O que é Exchange?

Exchange é um termo em Inglês que, literalmente, significa "troca". No universo do mercado financeiro, refere-se ao espaço onde são negociados valores mobiliários, títulos, derivativos, commodities e outros instrumentos financeiros. Pode ser traduzido como "bolsa de valores".

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Entendendo a Exchange

(Stock) Exchange é o termo em Inglês para bolsa de valores: um espaço para a negociação de ações e de outros instrumentos financeiros. É importante notar que esse "espaço" de negociação pode ser tanto físico quanto virtual.

Durante muito tempo, a imagem que tínhamos de uma exchange era aquela popularizada em filmes sobre o mercado financeiro: um grande saguão com vários televisores enormes mostrando a cotação de inúmeros ativos, enquanto corretores e investidores gritavam ordens de compra e venda com telefones na mão.

No entanto, essa imagem já está ultrapassada.

Atualmente, as exchanges operam principalmente como plataformas que podem ser acessadas pela internet, com o uso das ferramentas adequadas, como o home broker – um sistema fornecido pelas corretoras para que seus clientes possam inserir, acompanhar ou mesmo cancelar ordens de compra e venda. 

Porém, vale a pena observar que elas não se limitam ao espaço em si e um aspecto importante de seu funcionamento é o fato de que existe uma supervisão das operações realizadas. Isso garante a segurança e impede abusividades nas negociações.

Como surgiram as Exchanges?

O termo e o conceito tiveram origem na Europa, cujos registros mais antigos são do século XVI.

Em 1531, na Bélgica, já existia uma versão mais primitiva do que hoje consideramos uma bolsa de valores: um espaço onde representantes do governo, empresários e até pessoas comuns se encontravam para fazer investimentos ou captar recursos.

Os instrumentos financeiros negociados na época eram sobretudo títulos de dívida e notas promissórias, pois ainda não existiam as ações como conhecemos hoje.

A divisão do capital social de empresas em ações, permitindo que os investidores adquirissem participação acionária, foi uma prática que surgiu nos anos 1600, em países como Inglaterra, França e Holanda, para financiar as expedições ao Oriente.

A primeira versão moderna de uma bolsa de valores foi criada em Londres, em 1773: a London Stock Exchange [/link] (LSE). Menos de duas décadas depois, em 1790, é criada a primeira exchange nos Estados Unidos, a Philadelphia Stock Exchange (PHLX).

Qual é a diferença entre Exchange e OTC?

Ao contrário das operações realizadas em uma Exchange, as operações OTC (sigla para over-the-counter, que pode ser traduzido como "sobre o balcão") não estão sujeitas à supervisão. Elas são realizadas diretamente entre as partes. 

Por um lado, isso permite que haja mais liberdade na negociação. Por outro, oferece menos liquidez, transparência e segurança. Uma negociação OTC pode, por exemplo, levar à compra de uma ação por um valor muito mais alto do que seu atual preço de mercado.

Quais são os principais exemplos de Exchange?

Um dos principais exemplos globais é a New York Stock Exchange (NYSE). Ela não foi a primeira exchange dos EUA, mas é uma das mais antigas e importantes do mundo.

Alguns especialistas consideram que sua localização – em Manhattan, na famosa Wall Street [/link], onde também estão sediadas algumas das maiores empresas do setor financeiro do planeta – teve um papel importante para transformar a NYSE na principal referência no meio.

Outro exemplo que merece destaque é a Nasdaq, cujo grande diferencial é já ter nascido como um espaço virtual. Apesar de estar localizada em Nova Iorque, como a NYSE, as operações realizadas pela Nasdaq foram desde o começo conduzidas por meio de sua plataforma online. 

No Brasil, a primeira exchange – a Bolsa de Valores do Rio de Janeiro (BVRJ) – foi criada cerca de 50 anos depois, em 1843. Durante o século XIX, o Brasil teve várias bolsas de valores.

Foi apenas no século XX que as operações começaram a se concentrar, até chegarmos à situação atual, na qual nossa única bolsa em funcionamento é a B3.

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