O que é Ativo Subjacente?

Ativo Subjacente (também chamado de ativo-objeto, ativo de suporte ou mesmo de base) é o nome dado ao ativo que determina o valor de um derivativo. Ele pode existir de forma física ou virtual, e tem enorme peso no mercado financeiro por estar presente em várias formas de investimento. 

Mas tenha calma! Se o conceito ainda parece complicado para você, explicaremos tim-tim por tim-tim já nos próximos tópicos. Vamos lá?!

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Entendendo o Ativo Subjacente

Para entender o ativo subjacente, precisamos antes relembrar o conceito de derivativos.

Por definição, derivativos são ativos financeiros cujo valor é determinado por um outro ativo; eles mesmos não têm um valor próprio.

Pense em um exemplo simples: imagine que o preço de um melancia seja sempre 200% o de uma maçã - se a maçã está a R$5,00/kg, a melancia está a 10,00; se a maçã está a R$3,00, a melancia está a R$10,00, e por aí vai... Neste caso, a melancia é um derivativo, enquanto a maçã é um ativo subjacente (justamente o tema deste artigo!).

No mercado financeiro, um bom exemplo de derivativo é o mercado de opções, o mercado futuro e o mercado a termo. Aqui mesmo no Mais Retorno já temos artigos completos sobre esses mercados, que você pode conferir clicando aqui.  

Qual é a importância do Ativo Subjacente?

Saber qual é o ativo subjacente de um derivativo e, mais do que isso, acompanhar seu comportamento é indispensável. Somente assim é possível avaliar se o derivativo é um bom investimento, já que ele necessariamente reflete as variações positivas ou negativas do ativo subjacente.

Imagine, por exemplo, que as ações da empresa fictícia KWY Alimentos apresentam uma tendência de alta. Se a tendência é de alta, significa que as opções de compra vão valorizar, porque as pessoas vão querer garantir a oportunidade de comprar essa ação ao preço atual, mesmo depois que o preço de negociação na bolsa subir. Ou seja, se a tendência das ações KWY Alimentos é de alta, a demanda por opções de compra cresce e o preço dessas opções também aumenta. 

Enquanto isso, as opções de venda vão desvalorizar, porque não existe motivo para querer garantir a oportunidade de vender essas ações ao preço atual, se você vai poder vendê-las a um preço ainda mais alto daqui a alguns dias ou semanas. Ou seja, se a tendência das ações KWY Alimentos é de alta, a demanda por opções de venda baixa e o preço também cai.

Esse é um bom exemplo porque mostra que a relação entre o ativo subjacente e o derivativo nem sempre faz com que os dois caminhem na mesma direção. É possível, em certos casos, que a valorização do ativo subjacente se reflita no derivativo como desvalorização. Mesmo assim, a relação existe; portanto, acompanhar um é indispensável para prever como o outro vai reagir e avaliar se é um bom investimento.

O que são os Ativos Subjacentes de COEs?

Além dos ativos subjacentes de derivativos, esse termo também é usado no caso dos COEs - Certificados de Operações Estruturadas, um produto financeiro que reúne características tanto da renda fixa quanto da renda variável. 

Um COE é um título emitido por bancos. Quando o investidor adquire um título COE, seu dinheiro é distribuído entre ativos de renda fixa e variável, com maior peso para os de renda fixa. 

Se o COE for do tipo "valor nominal protegido", o investidor recebe de volta o capital investido e, havendo resultado positivo, também os rendimentos; mesmo com resultado negativo, no mínimo, a devolução do investimento é garantida. Por outro lado, se o COE for do tipo "valor nominal em risco", o investidor pode perder até o capital investido inicialmente. Seja qual for o tipo de COE, não existe o risco de perder mais do que o valor investido e acabar com dívidas.

Portanto, um COE é composto por vários ativos, que são chamados de ativos subjacentes. Alguns exemplos de ativos subjacentes do COE são CDBs, LCIs, LCAs, ações nacionais e estrangeiras, índices de ações, moedas e commodities, entre outros.

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