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Índice

O que é um índice?

É chamado de índice (ou indicador) um conjunto de dados quantitativos (ou seja, números) e qualitativos (a análise de fatos) que permitem expressar um recorte específico da realidade.

Todos os índices têm ao menos três características em comum:

  • São compostos por uma amostra relevante: não adianta entrevistar um colega médico e criar um índice para detalhar o comportamento desses profissionais, baseado apenas nessa única pessoa. A base de dados de um índices deve ser composto por um grupo significativo de elementos;
  • São destinados a uma temática relevante: durante a sua infância, é possível que você tenha se divertido contando quantos passos você dava para chegar da sua casa até a sua escola, mas cá entre nós: essa é uma medição que não é lá muito importante para o restante do mundo, né? Quando se trata de índices, é necessário que eles sejam dedicados a se debruçar sobre um tema significativo para um grupo de pessoas (ou até para a sociedade, como um todo);
  • Culminam em resultados palpáveis: os índices se apoiam, sobretudo, na estatística e na comprovação científica. Como servem de base a inúmeras decisões posteriores (para indivíduos isolados e para governos inteiros), o índice deve apresentar uma resposta clara em relação ao que ele se propõe a medir.

Esses são os 3 pilares para a construção de índices eficientes. Em geral, os índices também resultam em taxas, motivo pelo qual também podem ser conhecidos por esse nome.


Quais são os vantagens de se adotar um índice?

O ser humano se dedica a interpretar o ambiente ao seu redor desde que o mundo é mundo. Mais por sobrevivência do que por qualquer pórtico instinto aventureiro. Conhecer o que te cerca te permite fazer escolhas que, em determinado momento, podem garantir a sua vida ou a sua morte.

Embora estejamos vivendo hoje a época mais segura da história humana, a nossa estrutura social se tornou tão complexa que, para compreendê-la, precisamos fazer constantes recortes da realidade. Afinal, compreender causas e consequências, de uma única vez, não é tarefa fácil.

Cientes disso, isolamos os dados o máximo que podemos, acompanhando as consequências de cada comportamento, da economia às políticas sociais.

Afinal, como descobrimos se a mortalidade infantil está mesmo relacionada à circulação de um vírus específico? Medindo, oras.

O número de crianças infectadas, as reações biológicas detectadas, a quantidade de vetores… Ou seja, criamos taxas para cada um desses elementos e o reunimos em um resultado final palpável, de amostra e temática relevante. Veja bem, temos um índice da mortalidade infantil causada pelo vírus x ou y.

Mais do que um resquício fantasmagórico das aulas de Estatística que te entediavam no Ensino Médio, os índices nos auxiliam a interpretar corretamente o mundo a nossa volta, nos livrando das heurísticas e outros vieses.

Quais são os principais índices existentes?

Para ilustrar ainda mais a ação dos índices, separamos dois exemplos reais: um dos estudos sociais, outro dos estudos econômicos.

O primeiro se trata do Índice de Desenvolvimento Humano (o IDH). Produzido pela Organização das Nações Unidas (ONU), é o resultado da análise da educação, saúde e distribuição de renda em mais de 180 países.

O principal objetivo do IDH é mensurar (em nota) o grau de desenvolvimento que cada nação possui, de acordo com a qualidade de vida oferecida aos seus cidadãos. É um dos mais importantes índices do mundo quando se trata da análise socioeconômica.

Já o segundo índice é o Índice de Gini. Se debruçando sobre a questão da desigualdade de renda, ele se dedica a mensurar quão desigual um certo país é. Para tanto, é usado um coeficiente que relaciona a diferença entre o estado de equilíbrio (ou seja, de igualdade geral) e o estado real.

Para chegar ao seu resultado final, é realizado um levantamento a respeito da renda dos cidadãos 20% mais ricos de uma nação e dos 20% mais pobres.
Perceba: em ambos os casos, há uma amostra abrangente, embasada em uma temática relevante e com resultados palpáveis. Ou seja, todos os requisitos são cumpridos.

Como funcionam os índices no mercado financeiro?

A presença dos índices é especialmente sentida na Bolsa de Valores, onde o termo tem um destaque especial.

Nesse caso, o índice financeiro é aquele que, a partir de uma determinada carteira de ações, se dedica a captar os movimentos e tendências da Bolsa

Dessa forma, inúmeros investidores a consultam como referência para compreender o contexto do mercado e definir as próprias estratégias.

No Brasil, o mais conhecido dos índices é o Ibovespa. Ainda assim, existem outros ao redor do mundo que também são considerados relevantes para o investidor brasileiro, como é o caso do Dow Jones e o S&P 500.

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