Última modificação em 30 de junho de 2020

O que é Ativo Realizável a Curto Prazo?

Ativo Realizável a Curto Prazo (ARCP) é aquele que engloba riquezas que serão recebidas pelas empresas no prazo de até 12 meses. Ele inclui créditos como os pagamentos realizados pelos clientes e a recuperação de impostos, que estão previstos para entrar na conta da companhia dentro desse período.

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Entendendo o Ativo Realizável a Curto Prazo

O conceito de "ativo realizável a curto prazo" vem do mundo da contabilidade e é usado para analisar e avaliar as finanças da empresa. Vejamos um exemplo que permite entender melhor como ele funciona.

Suponha que uma empresa faz uma venda para um cliente. Essa venda é parcelada em 18 vezes. Portanto, o cliente pagará o valor total – digamos, de R$ 18 mil – em parcelas iguais de R$ 1 mil por mês, ao longo dos próximos 18 meses.

Por enquanto, a empresa não recebeu nada pela venda, mas ela tem um direito. Os direitos também são considerados ativos. A questão é como classificaremos o direito de recebimento do valor dessa venda.

Dessa venda, apenas R$ 12 mil vai compor o ativo realizável a curto prazo, pois ele atinge apenas os direitos que serão recebidos em até 12 meses. Os R$ 6 mil restantes entram no que chamamos de ativo realizável a longo prazo.

Isso é importante porque, considerando que a empresa só tivesse essa venda no período, se houvesse uma conta de R$20 mil a pagar daqui a seis meses, ela não teria uma entrada de recursos suficiente para ser capaz de cumprir com essa obrigação. Ou seja, o ativo realizável a curto prazo seria insuficiente para cobrir o passivo exigível de curto prazo.

Por que o Ativo Realizável a Curto Prazo é importante?

Como fica claro pelo exemplo anterior, o ARCP é uma informação importante porque ajuda a avaliar a capacidade da empresa cumprir as obrigações financeiras que devem ser pagas nos meses seguintes. 

Se uma empresa apresenta incompatibilidade entre o ativo realizável a curto prazo e o passivo exigível de curto prazo, a solução mais óbvia é recorrer a empréstimos para realizar os pagamentos. O problema é que esses empréstimos precisam ser devolvidos. Ou seja, eles também acabam entrando para o passivo da empresa. 

Então, se o ativo realizável a curto prazo não for fortalecido, acaba surgindo um efeito bola de neve, em que o passivo fica cada vez mais elevado e a empresa tem cada vez menos condições de cumprir suas obrigações. 

Como o investidor deve avaliar o Ativo Realizável a Curto Prazo?

Do ponto de vista de um investidor, quanto maior for o valor do ativo realizável a curto prazo, melhor. Porém, não adianta apenas avaliar o valor por si mesmo.

A melhor forma de fazer essa avaliação é comparando o ativo realizável a curto prazo com o passivo exigível a curto prazo, que corresponde às obrigações que devem ser cumpridas nos próximos 12 meses. No balanço, esse passivo é identificado como passivo circulante.  

Se o investidor quiser, pode aplicar um cálculo simples para realizar essa comparação: dividir o passivo circulante pelo ARCP. Se o resultado for superior a 1, indica que a empresa não tem bens e direitos suficientes a receber nos próximos 12 meses para pagar as obrigações devidas no mesmo período. Por outro lado, se o resultado for inferior a 1, indica que a empresa tem recebíveis suficientes para cobrir os exigíveis.

Ainda assim, é importante lembrar que o ARCP representa o que a empresa espera receber, não o que ela efetivamente receberá.

Relembrando o exemplo da empresa que fez a venda de R$ 18 mil, ela tem um ARCP de R$ 12 mil. Porém, o cliente pode pagar apenas as primeiras 6 parcelas e ficar inadimplente a partir daí. Nesse caso, mesmo que os recebíveis fossem teoricamente suficientes para cobrir os exigíveis, na prática, poderia haver um desequilíbrio das contas da empresa. 

Por isso, é importante acompanhar as finanças da empresa de maneira consistente ao longo do tempo, e entender que o ARCP é apenas um dado. Ele não é suficiente para determinar, sozinho, se as contas da empresa estarão bem equilibradas no futuro.

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