O que é LBO

LBO é a sigla para Leveraged Buyout, ou compra alavancada, termo que se refere a uma aquisição de empresa feita com um volume significativo de capital emprestado. Depois que a empresa é comprada, seus ativos podem ser usados como garantia pelos empréstimos.

Quando o LBO começou a se tornar uma prática comum, na década de 1980, a proporção de capital emprestado e capital próprio era, em geral, de 9 para 1. Atualmente, investidores estão mais aversos ao risco e, por isso, a proporção fica em 5 para 5.

LBOs também são chamados de aquisições hostis, porque, em muitos casos, os gestores da empresa em negociação não querem que a venda seja concluída.


Porque é feito um LBO

A realização de um LBO necessariamente implica na contração de uma dívida. Porém, existe um motivo que leva as empresas a adotar essa estratégia.

Ao realizar um leveraged buyout, a empresa compradora consegue concretizar a aquisição desejada, sem comprometer seu próprio capital.

Quando LBOs acontecem

LBOs têm maior probabilidade de acontecer quando as taxas de juros estão baixas, o que significa que o custo de emprestar capital será menor. Essa é uma condição atraente para fazer aquisições usando uma proporção maior de capital de terceiros.

Também podemos dizer que o LBO geralmente é voltado à aquisição de empresas que estão em condições financeiras precárias. Então, depois da compra, ocorre a fusão dos negócios.

Além disso, convém destacar que LBOs são mais comuns nas seguintes situações:

Sucesso do LBO

Para que o LBO tenha sucesso, a empresa compradora precisa realizar uma análise para assegurar que será capaz de:

  1. Apoiar a estabilização da condição financeira da empresa comprada;
  2. Pagar as dívidas contraídas na alavancagem, ainda que usando ativos fixos da empresa comprada para garantir os empréstimos.

Maneiras de realizar um LBO

O LBO pode ser feito obtendo capital com empréstimos tradicionais junto a instituições financeiras ou por meio da emissão de bonds pela empresa compradora.

Quando é adotada a segunda alternativa, os bonds emitidos geralmente não recebem rating e são considerados , isto é, papéis de dívida com alto risco de insolvência.

Exemplos de LBO

Nos anos 1980, foram conduzidos vários LBOs importantes. Podemos notar que, em boa parte deles, a estratégia levou eventualmente à falência da empresa comprada.

A razão por trás dessas falências era, principalmente, o nível dos juros dos empréstimos contraídos para a compra. Eles eram tão altos, que o fluxo de caixa da empresa comprada não era suficiente para pagar a dívida.

Um caso exemplar foi a aquisição da TXU (empresa de fornecimento de energia do Texas) por um consórcio entre TGP Capital, Goldman Sachs e Kohlberg Kravis Roberts & Co. A transação foi realizada em 2007, pelo valor de US$45 bilhões, e levou à formação da Energy Future Holdings.

Na época, a aquisição foi realizada porque acreditava-se que a demanda crescente por energia conseguiria suportar um aumento na oferta e, ainda, assegurar um aumento nos preços. No entanto, pouco tempo depois da compra, mudanças no mercado de óleo e gás associadas a técnicas de extração fizeram os preços da energia cair.  Em 2014, a Energy Future Holdings entrou com pedido de falência.

Recentemente, um dos maiores LBOs conhecidos foi a aquisição do Hospital Corporation of America por três empresas: Bain & Co., Merril Lynch e Kohlberg Kravis Roberts & Co. O montante pago na aquisição, realizada em 2006, foi cerca de US$33 bilhões. Ainda não se sabe ao certo os resultados desse LBO.

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