O que é NDF?

O NDF é uma abreviação para o termo, em inglês, Non Deliverable Forward. Ele funciona como uma espécie de contrato a termo, mas focado no mercado cambial (ou seja, para a negociação de moedas).

Esse é um contrato que pode ser negociado diretamente com os bancos — ou seja, trata-se de um mercado de balcão. Isso significa que, ao contrário de uma série de ativos financeiros, não há obrigatoriedade de utilizar a Bolsa de Valores para trabalhar com um Non Deliverable Forward.

É importante observar que o acordo tem características bastante flexíveis, sendo bem úteis para diferentes perfis de investidores. Não há, por exemplo, exigências ou regras sobre valor ou vencimento.


Como funciona o NDF?

 

A função básica de um NDF é acordar entre duas partes uma taxa de câmbio futura para uma determinada moeda. Para esse contrato, três informações são importantes:

  1. Valor total (montante de capital);
  2. Data de vencimento do contrato;
  3. Preço futuro da moeda.

Com base nessas informações, um investidor consegue "travar" uma determinada taxa de câmbio para usá-la na data futura acordada. Quando essa data chegar, ele poderá pagar ou receber um valor dependendo do preço real da moeda em questão (dependerá se a cotação real estará acima ou abaixo da taxa acordada).

Como calcular o NDF?

Suponha, por exemplo, que uma empresa precise trabalhar um montante de US$ 100.000, mas tenha medo do aumento de preço da moeda em relação ao real. Neste caso, ela pode usar um NDF para se proteger das variações de câmbio.

Assim, suponha que a cotação atual do real nesse momento seja de R$ 3,70 para cada dólar. Ela pode ir ao banco e fazer um contrato fixando essa mesma taxa.

Agora, vamos considerar que na data de vencimento houve uma oscilação entre o acordado e a cotação do dia para o dólar. O cálculo da diferença é feito com a seguinte fórmula:

NDF = Montante total x (Cotação da moeda no vencimento  - Cotação do NDF)

Então, considere que, na data de vencimento, o câmbio entre real e dólar tenha subido para R$ 3,90. Neste caso, podemos calcular a diferença que seria recebida pela nossa empresa fictícia:

NDF = 100.000 x (3,90 - 3,70) = 100.000 x 0,20 = 20.000,00.

Ou seja, o banco pagaria esse valor para a empresa, fazendo com que ela esteja protegida sobre a oscilação do real.

Por que o banco aceita esse acordo?

É óbvio que um contrato de moedas não é feito apenas por boa fé por parte do banco. Ele também tem a chance de lucrar com a operação quando a moeda vai na direção contrária.

Usando o nosso mesmo exemplo, considere que desta vez o dólar desvalorizou em relação ao real. Desta forma, a cotação baixou para R$ 3,55. Vamos empregar na nossa fórmula:

NDF = 100.000 x (3,55 - 3,70) = 100.000 x (-0,15) = -15.000,00.

Neste caso, é a empresa que precisa pagar o valor ao banco. Portanto, ao usar do NDF, a empresa fixa o valor que vai pagar na taxa usada em contrato. Se, na prática, o custo aumentar, o banco a restitui. Do contrário, é ela quem paga a diferença ao banco.

Qual é a utilidade do NDF?

Esse tipo de contrato de moedas é feito, na maior parte das vezes, com objetivo de proteção — exatamente como vimos no exemplo do tópico anterior.

Não é novidade que o mercado cambial é extremamente volátil. Isto é, uma moeda pode facilmente valorizar os desvalorizar em curtos espaços de tempo. Para diversas empresas, isso pode representar um alto risco ao negócio.

É aqui que entra o NDF: ele permite o acordo de volume e precificação de uma moeda. Assim, as oscilações naturais de mercado não apresentam tanto impacto, já que o instrumento traz um acordo sobre valores feito com antecedência.

Pelo perfil, empresas que trabalham com importação e exportação (negócios que naturalmente acabam mais expostos à variação cambial) são adeptos da prática de contrato de moedas.

 

Descomplicando a Bolsa de Valores

Termo do dia

Regime de Capitalização

O que é Regime de Capitalização? O Regime de Capitalização é uma das formas que os governos nacionais têm para trabalhar a Previdência Social. Esse é um…