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Cesta de bens e serviços

O que é Cesta de Bens e Serviços?

Cesta de Bens e Serviços é termo que designa um conjunto de bens e serviços usado como referência para o cálculo de um índice econômico. A cesta varia conforme o índice em questão e a escolha dos itens não é arbitrária. 


Entendendo a Cesta de Bens e Serviços

Para calcular alguns índices econômicos, especialmente índices de preços, como IPCA, INPC, IPA, IGP-M, é preciso levar em consideração dados sobre os bens e serviços.

No entanto, é inviável considerar todos os bens e serviços negociados na economia, porque seriam milhares de itens. Além disso, dependendo do objetivo e do foco do índice, nem todos os itens são relevantes. 

Imagine, por exemplo, que você está calculando um índice de preços cujo foco é no impacto da variação para famílias de baixa renda. Incluir um item como "carros de luxo" ou "serviços de spa" não faria sentido, pois esses não são bens e serviços que essa parcela da população efetivamente consome.

Então, os pesquisadores responsáveis pelo cálculo selecionam apenas alguns itens, formando a cesta de bens e serviços do índice. A escolha é sempre feita com embasamento teórico, para que o índice traga informações confiáveis e, na medida do possível, sem viés ideológico.

Os itens da Cesta de Bens e Serviços são os que realmente consumimos?

Uma questão comum é se a cesta reflete o que as pessoas realmente consomem nas suas casas. E a resposta é não; a cesta pode diferir muito do que uma pessoa realmente compra no mês, já que hábitos de consumo variam de família para família.

Por esse motivo, quando um índice de preços aponta que a inflação em determinado período foi de 5%, isso não significa que todas as famílias experimentaram uma inflação de 5%. Esse é o valor oficial para uma família que consumisse exatamente os itens da cesta usada no cálculo daquele índice.

Na prática, a inflação que cada pessoa ou família experimenta varia de acordo com o seu consumo.

Como a Cesta de Bens e Serviços é definida?

Assim como os itens que compõem a cesta, o método usado para defini-la também varia de acordo com os vários índices.

Para os índices IPCA e INPC, do IBGE, a cesta de bens e serviços é definida por meio da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF).

Essa pesquisa averígua, entre outras coisas, os produtos que a população consome e a proporção que cada um representa nos gastos familiares. Alguns exemplos de itens são arroz, feijão, passagem de ônibus, material escolar, médico, cinema. Ou seja, engloba várias categorias.

Para o índice IPA, da FGV, a cesta é definida por meio de um processo de duas etapas.

Na primeira etapa, são escolhidas as classes de produtos e, na segunda, os produtos que vão ser considerados em cada classe. Ele se apoia na CNAE  (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) para determinar a estrutura da cesta.

Um fato importante é que os hábitos de consumo da população variam ao longo do tempo.

Por exemplo, se a renda da população começa a subir, mais pessoas vão comprar itens não essenciais, como bens e serviços ligados a lazer e entretenimento. Da mesma forma, se a renda começa a cair, itens não essenciais passam a ser cortados do consumo recorrente.

Além disso, o surgimento de novos bens e serviços também promove mudanças. Há 70 anos, a internet não era um serviço que precisaria entrar na cesta, porque ela nem existia. Hoje, para muitos grupos da sociedade, ela é um item essencial.

Por esse motivo, a cesta não pode ser criada uma vez e esquecida. Ela precisa ser revisada de tempos em tempos, para refletir os novos hábitos.

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