Última modificação em 25 de setembro de 2020

O que é austericídio?

Austericídio é um termo criado para fazer referência à "morte por austeridade". De forma mais objetiva, é uma ideia de que o rigor de uma política de austeridade pode afetar diretamente uma população, inclusive levando à morte em alguns casos.

A austeridade, por sua vez, é um conjunto de medidas econômicas e políticas ligadas ao máximo controle de gastos públicos. Geralmente, esse é um cenário esperado em momentos de crise ou em situações em que um país apresenta uma alta dívida, isto é, possui despesas a pagar maiores do que a sua arrecadação.

A política de austeridade, embora fundamental em determinadas situações do ponto de vista econômico, traz muitas discussões sobre os efeitos negativos para a população — justamente o que se chama de austericídio.

A principal ideia defendida pelos críticos da estratégia é que esse foco excessivo na situação financeira do país torna o Estado o principal responsável pelas mortes dos seus habitantes na medida em que deixa de priorizar a sua qualidade de vida.

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Como funciona o austericídio?

Como mencionamos, a política de austeridade é mais comum em situações difíceis do ponto de vista financeiro para um país. E ela tem por intuito um certo radicalismo, algo necessário para ajustes econômicos, mas que inegavelmente pode prejudicar a qualidade de vida da sua população — justamente o que liga o conceito a "matar seus habitantes" para o termo.

Na prática, existem algumas medidas comuns em uma situação de austeridade. A principal delas, claro, é o aumento de impostos. Essa é uma maneira de elevar a arrecadação para o governo, mas prejudica diretamente a população tanto do ponto de visto dos produtores, como do ponto de vista dos consumidores.

Outra ação muito utilizada para esses objetivos de recuperação econômica está no corte de gastos e investimentos por parte do governo. Assim, gastando menos e arrecadando mais com impostos, o cenário financeiro se torna mais confortável.

Importante dizer também que as estratégias podem ser usadas ao mesmo tempo ou não. Há possibilidade de, por exemplo, aumentar impostos sem cortar gastos ou então não alterar a carga tributária, mas atuar apenas na contenção de gastos. Tudo depende da estratégia de austeridade do país.

Do ponto de vista de qualidade de vida dos habitantes, esse é um duro golpe. Empresários deixariam de investir já que a sua capacidade financeira é reduzida com o aumento de impostos. Isso também significa a redução da capacidade de gerar empregos, algo que acaba afetando a população diretamente.

A política de austeridade e o austericídio

Do ponto de vista econômico, essa política de austeridade é positiva para o governo. Além de permitir a sua recuperação financeira, equilibrando as contas públicas, transmite confiança e credibilidade ao mercado externo.

Há também economistas liberais que defendem esse plano econômico como fundamental na capacidade de gerar resultados e estímulos para o longo prazo. Em outras palavras, a política de austeridade seria vital no planejamento de crescimento de uma nação.

Além disso, é comum que seus defensores também prefiram o corte de gastos em relação ao aumento da carga tributária, pois essa segunda ação impacta diretamente os empresários e, consequentemente, o andamento da indústria.

Já do ponto de vista social, a política de austeridade é bastante negativa e amplamente criticada. Com a implementação do corte de gastos, por exemplo, diversos setores comandados pelo governo deixam de receber investimentos e melhorias.

Aqui, podemos citar diversas entidades essenciais para a qualidade de vida da população como hospitais, escolas, entre outros. E, naturalmente, quem mais sofre com essas medidas é a parcela mais pobre dos habitantes na medida em que não possuem recursos para buscar alternativas.

É nesse contexto que a política de austeridade surge como ideia de "matar sua população" (austericídio), justamente pelo abandono social para dar foco ao aspecto financeiro.

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