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INPC

O que é INPC?

INPC, ou Índice Nacional de Preços ao Consumidor, é um índice calculado para medir a variações dos preços de uma cesta de bens e serviços consumidos pela população assalariada de baixa renda, que recebe até 5 salários mínimos por mês.


Entendendo o INPC

O INPC acompanha mês a mês os preços de um certo conjunto de bens e serviços, a dita cesta, que são consumidos por famílias de baixa renda. Ao fazer esse acompanhamento, registrando as altas e baixas dos preços, o índice permite entender como o poder de consumo dessa camada da população foi afetada.

É importante notar que, no cálculo do INPC, o peso dos bens e serviços mais básicos é maior, justamente porque ele é focado na população com uma renda mensal mais limitada. O motivo é que, embora os itens básicos sejam consumidos por todas as pessoas, o impacto relativo deles é maior no orçamento de quem tem menos dinheiro.

Imagine que o preço da cesta básica – arroz, feijão, leite, farinha – passa de R$ 100 para R$ 150. Se a renda da família é de R$ 1000 por mês, isso significa um aumento de 5% no gasto com cesta básica. Porém, se a renda é de R$ 10.000 por mês, o aumento no gasto é de apenas 0,5%. O INPC reflete esse fato colocando um peso maior nesses itens básicos.

Enquanto isso, itens mais supérfluos não têm um peso tão grande, porque eles já não fazem parte da realidade de consumo das famílias com renda até 5 salários mínimos por mês; se o preço deles aumenta ou abaixa, o impacto é muito menor.

Como o INPC é elaborado?

Para elaborar o índice INPC, é realizada uma pesquisa em estabelecimentos comerciais, prestadores de serviços, concessionárias de serviços públicos e também nos domicílios, para apurar os preços cobrados do consumidor em compras com pagamento à vista. 

Os 465 itens considerados na pesquisa se enquadram em nove grupos de bens e serviços: (1) alimentação e bebidas, (2) artigos de residência, (3) comunicação, (4) despesas pessoais, (5) educação, (6) habitação, (7) saúde e cuidados pessoais, (8) transportes e (9) vestuário. 

A coleta de dados é realizada do dia 1° ao dia 30 ou 31 de cada mês, em dez regiões metropolitanas e mais algumas capitais. 

Como interpretar o INPC?

Se o INPC varia positivamente, indica um aumento nos preços. Dessa forma, as famílias terão de gastar mais para consumir os mesmos produtos. Como a renda não aumenta na mesma proporção, no entanto, o resultado prático é uma queda no consumo, com alguns itens sendo cortados da “lista de compras” do mês.

Por outro lado, se o INPC varia negativamente, indica uma queda nos preços. Dessa forma, as famílias podem gastar menos para consumir os mesmos produtos. Isso cria um fôlego para que as pessoas comprem mais, ou até poupem parte de sua renda.

Quem é responsável pelo INPC?

O responsável pelo cálculo do INPC é Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor, ou SNIPC. O SNIPC também produz outros índices: IPCA, IPCA-15 e IPCA-E.

No entanto, o fato interessante é que o SNIPC não é um órgão. Na verdade, trata-se de uma combinação de processos destinados a produzir índices de preços nacionais, a partir da agregação de informações regionais. Ele fica sob a responsabilidade do IBGE.

Como o INPC é usado?

Uma das principais aplicações do INPC é como referência para negociações trabalhistas por reajuste salarial. Se o índice aponta que os preços subiram de maneira significativa, esse é um bom argumento a favor do aumento dos salários dos trabalhadores.

Ele também pode ser usado para outras finalidades, como orientar decisões sobre políticas econômicas ou servir de embasamento para pesquisas acadêmicas sobre a economia do país.

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