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Flutuação suja

O que é flutuação suja?

Flutuação suja é o termo usado para ações e decisões tomadas pelo Banco Central de um país sobre a sua moeda, afetando diretamente a taxa de câmbio. No Brasil, essa responsabilidade fica a cargo do BACEN (Banco Central do Brasil).

Embora usemos "sujo" para algo negativo, isso não significa que a prática seja ilegal ou proibida. A referência é apenas ao modo de alterar o valor de uma cotação cambial, considerando que ela não acontece de maneira natural.

Isto é, se o Banco Central não tomasse ações específicas em relação ao seu câmbio, o comportamento poderia ser outro. Desta forma, a política econômica nacional acaba por influenciar o resultado dessa cotação. É justamente isso que se chama de flutuação suja.


Por que um país recorre à flutuação suja?

 

Existem diversas razões pelas quais um governo pode decidir intervir economicamente no valor da sua moeda. De maneira geral, o foco está na proteção do câmbio local.

Isso pode ser necessário tanto para evitar uma desvalorização da moeda, como também para impedir que ela seja demasiadamente supervalorizada, algo que também pode ser ruim no longo prazo. Tudo dependerá dos objetivos do próprio país.

Quando o Banco Central precisa agir, ele pode iniciar negociações de câmbio com moeda estrangeira visando essa proteção interna. Quando não há qualquer iniciativa nesse sentido, o câmbio varia normalmente de acordo com o mercado e, neste cenário, chama-se de flutuação limpa.

Como funciona a flutuação suja?

Para melhor entendimento da flutuação suja, cabe mencionar aqui outro conceito econômico importante que é o de bandas cambias. Nessas bandas, o Banco Central vai determinar limites (mínimo e máximo) para a sua moeda.

Quando o câmbio passa a oscilar e ameaçar sair desse patamar estabelecido, entra o papel do BACEN, atuando na compra e venda de dólares e trabalhando para manter o planejamento inicial para a moeda.

Os tipos de flutuação cambial

Vale lembrar que existem três diferentes modelos de variação cambial. São eles:

  • Câmbio flutuante: nesse modelo, a regulação da moeda é determinada pelo próprio mercado de acordo com as oportunidades de oferta e demanda. Não há flutuação suja.
  • Câmbio fixo: o foco passa para o governo, que será responsável por regular a sua moeda.
  • Híbrido: já o sistema híbrido é o modelo que mescla as duas primeiras opções. O mercado faz a regulagem normal da moeda, mas o governo pode agir com intervenções sempre que necessário. É aqui que entra a estratégia da flutuação suja.

Quais os impactos da flutuação suja?

É um tanto quanto esperado que ações impositivas do Banco Central para interferir na cotação cambial trazem também impactos sobre os acontecimentos econômicos.

O principal ponto é que transmite uma ideia ou visão que nem sempre condiz com a realidade. Como o câmbio é alterado de maneira artificial, não há uma relação natural entre o valor de uma moeda e o mercado.

Além disso, há o impacto econômico externo também. A precificação de câmbio pode tornar um país mais ou menos atrativo para importações e exportações. O maior exemplo disso é o que tem feito o governo chinês, ganhando ampla competitividade no mercado.

O Brasil usa da flutuação suja?

No Brasil, a política cambial inclui o uso da flutuação suja. Ou seja, o BACEN irá interferir sempre que possível visando manter o valor do real dentro dos padrões pré-estabelecidos pela política econômica nacional.

Em outras palavras, isso significa que o ajuste em relação ao dólar não é totalmente feito pelo mercado. O nosso Banco Central pode trabalhar a compra e venda de dólares para tentar manter o valor do câmbio dentro do desejado.

 

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