais previsões do orçamento de guerra é a suspensão da regra de ouro, que impede que o governo contraia dívidas para bancar gastos correntes, tais como o pagamento de salários aos servidores e de benefícios assistenciais. Outra previsão importante diz respeito à contratação de mão de obra, obras, serviços e compras voltados exclusivamente ao enfrentamento da situação de calamidade. Elas poderão seguir um processo simplificado, mas ainda assegurando competição e igualdade de condições aos concorrentes. Além disso, para o pagamento de despesas, poderão ser utilizados recursos vinculados legalmente a outras finalidades. Em outras palavras, mesmo que a lei determine que um recurso seja usado para certo fim, ele poderá, na vigência desta emenda constitucional e para o combate à crise, ser “desviado” para outro fim. O BC também terá um papel importante. Ele poderá comprar e vender títulos e direitos no mercado secundário, colaborando, assim, para a arrecadação de recursos e também para preservar o mercado financeiro e a economia em geral. As operações precisarão de aporte e deverão ser autorizadas pelo Tesouro Nacional, além de informadas ao Congresso. Como a PEC funcionará? Até a data de publicação deste conteúdo, a PEC do orçamento de guerra ainda não foi aprovada. Porém, se entrar em vigor, existe um plano para operacionalizar suas previsões. Um ponto fundamental é a criação do Comitê de Gestão da Crise, com a responsabilidade de aprovar as ações tomadas dentro do regime extraordinário.  Esse comitê será presidido pelo presidente da República e composto pelos ministros da Secretaria-Geral da Presidência da República, da Saúde, da Economia, da Cidadania, dos Transportes, da Agricultura e Abastecimento, da Justiça e Segurança Pública e da Controladoria-Geral da União. Um desses ministros será designado pelo presidente para atuar como secretário executivo. Também participarão representantes dos estados e municípios, do Senado, da Câmara, do CNJ, do CNMP e do TCU. Porém, esses representantes não terão direito a voto. Além disso, caso haja ofensa ao interesse público ou extrapolação dos limites de sua competência, o Congresso Nacional terá poder para sustar qualquer decisão do Comitê. Enquanto isso, o STJ terá competência para apreciar os atos do Comitê, caso sejam levados ao Judiciário. Tramitação do Orçamento de Guerra Embora a PEC tenha sido rapidamente aprovada dentro da Câmara dos Deputados, ela encontrou resistência no Senado. Os senadores questionaram a necessidade da medida e também apontaram questões que precisariam ser mais discutidas e até alteradas antes de uma eventual aprovação. Um dos argumentos contra a PEC apresentados no Senado foi que o decreto de calamidade pública, realizado pelo Executivo e aprovado pelo Congresso em março de 2020, já garante boa liberdade ao governo para agir durante o período da crise. Portanto, não seria preciso fazer uma emenda à Constituição.

    15/02/2022
  • OIB (opção sobre o índice bovespa): saiba o que é e como funciona

    O que é OIB (Opção sobre o Índice Bovespa)? Uma OIB (Opção sobre o Índice Bovespa) proporciona aos seus investidores a possibilidade de vender ou comprar um contrato com referência no Índice Bovespa em uma determinada data. Tanto o prêmio quanto o preço de exercício dessas ações são expressos em forma de pontos — em que o valor econômico também é determinado por essa bolsa de valores. Atualmente, ele é de R$ 1. Já o Índice Bovespa em si é um índice da Bolsa de Valores de São Paulo que tem como principal função a de medir a lucratividade de uma carteira com as ações mais negociadas nessa bolsa de valores específica. Aqui, é importante ressaltar que ela em si é chamada de B3 ou somente de Bovespa. Como o Índice Bovespa surgiu e qual é o seu impacto? Também conhecido popularmente como Ibovespa, esse índice é o principal para medir o desempenho das ações da Bolsa de Valores no Brasil. Foi criado em 1968 e, ao longo de mais de 50 anos já se consolidou como uma das grandes referências para investidores ao redor do mundo. As oscilações sofridas por esse índice refletem exatamente o que estiver acontecendo com o mercado de forma geral. Sendo assim, o impacto que ele causa é extremamente importante — principalmente para quem deseja investir na Bolsa de Valores. Para entender como ele funciona, aliás, é só compreender que quando cai, na maioria das vezes é um sinal de que o mercado nacional de ações caminha mal. Além disso, se os rendimentos estão iguais ou acima do Ibovespa, significa que ele está apenas na média ou um pouco acima da média do mercado. Quando o contrário acontece, é sinal de que os investimentos estão rendendo menos do que a média. Isso significa que esse é o melhor momento para o investidor deve avaliar — ou rever — onde o seu dinheiro está sendo aplicado. Portanto, de forma geral, é possível dizer que o Ibovespa expõe as oscilações que acontecem no mercado nacional. Isso mostra a todos que ele é, primordialmente, considerado como o principal benchmark financeiro quando o assunto são as rendas variáveis. Como investir no Índice Bovespa? Aqui, é preciso deixar bastante claro que não é possível investir diretamente nesse índice especificamente. Isso acontece porque ele é apenas uma referência teórica das ações que são mais negociadas na bolsa em questão. O investidor, porém, consegue investir de uma maneira mais indireta, já que ele pode buscar ativos que tenham a mesma rentabilidade que o Ibovespa. Existem diversas estratégias disponíveis que podem ser utilizadas pelos interessados que têm resultados do Índice Bovespa como objetivo. Entre elas, é possível citar os fundos de ações, a compra individual de ativos, contratos futuros, minicontratos e até investimento em ETFs (Exchange Traded Funds). Cabe ao investidor escolher qual a mais viável entre elas para ele no momento. Como é feito o cálculo do Índice Bovespa? De uma forma bastante simples, o Bovespa calcula o seu índice em tempo real e leva em consideração os preços dos últimos negócios que foram realizados no mercado com as ações que compõe a sua carteira. Sendo assim, a confiabilidade do Ibovespa advém da sua metodologia, que é feita por meio de um cálculo simples, e da disponibilização dos seus dados aos investidores. Quando alguém consulta o Ibovespa, se depara com uma pontuação que fica na casa dos milhares. O cálculo, entretanto, é bem simples de ser feito. Cada ponto corresponde a R$ 1. Isso significa, na prática, que se o índice abriu a semana com 107.564,77 pontos, significa que a carteira com as principais ações da bolsa vale exatamente R$ 107.564,77 no momento da cotação. Conforme esse valor sobe ou desce, é possível ter um indicador completamente confiável sobre os preços das ações e do desempenho geral da bolsa em questão. É extremamente importante, então, estar ciente de tudo isso para poder exercer o direito de movimentar a OIB (Opção sobre o Índice Bovespa).

    04/02/2022
  • Operação de financiamento

    O que é operação de financiamento? Operação de financiamento é aquela em que um investidor compra ações no mercado à vista e, ao mesmo tempo, vende contratos no mercado futuro. Com esse movimento, ele fixa um retorno para o valor que foi aplicado no mercado à vista, da mesma maneira que aconteceria se fosse uma operação de renda fixa. Em geral, esse tipo de operação é realizado por investidores institucionais ou tesourarias de instituições financeiras que acompanham mais de perto tanto os mercados de renda fixa quanto o de ações e, assim, podem se aproveitar de oportunidades de arbitragem. Os volumes envolvidos, aliás, podem ser bastante elevados. Isso acontece tanto em função do valor necessário para negociar com contratos futuros do Ibovespa, que são bem altos, quanto da quantidade de ativos que precisa ser comprada ou vendida no mercado à vista para que o desempenho do índice seja replicado. Como a operação de financiamento funciona? Para poder realizar esse tipo de operação no mercado brasileiro, os investidores utilizam o contrato futuro do Ibovespa negociado na BM&F no mercado futuro. Como não existe o ativo desse índice no mercado à vista, o recomendado é montar uma carteira de ações com a composição mais próxima possível dele. Com a adoção de uma posição inversa nos dois mercados, o investidor praticamente elimina o risco inerente ao mercado de ações na operação — mas desde que ele tenha montado uma estratégia com a quantidade certa de compra e venda de cada ativo. Caso o Ibovespa suba, ele ganha no mercado à vista e perde no futuro. Se a bolsa cair, o inverso acontece. Embora seja tecnicamente possível que um investidor — pessoa física, no caso — realize esse tipo de operação, a maioria dos negócios é direcionada para os investidores institucionais. O efeito que ela gera, porém, é sentido por todos eles, mesmo aqueles que nem conhecem como o mercado futuro funciona. Qual é o impacto da operação de financiamento no mercado? O motivo pela qual essa operação realizada é até bastante simples: a diferença que existe entre o Ibovespa à vista e o futuro é equivalente a uma taxa de juros. Então, ela só valerá a pena se a taxa em questão for superior àquela que poderia ser obtida nas operações mais tradicionais de renda fixa. Então, como o investidor realizou essa operação dentro de uma perspectiva de renda fixa, ele pode não ter interesse em manter as posições com o vencimento do contrato futuro do Ibovespa. Com o vencimento da parte da operação em que ele está vendendo, também busca fechar a outra ponta — o que significa, na verdade, vender as ações que ele tem no mercado à vista. Toda essa situação pode, assim, criar pressões sobre o mercado à vista e, como consequência, deprimir as cotações. Esse efeito pode ser até mais significativo nas ações que tenham menor liquidez — mesmo as que fazem parte do Ibovespa — por conta do impacto que as ordens de venda podem ter em um mercado que esteja menos líquido. Qual é a relação entre uma operação de financiamento e uma operação de caixa? A operação de caixa é, na verdade, o inverso da de financiamento. Nela, o investidor costuma vender no mercado à vista e compra no mercado futuro. Como um exemplo, imagine uma situação em que ele precisa de recursos por um curto período, mas não quer se desfazer da sua carteira de ações porque acredita bastante no potencial que o mercado terá a médio prazo. Com a venda das posições que tem no mercado à vista e com a compra de futuros, ele pode estar financiando a si mesmo a uma taxa mais baixa do que conseguiria obter em um empréstimo em um banco, por exemplo. Aqui, vale lembrar que nesse período ele não se beneficiará de ganhos potenciais no mercado de ações.

    27/12/2021
  • OECD

    O que é OECD? OECD é a sigla abreviativa para Organization for Economic Co-operation and Development - ou Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em português. Essa organização é composta pelos países que apresentam o melhor desempenho econômico entre todo o mundo. Por essa razão, também é conhecida como "Clube dos Ricos". Tem como objetivo a promoção de políticas públicas que favoreçam o desenvolvimento de seus membros em diversos aspectos, ou seja, estabelece padrões internacionais que auxiliam na conduta econômica, governamental, social e ambiental de cada país associado. Como a OECD surgiu? A OECD é sucessora da OCEE (Organização para a Cooperação Econômica Europeia), criada em 1948 para incentivar a colaboração entre os países europeus devastados pela Segunda Guerra Mundial. Esse incentivo a colaboração entre os países aconteceu através do investimento feito pelos Estados Unidos. Na época, os norte americanos disputavam poder com a União das Repúblicas Socialistas Sov­­­­­­­­­­­­­­­iéticas (URSS), portanto, precisavam garantir a instalação do capitalismo pela Europa a fim de impedir o avanço do comunismo pelo Ocidente. O período de disputa entre as duas potências ficou conhecido como Guerra Fria, enquanto o incentivo financeiro dos Estados Unidos a Europa foi registrado formalmente como Plano Marshall. A OECD foi criada em 1961. Uma vez reestruturados, os países europeus poderiam prestar apoio as demais nações, abrindo a organização para países de todos os continentes - desde que estes atendam aos critérios exigidos, claro. Sua sede fica em Paris, na França. Qual é a relação do Brasil com a OECD? Entrar para a OECD é a garantia de credibilidade internacional. Quem não gostaria de fazer parte do Clube dos Ricos, afinal?! Em 2007, o Brasil solicitou ao Conselho Ministerial sua entrada ao grupo. Embora - ainda! - não tenha sido aprovado, passou a ser considerado "parceiro-chave" em 2012. Isso significa que podemos participar de Comitês da Organização e outras instâncias de trabalho: "O Brasil pode atuar, de forma seletiva, nos Comitês que lhe são de interesse, que lhe servem como fonte de informações e de plataforma para a divulgação de posicionamentos". - Governo Federal Brasileiro Em 2015, foi assinado o Acordo Marco de Cooperação, que estabelece um novo patamar na relação do país com a OCDE. Desde então, os membros da organização vem se dedicando a avaliar nossos progressos econômicos e sociais. Isso porque, como dissemos no início, o objetivo da associação é auxiliar no desenvolvimento de diversos aspectos importantes. Sendo assim, não basta ser um país de PIB altíssimo, também deve garantir a qualidade de vida da população levando em conta sua segurança, educação. Dentre os critérios de avaliação da OECD, a adesão ao capitalismo e a plena democracia estão em primeiro lugar. Para se tornar membro, além de cumprir com todas as exigências, o país precisa de aprovação unânime entre todos os participantes do conselho. Além de estar sob observação, o Brasil conta com uma série de metas a serem cumpridas. Caso consiga, terá a chance de receber muito mais investimento, uma vez que as instituições dão preferência para países membros da organização. A OECD pode ser considerada um Bloco Econômico? Negativo! A organização coopera entre si com políticas públicas e padrões internacionais de governança, a fim de garantir o crescimento econômico de seus membros. Perceba que não se tratam de acordos comerciais, como num bloco econômico. O objetivo não é fazer com que as mercadorias circulem isentas de barreira tributárias, por exemplo, tampouco incentivar processos de importação ou exportação. A OECD preza pelo desenvolvimento geral dos países participantes. Temos um artigo completo sobre Bloco Econômico, vale a pena dar uma olhada para tirar todas as dúvidas. Clique aqui!

    14/12/2021
  • Ondas de Elliot

    O que são Ondas de Elliot? Ondas de Elliot é um termo que se refere a uma teoria de análise técnica utilizada para descrever os movimentos dos preços dentro do mercado financeiro. Foi desenvolvida por Ralph Nelson Elliot depois dele ter observado — e identificado — padrões de ondas fractais recorrentes. Essas ondas podem ser identificadas nos movimentos dos preços das ações, assim como no comportamento do consumidor. Sendo assim, os investidores que tentam lucrar com qualquer tendência de mercado podem são classificados como pegadores de onda. A teoria das Ondas de Elliot foi desenvolvida na década de 1930. Depois de ser forçado a se aposentar por conta de uma doença, Elliott procurou por algo para ocupar o seu tempo e começou a estudar gráficos anuais, mensais, semanais e diários feitos por ele mesmo a cada hora e 30 minutos em diversos índices. Em 1935, Ralph fez uma previsão fantástica de um fundo no mercado de ações, o que fez com a teoria ganhasse muita notoriedade. Desde então, é cada vez mais utilizada por investidores e investidores nas suas gestões de portfólio. Como as Ondas de Elliot funcionam? A hipótese dessa teoria afirma que os preços das ações podem ser previstos porque eles se movem em padrões repetitivos de altos e baixos — chamadas de ondas — que são criados pela psicologia ou pelo sentimento do investidor. Sendo assim, alguns analistas técnicos tentam lucrar com eles usando as Ondas de Elliot. A teoria identifica diversos tipos de onda, que incluem as motrizes, de impulso e as corretivas. Todo esse conceito é subjetivo, o que significa que nem todos os traders a interpretam da mesma maneira — ou sequer concordam em unanimidade que é uma estratégia de negociação bem-sucedida. Ao contrário da maioria das outras formações de preços, toda a ideia da análise em ondas em si não equivale a uma formação de plano regular em que o interessado simplesmente segue as instruções. Essa análise oferece insights valiosos sobre a dinâmica das tendências, além de ajudar a entender os movimentos dos preços de uma maneira muito mais aprofundada. O princípio das Ondas de Elliot, então, consiste em ondas de impulso e as corretivas em seu núcleo. As do primeiro tipo consistem em cinco sub ondas que fazem o movimento líquido na mesma direção da tendência do próximo grau mais alto. Esse padrão é a onda motivadora mais comum e a mais simples de detectar em um mercado de ações. Já as ondas corretivas, também chamadas de ondas diagonais, consistem em três sub ondas que fazem o movimento líquido na direção oposta à tendência do próximo maior grau. Como todas as ondas motivacionais, o seu maior objetivo é mover o mercado na direção exata da tendência. Uma onda corretiva consiste em cinco sub ondas. A diferença é que a sua diagonal parece uma cunha em expansão ou em contração. As sub ondas da diagonal podem ainda não ter uma contagem de cinco. Tudo depende do tipo de diagonal que está sendo observado. Quais são os graus das Ondas de Elliot? Elliott identificou nove graus de ondas. Ele rotulou da seguinte forma, seguindo da maior para a menor: Grande Super Ciclo;Super Ciclo;Ciclo;Primário;Intermediário;Menor;Minuto;Minuette;Subminuette. Como as Ondas de Elliot são fractais, os graus das ondas se expandem, teoricamente, cada vez maiores e menores além dos listados acima. Para utilizar a teoria em negociações todos os dias, um investidor pode identificar uma onda de impulso com tendências para cima, deixar que ela se torne longa e, em seguida, vender ou deixar a posição mais curta como o padrão completo de cinco ondas. Quando isso acontece, uma reversão é iminente.

    01/09/2021
  • Orçamento matricial

    O que é orçamento matricial? O orçamento matricial, ou Gerenciamento Matricial de Despesas (GMD), é um tipo de planejamento financeiro, realizado por meio do controle dos orçamentos que são propostos em uma empresa.  Originalmente, esse tipo de orçamento foi criado na indústria da exploração aeroespacial americana, nos anos 60. Como você pode imaginar, os gastos nessa área eram, e ainda são, expressivos. Daí a importância de ter uma forma de gerenciá-los. Como fazer um orçamento matricial? Grandes organizações como Ambev e Grupo Pão de Açúcar utilizam o orçamento matricial nos seus processos.  A produtora de bebidas, inclusive, foi a pioneira do método aqui no Brasil, utilizando-o há mais de 20 anos. Veja, com um exemplo, como esse controle é aplicado. Defina a estrutura organizacional matricial Em um orçamento matricial existem as entidades e os pacotes. As entidades são os centros de custo sob responsabilidade de gestores e os pacotes são os gastos em si. Então suponha uma empresa com as seguintes entidades:  diretoria;comercial;logística;operações;marketing. Cada uma delas já deve ter o responsável, por exemplo: Denise da Diretoria e Caio do Comercial.  Determine os gastos comuns Salários, viagens, manutenção e limpeza são exemplos de gastos comuns a todos os 5 setores que acabamos de citar, concorda? Dessa forma, a Denise, da Diretoria, irá preencher na matriz o gasto do seu setor com cada um desses recursos. Da mesma forma, o Caio com o departamento comercial e assim por diante.  Lembre-se de que também deve haver um colaborador que se responsabilize por cada elemento. Um para “salários”, outro para o elemento “viagens” etc. Analise os dados Com a matriz, ou tabela, completamente preenchida, é possível perceber facilmente se algum departamento foge muito da média. Então imagine que 4 dos 5 setores utilizam cerca de R$ 600 em manutenção e limpeza, mas o de Operações gastou R$ 1200. Dessa forma, cabe analisar essa disparidade.  Para que serve o orçamento matricial? Por meio desse tipo de planejamento orçamentário, você pode controlar melhor as despesas com materiais e serviços de manutenção da empresa, energia elétrica, salários dos colaboradores, entre outros. Outras utilidades do orçamento matricial são: utilizar os recursos de forma mais inteligente;diluir a responsabilidade do controle de gastos com outros profissionais;comparar despesas e receitas em áreas similares da empresa;criar um registro de dados de despesas;possibilitar que os custos sigam uma diretriz de redução de despesas. Quais os erros mais comuns envolvidos no orçamento matricial? Agora que você sabe como é feito esse controle matricial das despesas, veja que erros podem ser facilmente cometidos: Atribuir pesos iguais aos departamentos É necessário reconhecer que a natureza de cada atividade gera gastos diferentes. Imagine se o departamento de Recursos Humanos tivesse despesas de mesma dimensão que os colaboradores do Produto?  Sendo que, este último, precisa pesquisar e desenvolver testes para alcançar uma melhoria contínua do principal produto ou serviço da companhia. Planejar orçamentos apenas anualmente O planejamento anual não é tão poderoso quando a empresa busca reduzir as despesas de forma estratégica.  Curtos espaços de tempo são mais adequados para analisar e recalcular a rota, embora seja mais desafiador elaborar o orçamento matricial de 3 em 3 meses. Não enxergar o orçamento matricial de forma estratégica Ainda pensando na importância de fazer o planejamento, bem como repeti-lo regularmente antes que o ano contábil acabe, é interessante enxergar esse controle de forma estratégica. Todas as partes da empresa, de preferência, devem se integrar e se comunicar para que o controle matricial se dê de forma bem sucedida. Cada gasto a mais, ou a menos, deve ser justificado e é oportuno que os colaboradores também estejam dispostos a otimizá-los.

    20/08/2021
  • Operador de Transporte Multimodal

    O que é Operador de Transporte Multimodal? O Operador de Transporte Multimodal (OTM) é uma pessoa jurídica — uma empresa regularizada — que trabalha exclusivamente com o transporte de cargas. Para conseguir desenvolver suas tarefas, precisa se registrar na ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e conseguir uma licença. Se atuar em entregas internacionais, também precisará requerer uma licença junto à RFB (Secretaria da Receita Federal do Brasil). Ambas são válidas por 10 anos. De acordo com a Lei 9.611/98 e o Decreto 3.411/2000, fica estabelecido que o Operador de Transporte Multimodal não pode ser uma pessoa física. Entretanto, existem algumas exceções estabelecidas por acordos, convenções internacionais ou tratados, como o Decreto 1.563/95 que visam facilitar o transporte multimodal entre algumas regiões. Quais são as maiores responsabilidades do Operador de Transporte Multimodal? O OTM é o único responsável por toda a operação logística. É ele quem retira e embarca as mercadorias, contrata outras transportadoras, elabora o contrato, emite o conhecimento de carga e realiza a entrega para o destinatário. Além disso, também responde por qualquer prejuízo que o cliente venha a sofrer, como perdas, danos nos produtos ou atrasos na entrega. É evidente que ele terá todo o direito de entrar com uma ação judicial contra o contratado que tenha causado o prejuízo, seja por descuido, negligência, imperícia ou qualquer outra causa. Mas, até então, a responsabilidade de arcar com qualquer despesa é dele. Como se dá o funcionamento da operação de transporte multimodal? Imagine que existam três cidades: a A, a B e a C. Uma empresa que fica na cidade A precisa entregar mercadorias na cidade C. Só que, para isso, precisa percorrer um caminho de A para B por rodovia, de B para C por mar e, por fim, do porto da C até o estabelecimento do destinatário pelas avenidas dentro do município. O embarcador, então, precisa contratar um OTM que ficará responsável por toda a atividade. Primeiramente, ele vai contratar três organizações diferentes: duas empresas de transporte rodoviário e uma para que a locomoção por mar seja realizada. Ele ainda precisa elaborar o contrato que, como regra, deve ser assinado por todas as partes envolvidas. Com isso feito, um caminhão retirará as mercadorias na empresa do embarcador na cidade A para entregá-las no porto da cidade B. Depois, elas serão embarcadas em um navio para chegar até o porto C. Por fim, quando chegar, outro caminhão fará a retirada dos bens para que sejam entregues para o recebedor final. Quais são as vantagens do transporte multimodal? O transporte multimodal pode ser benéfico para todas as partes envolvidas na negociação e no processo de modo geral. Para o embarcador, as vantagens incluem a redução de dificuldades burocráticas — já que vai negociar somente com uma empresa, o OTM — e uma menor preocupação com a carga, uma vez que qualquer prejuízo que ele possa sofrer será tratado apenas com o operador do transporte. Já para os contratados, os benefícios incluem uma ampliação da oferta de trabalhos — e, consequentemente, de seus rendimentos —, pois, além dos serviços prestados aos seus clientes próprios, poderá contar com as propostas do OTM. Além disso, também existe a despreocupação com a logística de forma geral, já que ela ficará a cargo do contratante, que também é o operador multimodal — que, aliás, se encarregará também da emissão do conhecimento de transporte que, nesse caso, será apenas um para todo o trajeto. Por fim, um dos maiores benefícios para o Operador de Transporte Multimodal é que ele ganhará com a redução dos fretes, já que tem total liberdade para escolher os profissionais mais competentes — e que trabalhem com menores preços. Outra vantagem é que, como decorrência de toda a sua eficiência, conquistará mais clientes por conta da sua boa reputação no mercado em que opera.

    19/08/2021
  • Odd lot

    O que é odd lot? Odd lot é um termo utilizado para designar um valor de pedido para um título que é menor do que a unidade normal de negociação para aquele ativo em específico. Geralmente, são considerados como qualquer valor menor que 100 ações padrão para ações. As comissões de negociação para odd lots são comumente mais altas em uma base percentual do que para lotes padrão. Isso acontece porque a maioria das corretoras responsáveis têm um nível de comissão mínimo estabelecido previamente para realizar essas transações. Como o odd lot funciona? Os odd lots podme surgir inadvertidamente na carteira de um investidor por meio de planos de reinvestimento de dividendos ou por grupamentos. Para entender de uma forma mais simples, vamos pensar na situação a seguir. Em um grupamento de título de um para oito — do qual o investidor detém 200 ações —, o resultado do valor pós-desdobramento será de 25 ações. Embora as comissões de negociação para esses lotes ainda possam ser maiores em uma base percentual do que as para os lotes padrões, a popularidade das plataformas de negociação online e a consequente queda nas comissões de corretagem significa que não é mais tão difícil — ou tão caro — alienar odd lots como costumava ser. O que é a Teoria de Odd Lot? A Teoria de Odd Lot é uma hipótese baseada na suposição de que um pequeno investidor individual está, geralmente, errado e que esse tipo de investidor é mais propenso a gerar vendas de lotes fracionários. Isso significaria que, se as vendas de lotes avulsos estiverem altas e os pequenos investidores estiverem vendendo as suas ações, provavelmente seria um bom momento para comprar. Da mesma forma, quando as compras desses lotes estiverem em alta, poderia ser o melhor momento para vendê-las. Essa hipótese também pressupõe que investidores e negociantes profissionais tendem a negociar em round lots para melhorar a eficiência de precificação dos seus pedidos. Esse pensamento, que era bastante comum desde os anos 1950, tem se tornado cada vez menos popular. No geral, a teoria não é mais válida porque foi comprovado que o investidor individual geralmente não é tão incorreto ou desinformado como se achava antigamente. Como são feitas as negociações de odd lot? As negociações de um odd lot, como dito anteriormente, são feitas por investidores que incluem menos de 100 ações na transação ou aquelas que não são um múltiplo de 100. De uma maneira geral, elas abrangem investidores individuais. Embora analistas técnicos tenham a capacidade de acompanhar o volume de negociações de odd lots com a ajuda de softwares especializados em gráficos de análises técnicas, os testes realizados desde a década de 1990 mostram que elas não parecem mais oferecer mudanças significativas no mercado. Isso porque com a tecnologia atual, até mesmo os investidores individuais podem ter a mesma probabilidade de fazer uma negociação informada como uma negociação institucional. Quais são as diferenças entre odd lot e round lot? A maior diferença entre os odd lots e os round lots — lotes redondos ou fechados, em livre tradução — é que, enquanto o primeiro possa incluir qualquer número de ações entre 1 e 100, o segundo somente inclui as ações que podem ser divididas igualmente por 100. 75 ações, por exemplo, seriam um odd lot enquanto um lote com 300 ações seria contado como um round lot, já que ele pode ser dividido por 100 de forma igual. Enquanto os round lots sejam lançados nas bolsas associadas, os odd lots não são lançados como parte dos dados de compra e/ou de venda. Além disso, outra diferença é que a execução de negociações de um odd lot não é exibida em diversas fontes de relatórios de dados. Por conta do número incomum de ações envolvidas na negociação, essas transações costumam levar mais tempo para serem concluídas do que as associadas aos round lots.

    16/08/2021