Última modificação em 18 de junho de 2020

O que é Integração Vertical?

A integração vertical é uma ferramenta utilizada para expansão de um negócio.

Você sabe que o administrador, ao constituir uma empresa, precisa ter claramente definido qual seu objetivo no mercado, sua missão, seus valores, e assim por diante. E de fato, mesmo após alcançar suas metas, estará em busca de constante evolução.

Existem alguns índices que podem mensurar o nível de sucesso de uma empresa, como por exemplo, o aumento do faturamento ou do número de contratações, percentual de área construída, entre outros. Isso representa não só o sucesso em si, mas a significativa expansão da empresa no mercado econômico. E é justamente aqui que se enquadra o tema deste artigo, a tal integração vertical.


Como funciona a Integração Vertical?

Para melhor compreensão sobre os fundamentos desse tipo de estratégia, vamos imaginar uma cadeia produtiva em sua totalidade, e ter como exemplo um comércio de móveis, ok?

A rede comerciante de móveis representa apenas uma parte da cadeia. Antes de chegar até ela, o produto pelo qual se trabalha – a madeira, no caso – precisou passar por uma série de outras etapas.

Inicialmente, uma indústria extraiu tal matéria-prima. Depois, uma outra empresa fez todo trabalho de “preparação” para que esta madeira pudesse ser transformada em mobília. Entre essas etapas, sempre houve a participação de uma terceira companhia, que ficou responsável pelo transporte do produto.

Por fim, a madeira chegou até a fábrica produtora de móveis. Depois de pronto, a mobília foi novamente transportada, mas desta vez até a rede varejista, para que enfim, pudesse ser vendida ao consumidor final!

Todo esse processo é o que chamamos de cadeia produtiva, correto? Agora, onde a expansão de negócios se encaixa nisso tudo?

Veja bem, até agora, nenhuma dessas empresas possui uma coligação entre si. Cada uma delas, sejam as companhias administradoras ou as fábricas propriamente ditas, trabalham apenas fazendo a sua parte para que o processo ocorra bem.

Se por um acaso a rede varejista de móveis decidir expandir seus negócios e se tornar, também, a fábrica produtora, por exemplo, estará colocando em prática a estratégia de integração vertical!

Outro exemplo: se essa rede varejista passar a atuar também como distribuidora do produto, estará aplicando o mesmo tipo de estratégia. 

Ou seja, a integração vertical corresponde ao tipo de expansão onde a companhia passa a ser responsável por mais de um elo da cadeia produtiva.

Essas expansões da rede comercial de móveis citadas como exemplo são denominadas de montante. A integração vertical montante acontece quando a expansão se dá no sentido “para trás” da cadeia.

Se a integração vertical representar a expansão “para frente” da cadeia, a partir de qualquer ponto que seja, será chamada de jusante. 

Quais são as vantagens e os riscos da Integração Vertical?

Você pode imaginar que cuidar de uma empresa responsável por um único elo da cadeia produtiva já é, certamente, bastante trabalhoso, não é?

Pois bem, de fato é mesmo.

As vantagens de aplicar a estratégia de integração vertical estão justamente, no controle que um empresário poderá ter sobre mais de um elo da cadeia. Isso ocasiona uma gestão mais ampla, com maiores de possibilidade de previsão de falhas operacionais, por exemplo.

Ainda pensando sobre a rede varejista de móveis, se o dono desta empresa decidir representar também a distribuidora dos produtos, poderá aplicar ali estratégias operacionais que relacionem e beneficiem ambos os elos. 

Entretanto, a sobrecarga de tarefas é um risco a ser considerado. Suponhamos que tenha dado algum problema com os veículos da distribuidora: o empresário terá que resolver essa situação ao mesmo tempo em que cuida da loja comercial, atendendo a todas as necessidades simultaneamente.

Ou seja, a Integração vertical é uma estratégia que pode gerar alta rentabilidade para uma companhia, desde que seja muito bem planejada.

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