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Termos começando com "X"

  • XCD

    O que é XCD? XCD é o símbolo do dólar do Caribe Oriental. Essa é uma moeda oficial que é compartilhada por oito países insulares dessa região: Montserrat, Granada, Dominica, Antígua e Barbuda, Anguila, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas e São Cristóvão e Nevis. O dólar do Caribe Oriental é subdivido em 100 centavos e existe desde o ano de 1965, quando substituiu oficialmente o dólar das Índias Ocidentais britânicas — o que a torna uma das moedas mais antigas da região que ainda está em uso. Em 2022, 1 XCD é equivalente a R$ 1,80 e a US$ 0,37. Quais são as maiores características do XCD? O XCD, o dólar do Caribe Oriental, serve como a moeda oficial da Organização dos Estados do Caribe Oriental (a OECS). Essa é uma união monetária e econômica estabelecida em 1981 que surgiu com o intuito de harmonizar as políticas comerciais e econômicas entre as 10 ilhas localizadas no local. No entanto, somente 8 desses 10 países participantes utilizam a XCD. A Martinica permanece afiliada à França — o que significa que ainda utiliza o euro como moeda oficial — e as Ilhas Virgens Britânicas usam o dólar americano. Em 1965, a Autoridade Monetária do Caribe emitiu notas de 1, 5, 20 e 100 XCD. Todas elas apresentavam o retrato da rainha Elizabeth II feito por Pietro Aniigoni em 1956, em regalia da Ordem da Jarreteira. Em 2019, o Banco Central do Caribe apresentou uma nova família de notas produzidas em substrato de polímero em formato vertical. Como o XCD foi estabelecido? Ao ser estabelecido oficialmente, o dólar do Caribe Oriental passou a substituir o dólar das Índias Ocidentais britânicas a par. A Autoridade Monetária do Caribe Oriental (AMCO) controlou a emissão da nova moeda e ficou o seu valor em 4,8 XCD em relação a 1 GBP — a libra esterlina britânica. Já no ano de 1976, a mesma autoridade monetária religou o dólar do Caribe Oriental ao dólar americano a uma taxa de 2,7 XCD para 1 USD. O Banco do Caribe Oriental, que foi estabelecido somente em 1983, assumiu posteriormente a emissão da moeda e deixou a paridade do dólar americano em vigor. O mandato do Banco do Caribe Oriental abrange a regulação da liquidez em todos os seus Estados membros, assim como a promoção da estabilidade monetária e econômica por meio do apoio ao desenvolvimento econômico e da manutenção e uma estrutura financeira mais sólida. O banco vê a sua paridade com o dólar como o principal meio para manter a estabilidade de preços em toda a região, além de manter a inflação sob controle. Quais são as outras moedas do Caribe fora a XCD? Apesar do seu tamanho pequeno e a proximidade entre si, muitas outras nações caribenhas usam as suas próprias moedas. Barbados, por exemplo, que uma vez já utilizou o dólar do Caribe Oriental, mudou para o seu próprio dólar no ano de 1973. A moeda da ilha também é atrelada ao dólar americano a uma taxa de 2 BBD (dólares de Barbados) para 1 USD. Em outros lugares, o dólar de Trinidad e Tobago (TTD), que tem aproximadamente a mesma idade do XCD, também começou como uma indexação ao dólar americano. A diferença é que, posteriormente, mudou para uma taxa flutuante em 1993. Da mesma maneira, o dólar jamaicano (JMD), que é utilizado na ilha da Jamaica e tem emissão pelo Banco da Jamaica, flutua em relação às outras moedas. Isso se dá por conta da alta inflação, que levou a uma eliminação de fato das moedas de menor denominação no país. Mesmo com a proliferação de várias outras moedas além da XCD em toda a região do Caribe, a maioria dos destinos turísticos aceita pagamento nas principais moedas globais. Isso inclui o dólar americano (USD), o euro (EU) e a libra esterlina (GBP).

    24/06/2022
  • XBRL

    O que é XBRL?  XBRL é uma sigla abreviativa para Extensible Business Reporting Languege (Linguagem de Relatório de Negócios Extensíveis), um sistema global capaz de padronizar dados financeiros de empresas que operam na Bolsa de Valores de Nova Iorque (NYSE).  Esse sistema global permite que as empresas possam comparar seus resultados entre si de forma muito mais rápida e prática, já que as informações são segmentadas e padronizadas dentro de cada setor. Imagine ter que guardar dados impressos em arquivos físicos?! Para fazer um consulta de informações passadas levaria, no mínimo, horas procurando pelo documento. Ou então, depender da sorte para que outras pessoas utilizem o mesmo software e consigam visualizar o arquivo na mídia? O XBRL foi desenvolvido com intuito de facilitar as coisas. Informações podem ser anexadas em relatórios específicos e então, serem compartilhadas com uma rede universal de organizações. O sistema foi lançado pela XBRL International, no ano de 2003: XBRL International é uma organização global sem fins lucrativos que opera no interesse público. Nosso objetivo é melhorar a responsabilidade e a transparência do desempenho dos negócios em todo o mundo, fornecendo o padrão de troca de dados abertos para relatórios de negócios. O XBRL serve também para que, além das empresas, a SEC também possa monitorar os dados de cada uma dela, considerando se estão cumprindo as regras de negociações da NYSE, ou não. A SEC (Securities and Exchange Commission) funciona de maneira similar a nossa CVM (Comissão de Valores Mobiliares), ou seja, é uma agência regulatória e protetora do mercado financeiro - nesse caso, norte americano.  Como o XBRL funciona? Além de ser definido como um sistema padronizador, o XBRL também é chamado de consórcio por muitos investidores ao redor do mundo. Isso acontece porque mais de 300 organizações utilizam essa rede de comunicação padronizada, tais como governos, contabilistas, empresas, auditores, entidades reguladoras, bolsas de valores, bancos, analistas de investimento, programadores de software, entre outros.  É um sistema que funciona com base na linguagem XML para intercambiar informações financeiras. Os relatórios emitidos são manuais e regras de validação, além de serem definidos por taxonomia - segmento específico de acordo com o conteúdo financeiro da empresa.  Com base nas taxonomias, um arquivo de instância XBRL é gerado contendo todos os fatos ocorridos em determinado período. Isso significa que, além de servir para interpretar resultados de negociações no mercado de renda variável, também serve como interpretar resultados contábeis da empresa. As taxonomias atuam como manuais digitais lidos e executados por um software, gerando dados automáticos e patronizados. Esses dados também podem originar relatórios fiscais, por exemplo.  Essa é a facilidade acerca do XBRL: coleta instantânea de dados, padronização da linguagem e globalização do envio e recebimento de relatórios! Quais as são as regras de utilização do XBRL? Nós falamos no início do artigo que todas as empresas negociantes na Bolsa de Valores de Nova Iorque utilizam esse sistema, certo? A verdade é que, as empresas não tem opção!  Reportar os dados financeiros a SEC através do XBRL é uma obrigação. As empresas que não o fizerem poderão perder o direito de operar no mercado pela NYSE.  Entretanto, o uso dessa estrutura é globalizada, sendo assim qualquer uma das organizações citadas anteriormente podem - e devem - se aproveitar desse sistema de padronização!

    22/09/2021
  • XPFI

    O que é XPFI? XPFI é o índice XP de fundos imobiliários (FII). Seu intuito é acompanhar o desempenho médio das cotas dos fundos imobiliários mais líquidos negociados na B3. São 40 ativos na carteira. Semelhante ao IFIX, carteira teórica com os principais fundos imobiliários da bolsa brasileira, o XPFI é um índice de retorno total.  Ele tenta refletir as variações nos preços dos FII no tempo ajustado pelo impacto da distribuição de proventos por parte dos fundos imobiliários. Quais os critérios para compor o XPFI? A XP Investimentos é uma das maiores corretoras de valores brasileira, fundada em 2001 por Guilherme Benchimol e Marcelo Maisonnave.  Para guiar o investidor quanto ao desempenho dos FII, a XP criou, em junho de 2020, três índices de fundos imobiliários, que são o XPFI, o XPFT (para fundos de tijolo) e XPFP (para fundos de papel). Estes são os critérios para que um fundo integre à carteira teórica: ter as cotas listadas nos mercados de bolsa e de balcão da B3 e que não estejam valendo a menos de R$ 1 (Penny Stock);passar por revisão a cada 4 meses;estar entre os ativos que somam 75% do valor total do índice de negociabilidade do universo de FII listados nas 3 carteiras anteriores ou no último ano;possuir presença no pregão por, pelo menos, 95% do período de vigência nas 3 carteiras anteriores ou no último ano;alvo de IPO (Oferta Pública Inicial) nas 3 carteiras anteriores ou no último ano, desde que a distribuição de cotas tenha sido feita antes do rebalanceamento anterior. Alguns dos fundos presentes no XPFI são KNIP11, KNCR11 e KNRI11. Mas eles são modificados constantemente por meio de trocas de ativos, diversificação, alocação de tipos de fundos etc. Qual a composição do XPFI? A distribuição do índice está desta forma, em sua maior parte: 28% de Fundos de Recebíveis, como CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários); e LCI (Letras de Crédito Imobiliário);15% de Shoppings, Ativos Logísticos e Híbridos. Como funciona o XPFI na prática? O objetivo de toda carteira teórica é ter um desempenho melhor que o índice de referência. No início de junho de 2021, por exemplo, o XPFI caiu 0,7%, contudo, o IFIX caiu mais ainda — 1,56%. Por isso podemos dizer que o XPFI teve um desempenho superior nesse período.  Outro paralelo entre XPFI e IFIX é que este último conta com 120 fundos. A XP, por outro lado, criou um índice mais enxuto e menos abrangente para que conseguisse expressar a direção do mercado de forma mais simples e replicável.  Como escolher FII? Entender o XPFI faz parte dos procedimentos básicos para montar uma boa carteira de fundos de investimento. Veja os fatores mais importantes ao fazer seu picking: tipo de FII;administradora e empresa gestora;Dividend Yield, ou seja, quanto o fundo pagou por cota no último ano;liquidez;tipos de produtos financeiros disponíveis no fundo;segmento dos fundos e fatores que influenciam no seu mercado;investimento mínimo necessário;taxas de administração e de performance;tendências no IFIX, XPFI, Ibovespa, CDI, Selic e IGPM. Dessa forma, saber o comportamento do fundo no XPFI também diz muito se a sua estratégia de investimento está satisfatória.  O IFIX supre de forma mais dificultosa a necessidade dos investidores de acompanhar fundos líquidos e com participação real nos pregões.  Vale lembrar que o próprio mercado de FII no Brasil cresceu muito da metade de 2020 para 2021, o que só reforçou a utilidade dos índices.  Além disso, de 2011 a 2020, quando o XPFI não existia, o IFIX cresceu 180,1%, sendo que o Ibovespa, no mesmo período, aumentou 53,1% (mercado acionário). Isso corrobora com o fato de que os fundos são estáveis, pagam dividendos e tem essa rentabilidade histórica muito positiva. 

    07/07/2021
  • XPFT

    O que é XPFT? XPFT é o Índice XP de Fundos Imobiliários de Tijolo, que mostra ao investidor o desempenho médio dos fundos em imóveis físicos, daí o nome “tijolo”. Eles são caracterizados pela aplicação em imóveis reais, ou seja, tangíveis e com endereço especificado, como galpões, shoppings etc.  Seus rendimentos advém dos lucros obtidos de operações como aluguel ou venda desses imóveis. O XPFT procura dar mais peso aos ativos conforme a sua importância no mercado, isto é, o volume de negociações e movimentações financeiras que ele registra.  Além disso, apesar da sensação de estabilidade que os Fundos Imobiliários passam aos investidores, é importante lembrar que eles se tratam de investimentos em renda variável. Qual a composição do XPFT? É composto pelos 20 FIIs (Fundos de Investimento Imobiliário) de tijolo com melhor índice de negociabilidade nos últimos 12 meses — indicador que relaciona número de negócios e volume financeiro gerado.  A lista de fundos do XPFT é revisada pela corretora a cada 4 meses e não inclui as Penny Stocks, que são ativos de valor médio inferior a R$1 por cota.  Qual o histórico do XPFT? Em junho de 2021, o índice apresentou uma variação negativa referente aos últimos 12 meses de 3 %. Em relação ao mês anterior, maio, a queda foi de 1,85%. Entre os principais índices de fundos imobiliários da XP (XPFI e XPFP), esse é o que mais se indicou desvalorização nos períodos citados.  Apesar da recuperação após o começo da pandemia, a queda mais forte nos meses de 2021 trouxe o índice de volta para o campo negativo, considerando o período desde junho de 2020.  Por que o XPFT é importante? A finalidade do XPFT é mostrar o desempenho de uma categoria específica de ativos. Portanto, sua relevância se resume a apresentar ao investidor o retorno médio ao investir em fundos de tijolo e ajudar na tomada de decisão na montagem de uma carteira de investimentos.  Desta forma, o investidor interessado em fundos de tijolo pode avaliar qual a relação da classe de ativos com seu perfil de risco, suas maiores variações positivas e negativas, eventuais sazonalidades no comportamento dos ativos, e decidir uma estratégia mais embasada sobre compra e venda. Devido aos seus critérios de composição, o índice elimina variações bruscas e traz uma visão geral mais confiável sobre o mercado em questão. Assim, fundos de tijolo de maior instabilidade não têm peso no XPFT e, adicionalmente, perturbações pontuais no mercado têm seus efeitos diluídos, o que permite ao investidor uma análise sem interferências de baixa relevância.  Ainda, para o investidor com pouca experiência nesse ramo específico do mercado, a lista de ativos que compõem o XPFT é uma ótima fonte de estudo, já que compila ativos de grande movimentação no mercado e, consequentemente, maior solidez — da mesma forma que o Ibovespa faz com as principais ações da B3.  Como investir em fundos imobiliários pela XP? É importante esclarecer que não é possível investir diretamente em índices como o XPFT, afinal, eles servem apenas como um guia para análise de mercado.  Recentemente, a XP Investimentos lançou o XFIX11, um ETF (Exchange Traded Fund) do IFIX (Índice de Fundos de Investimento Imobiliário) da B3. Um ETF serve para emular a variação de um índice, mas em formato de ativo da bolsa de valores, permitindo que ele seja negociável.  Assim, através da plataforma da XP, é possível escolher entre investir em fundos como KNRI11, HGLG11 e XPLG11, que são da classe de fundos de tijolo  e, portanto, acompanhados pelo XPFT. Ou, ainda, investir diretamente no ETF, que replica o índice referente a outras categorias de ativos, não somente os fundos de imóveis físicos. 

    06/07/2021
  • Xetra

    O que é Xetra Xetra é um sistema de trading completamente eletrônico. O nome é um acrônimo para Exchange Electronic Trading. Ele foi criado em 1997, está sediado em Frankfurt, na Alemanha, e é operado pelo Grupo Deutsch Börse. Inicialmente, foi desenvolvido para ser usado na bolsa de valores de Frankfurt; porém, eventualmente, expandiu-se para várias outras bolsas de valores em diferentes países da Europa e até em outros continentes. O Grupo Deutsch Börse Esse grupo, além de responsável pelo Xetra, também está por trás de outros dois "canais" de trading: a Börse Frankfurt e o Tradegate Exchange. Cada um deles é mais indicado para a negociação de certos tipos de ativos e para o uso por certos perfis de investidores. Objetivos do Xetra O Xetra foi desenvolvido com o objetivo de tornar o mercado mais eficiente. Ele permite reduzir custos com transações financeiras, além de oferecer uma gama de funcionalidades que está sempre crescendo, pois o sistema recebe atualizações periódicas. Utilização do Xetra De acordo com o próprio Grupo Deutsch Börse, no Xetra é possível "comprar e vender as ações mais importantes da Alemanha e internacionais [...], além de exchange-traded funds (ETFs), exchange-traded commodities (ETCs) e exchange-traded notes (ETNs)". A utilização do Xetra para realização de trading ocorre de segunda a sexta, das 9h00min às 17h30min. Importância do Xetra O Xetra foi um dos primeiros sistemas eletrônicos de trading do mundo. Na época, foi sucessor da plataforma IBIS. Hoje, ele é utilizado em mais de 90% de todas as transações na Frankfurt Stock Exchange, a bolsa de valores de Frankfurt. Também é importante destacar que o Xetra é um dos principais responsáveis pela abertura dos mercados financeiros alemães a investimentos estrangeiros. Além disso, conforme apontado anteriormente, atualmente o sistema é utilizado outras localidades. No total, são 18 países que o adotam. O Xetra pode ser encontrado em bolsas de valores na Irlanda, na Áustria e até mesmo em Xangai. Bolsa de valores digital? O que mais causa confusão em relação ao Xetra é que ele não é tratado simplesmente como um sistema para a realização de transações na bolsa. Na verdade, ele é tratado como uma verdadeira e autônoma bolsa de valores digital. Um exemplo disso é que, em meados de 2019, foi noticiado que o Xetra "listou" sua primeira empresa de Blockchain. Listar empresas é algo que está associado às bolsas de valores; empresas listadas são aquelas que têm suas ações comercializadas em certa bolsa. Apesar da confusão, o entendimento geral é de que ele não é uma bolsa de valores. A Börse Frankfurt e o Tradegate Exchange, que, como vimos, são outras soluções do Grupo Deutsch Börse, também não. A rigor, somente a Frankfurt Stock Exchange é uma bolsa de valores, enquanto as soluções do Deutsch Börse são canais para negociar os ativos.  

    31/10/2019
  • XP Investimentos

    Quem é a XP Investimentos A XP Investimentos é uma corretora de valores especializada no modelo de assessores de investimentos independentes. Ela é parte da XP Inc, que inclui outras marcas com serviços relacionados ao mercado financeiro, como a XP Educação, a XP Corretora de Seguros e a XP Private. História da XP Investimentos   A XP Investimentos surgiu em 2001, em Porto Alegre, fundada por Guilherme Benchimol e Marcelo Maisonnave. Nessa época, foi criada como uma empresa de AAIs (agentes autônomos de investimentos). Pouco depois, em 2005, surgiu a XP Gestão de Recursos, com o objetivo de administrar os ativos dos clientes. Já em 2007, a empresa incorporou a Americainvest e, a partir de então, começou a atuar como corretora de valores. Números recentes da XP Investimentos Atualmente (outubro de 2019), a XP informa que tem mais de 1.2 milhão de clientes ativos e mais de R$ 350 bilhões sob custódia. No começo de 2019, a XP anunciou que sua meta é quadruplicar os ativos sob sua custódia até 2020, atingindo a marca de mais de R$ 1 trilhão. Aquisições envolvendo a XP Investimentos Além da Americainvest, a XP também adquiriu a Interfloat (2011), a Senso Corretora (2011), o Infomoney (2011), a Clear Corretora (2014) e a Rico Corretora de Valores (2016). Também fechou um acordo de incorporação da Prime Corretora (2012). Por outro lado, em 2017, o Itaú Unibanco adquiriu 49.9% das ações da XP. A transação envolveu mais de R$ 6 bilhões. Na verdade, essa transação não saiu como planejado, pois o Itaú pretendia assumir o controle da XP até 2020, com a aquisição de mais 12.5% de suas ações, e a possibilidade de chegar a 100% em 2024. No entanto, o Bacen não aprovou essa parte do contrato. Banco XP Em Outubro de 2019, o Banco Central autorizou a XP Inc a atuar como banco múltiplo no Brasil, isto é, um banco com carteiras comercial e de investimentos. Além disso, a autorização também se estende à realização de operações no mercado de câmbio. A sede do Banco XP está localizada no Rio de Janeiro. Seu capital social é de R$ 100 milhões. IPO da XP Inc A XP Inc está se organizando para realizar seu IPO, a oferta inicial de ações, nos EUA. A previsão é de que isso aconteça entre Dezembro de 2019 e Janeiro de 2020. Ainda não está definido se a XP vai optar pela Bolsa de Nova Iorque (NYSE) ou pela NASDAQ. Porém, os bancos responsáveis por estruturar a oferta já foram contratados, e incluem JPMorgan, Morgan Stanley, Goldman Sachs, Itaú Unibanco (que, como vimos, atualmente detém 49.9% das ações da XP), além da própria XP. Em preparação para esse evento, a empresa até mudou de nome. Anteriormente, chamava-se Grupo XP. A mudança para XP Inc é um elemento de sua iniciativa de internacionalização. Análises do BTG Pactual indicam que a XP pode valer R$ 60 bilhões no IPO. Polêmica envolvendo a XP Investimentos A XP não se envolveu em muitas polêmicas ao longo dos anos. Talvez a principal tenha sido em 2018, quando um de seus investidores denunciou a empresa aos órgãos reguladores, afirmando ter sofrido prejuízos por falta de informação adequada sobre os riscos de um investimento. Uma das questões levantadas foi que não houve preenchimento da análise do perfil do investidor, que indica os investimentos mais adequados para cada indivíduo. Essa seria uma violação à Instrução 539 da Comissão de Valores Mobiliários. Na ocasião, a CVM determinou o pagamento de R$ 120 mil em indenização pela XP ao investidor. A empresa fez um pedido de reconsideração da decisão. Outra polêmica menor, no começo de 2019, envolveu o aumento do valor mínimo para investimento em debêntures de empresas e CDBs de bancos. A XP elevou o valor para R$ 30 mil, o que gerou insatisfação dos clientes. Uma semana depois, voltou atrás na decisão, e o mínimo caiu para R$ 10 mil. Decisões de aumento do valor mínimo sempre causam polêmica, pois impedem o acesso a oportunidades de investimento.  

    21/10/2019