Última modificação em 20 de novembro de 2020

O que é um fundo monoação?

Um fundo monoação é uma modalidade de fundo de investimentos que, como o próprio nome sugere, representa uma estratégia de manter apenas uma ação na carteira.

Pode soar bizarro, não é mesmo? Afinal, por que pagar taxa para um fundo de investimentos trabalhar com apenas um papel em carteira? Pois acredite: esse formato de gestão existe e ainda atrai alguns investidores, geralmente iniciantes, os quais não possuem tanta informação para tomar suas decisões.

Apesar disso, essa modalidade estratégica não é irregular e consta na classificação da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercado Financeiro e de Capitais), a instituição responsável pela regulação dos fundos de investimentos no Brasil. 

Veja, aliás, qual é a definição da categoria segundo as regras e condições da própria entidade:

"Fundos com estratégia de investimento em ações de apenas uma empresa".

Como funciona um fundo monoação?

O fundo monoação não traz uma grande complexidade em relação ao seu modelo de trabalho. A gestão utiliza todo patrimônio do fundo para trabalhar com ativos de uma única empresa, comprando e vendendo os seus papéis.

Neste formato, como adiantamos, o público-alvo acaba por ser o investidor iniciante, pois ele não tem tanta experiência para entender que, para investir em apenas uma empresa, pode fazê-lo diretamente na Bolsa de Valores, sem precisar de um intermediário que não seja a corretora.

Além disso, é um produto mais comum em bancos do que nas corretoras onde, além de uma melhor oferta de ativos, há também mais acesso à informação. A XP Investimentos, por exemplo, divulga carteiras recomendadas para todos os perfis de investidores mensalmente.

Mesmo assim, segundo dados compartilhados pela própria XP Investimentos, existem dezenas desses fundos com apenas uma ação em carteira e, por incrível que pareça, cobrando uma alta e cara taxa de gestão dos seus cotistas.

Quanto custa para investir em um fundo monoação?

Como não é nenhuma novidade, um fundo de investimentos tem uma equipe de gestão envolvida. Para esse trabalho, é cobrada o que se chama de taxa de administração (a remuneração pelo trabalho dos gestores).

Mesmo com uma atividade mais do que simplificada (o fundo monoação, afinal, atua comprando e vendendo um mesmo ativo), as taxas cobradas pelos bancos variam entre 1,5% e 4,0%.

Se compararmos com outros tipos de fundos de ações, em que você tem uma gestão muito mais ativa e conta com diversificação do risco com diferentes empresas, essas taxas chegam a ser abusivas.

Isso porque, na média do mercado, os fundos de ações costumam cobrar 2,0% como taxa de administração, mesmo oferecendo uma atividade muito mais qualificada do que encontramos nos fundos de apenas uma ação.

Quais os problemas de um fundo monoação?

Os custos envolvidos em um fundo monoação são apenas a primeira das limitações que essa categoria oferece ao seu investidor. Você pode, sozinho, replicar essa estratégia sem grandes dificuldades (e livre das taxas de administração).

Outro problema a considerar é a exposição ao risco. Imagine que você tivesse todo seu dinheiro investido na Petrobrás antes dos escândalos de corrupção. Já imaginou o impacto negativo no seu patrimônio? Não há qualquer tipo de diversificação.

Além disso, como utilizam todo patrimônio do fundo em um mesmo ativo, a gestão é obrigada a usar papéis de companhias com alta liquidez (grande volume de negociação diário) as quais, geralmente, também são empresas consolidadas. É o caso de Itaú, Vale, Bradesco, Ambev ou a própria Petrobrás.

Desta forma, dificilmente haverá uma grande valorização dos papéis — um dos motivos pelos quais os investidores gostam do mercado acionário. Aqui, portanto, a estratégia se aproxima mais do recebimento de dividendos (e prejudicada pela redução da taxa de administração).

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