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Significados dos nomes e siglas dos fundos – O guia completo

Por:
08/04/2019

Fundos de investimentos são uma ótima alternativa de aplicação financeira, já que a gestão de onde alocar o seu dinheiro é feita por um terceiro muito qualificado. Ou seja, realmente um profissional da área que respira mercado financeiro 24 horas por dia.

Existem inúmeros fundos de investimento no mercado brasileiro com categorias e classes das mais diversas, atendendo a todos os perfis de investidores: mais conservadores, mais arrojados, com objetivos de curto prazo ou de longo prazo.

Com essa imensa gama de alternativas, encontrar o fundo ideal é primordial para alcançar seus objetivos.

Você já deve ter percebido que os fundos sempre trazem consigo uma sopa de letrinhas em seu nome. E elas não estão lá atoa: na verdade elas dizem muito sobre eles!

Nesse sentido, entender o nome do fundo é um ótimo primeiro passo para saber qual o seu objetivo. E é justamente sobre isso que tratarei no texto de hoje!

Você notará de início que estarão sempre presentes as letras FI, que denominam exatamente “Fundo de Investimento”, com algum complemento logo em seguida.

Por isso, continue lendo para entender os significados das seguintes siglas e nomes dos fundos:

FIRF

FIRP

FIRF trata-se da sigla para Fundo de Investimento em Renda Fixa. Esses fundos aplicam seus recursos apenas em títulos de renda fixa, tais como títulos públicos ou mesmo títulos privados como debêntures e CDBs de bancos.

Neste tipo de fundo o gestor não pode comprar ações ou derivativos financeiros.

Trata-se, portanto, de um tipo de fundo com perfil mais conservador, ideal para investidores avessos ao risco elevado.


FIM

FIM

Estes são os Fundos de Investimentos Multimercado. No exterior são conhecidos como Hedge Funds.

Eu diria que essa categoria de fundo é que o gestor mais tem influência. Assim, escolher um fundo com uma ótima gestão é imprescindível.

Os FIM podem aplicar em quaisquer ativos, com limites estabelecidos em seu regulamento. É daí a maior autonomia que o gestor desses fundos possui.

Existem diversas subcategorias dentro do universo multimercados, tais como: Long and Short, Long Only, Long Biased, Macro, Trading, Juros e Moedas, Livre, entre outras.

Os fundos multimercados podem ter qualquer perfil de risco, sendo especificado no seu regulamento. Mas o mais comum é que tenham perfil de risco mais arrojado.

FIA

FIA

Esta é a sigla para os Fundos de Investimentos em Ações. Apesar do nome, não é necessário investir a integralidade dos recursos em ações.

Pela recomendação da ANBIMA, esses fundos têm de investir no mínimo 67% de seus recursos em títulos de renda variável (ações, bônus de subscrição, etc.).

Podem adotar diversas estratégias, tais como: ganho de capital propriamente dito (comprar barato e vender caro), investimento em ações que pagam muitos dividendos, replicar algum índice (o Ibovespa é o mais famoso), etc.

Como qualquer investimento em renda variável, o perfil desse tipo de fundo é mais arrojado. Investimentos em ações demandam “sangue frio” maior por parte do investidor para aguentar as emoções do sobe e desce do mercado.

FIC

FIC

São os fundos de investimentos em cotas. Ou seja, esse tipo de fundo aplica seus recursos em cotas de outros fundos de investimentos. Se quiser entender melhor sua função, já falamos mais detalhadamente aqui sobre a estrutura master-feeder.

Existem ainda os fundos de fundos. A ideia é que investindo nesses fundos você estará diversificando sua carteira ao investir em diversos outros fundos em uma única aplicação financeira.

A CVM define que deve ser investido, no mínimo 95% do patrimônio do fundo em cotas de outros fundos de investimentos da mesma classe.

Assim, se o FIC for da classe de renda fixa, ele terá de comprar ao menos 95% de cotas de fundos de renda fixa. Se for de ações, deverá aplicar o seu dinheiro em 95% de cotas de FIAs, e assim por diante.

Apenas esses outros 5% estão livres para comprar cotas de outros tipos de fundos de investimentos que não a da mesma categoria do FIC.

O perfil de risco de um FIC é variado e irá depender de qual tipo ele se insere. Se é um FIC de renda fixa (risco baixo), se um FIC de ações (risco mais elevado), etc.

CP

CP

Essa é a sigla para fundos de curto prazo. De acordo com a Anbima, esses fundos buscam retorno através de investimentos em títulos indexados em CDI, Selic ou papéis prefixados.

Os ativos que esses fundos investem tem de ter duração máxima de 375 dias. Além disso, o prazo médio da carteira não pode ser superior a 60 dias.

São fundos para quem pensa em utilizar o dinheiro investido num horizonte curto de tempo. Ou seja, tem a necessidade do saque mais rápido dos recursos.

Fique atento porque alguns gestores acabam utilizando a sigla CP como Crédito Privado, e nós temos um conteúdo contando sobre este tema, clique aqui.

LP

LP

O contrário dos fundos de curto prazo, são os fundos de longo prazo.

Esses fundos tem a carteira com prazo médio superior a 365 dias. Como tem uma aplicação mais demorada para fazer o saque, o ponto positivo aqui é a tributação que cai conforme mais tempo dura a aplicação.

REF

É a sigla para fundo de investimento referenciado. Esses fundos seguem um índice de referência específico. Seja o CDI, o Ibovespa, ou qualquer outro.

O regulamento do fundo deve identificar o tipo de índice a ser seguido.

AM

AM

Você vai encontrar com certa frequência fundos que contenham AM em seu nome, como é o caso do VERDE AM SCENA ADVISORY FIC FIM e pode passar algum tempo tentando decifrar que tipo de fundo essa sigla indica.

No entanto, nesse caso AM quer dizer simplesmente Asset Management, que nada mais é que o termo inglês para “Gestora de Recursos”.

Ou seja, nesses casos o AM não vai te dar nenhuma informação útil sobre o tipo de fundo que você está avaliando. Mas, como essa sigla é bem comum e usada em muitos fundos famosos, achamos válido trazer ela para essa lista para matar a curiosidade de quem tiver essa dúvida.

Estrutura do nome

Estrutura do nome

Os nomes dos fundos de investimentos seguem uma estrutura lógica que nos ajuda a identificar o tipo de fundo e sua estratégia.

Em geral, os nomes dos fundos são compostos de 3 partes.

O nome geralmente começa identificando a gestora, seguido por um nome específico ou marca para o fundo (o mercado financeiro é criativo em criar os mais diversos nomes).

Tome como exemplo um fundo da famosa gestora SPX e o seu fundo SPX Nimitz FIC FIM Access.

Como você pode notar, o nome desse fundo inicia com o nome da gestora (SPX) e depois tem um nome específico que inventaram para distinguir o fundo (Nimitz).

Em seguida, geralmente pode vir a estratégia que o fundo utiliza e que poderia ter a alcunha de Long and Short, por exemplo, ou qualquer outra metodologia que o fundo siga.

Por fim, o nome destaca a designação do fundo conforme vimos acima: seja um FIA, um FIC, um FIRF, FIM, etc. A partir dessas informações você já conseguirá determinar a qual tipo esse fundo pertence.

Como você viu, saber ler o nome de um fundo já nos fornece uma grande parte das informações que precisamos saber antes mesmo de abrir sua lâmina.

Conclusão

Existem diversas categorias de fundos no mercado e cada uma irá indicar um perfil de risco e rentabilidade específicos. Saber escolher os fundos adequados aos seus objetivos é primordial!

O nome do fundo já nos fornece uma grande parte dessas informações, poupando boa parte do seu tempo de pesquisa e comparação.

Nesse texto você aprendeu a ler esses nomes de acordo com uma estrutura mais ou menos lógica e padrão que os fundos seguem.

Mas se ainda ficou alguma dúvida ou deseja contribuir mais com o assunto, comente abaixo!

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Sobre o autor

  • Vinicius Alves
  • Economista, atuou no departamento econômico de empresas de sell side no mercado financeiro. Já foi Top-5 de projeção de inflação de curto prazo do BC.

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