Teoria de Agência

Última modificação em 14 de Setembro de 2021 às 02:24

O que é teoria de agência?

Empresas são macrocosmos que existem com regras e conflitos próprios. Cada um desses macrocosmos funciona por meio de relações de poder entre indivíduos e é inevitável o surgimento de conflitos. A Teoria de Agência é um princípio que é comumente utilizado para analisar e compreender esse tipo de problema.

As dinâmicas interpessoais entre indivíduos tanto no ambiente mais amplo da sociedade como no mais reduzido da empresa, podem apresentar atritos que, por sua vez, acabam influenciando negativamente no trabalho. A Teoria de Agência analisa esses problemas por meio de dois conceitos: o do principal e o do agente.

O principal é um conceito que representa a figura de poder que ocupa o centro, ou seja, é aquele que está situado na hierarquia mais alta; por sua vez, o agente é a figura que representa os interesses do principal e pode ser um funcionário, fornecedor, acionista, entre outros. É importante que fique explicitado que existe aqui uma assimetria de poder e que nem sempre os interesses de ambas as partes estão alinhados.

A Teoria de Agência busca compreender estas relações, como elas se formam, a existência de conflitos e por meio de análise, trata de promover formas de resolver essas disputas sempre levando em consideração a melhor alternativa para a empresa e para os indivíduos envolvidos. Quando o principal delega funções ao agente, o que acontece é uma transferência de agência, de poder.

Como funciona a teoria de agência?

Ainda que a Teoria de Agência tenha um alcance amplo há três áreas em que essas disputas entre principal e agente são mais comuns: a diferença entre objetivos, a assimetria de informações e a diferença em relação à aversão ao risco. Nesses três casos, a teoria pode ser aplicada para analisar a fonte do problema e buscar possíveis resoluções.

A diferença de objetivos entre principal e agente é muito comum e até mesmo inevitável, uma vez que pessoas diferentes possuem visões de mundo e interesses diferentes. Se essas diferenças forem bem gerenciadas podem até gerar crescimento para a empresa, afinal, cenários de conflito geram novas possibilidades.

A assimetria de informações nada mais é do que o desencontro de informações entre as partes, ou seja, entre principais e agentes. A falta de comunicação pode ser especialmente nociva para a boa relação entre diferentes estratos da hierarquia corporativa, ainda mais quando uma das partes deve representar os interesses da outra.

Por sua vez, a aversão ao risco, ou melhor, a incompatibilidade entre níveis de tolerância ao risco é outro problema muito comum entre principal e agente. É possível que o agente tenha interesse em investimentos de alto risco, porém, para proteger os interesses da empresa, o principal vete essa possibilidade.

Esses três exemplos são alguns dos problemas mais comuns detectados pela Teoria de Agência e alguns métodos podem ser aplicados para melhor gerenciar esses conflitos, ou pelo menos, fazê-los trabalhar em favor da empresa.

Como aplicar a teoria de agência?

O termo "reduzir a perda de agência" foi cunhado para trabalhar esses problemas detectados entre principais e agentes de forma a, como o próprio nome diz, reduzir ao máximo os resultados dessa guerra de forças.

Uma das formas mais positivas de lidar com esses conflitos empresariais é buscar maximizar o lucro dos diretores por meio de incentivos a gerentes corporativos. Esses incentivos fazem com que o relacionamento entre as partes se torne mais cordial e menos conflituoso.

Oferecer participação nas ações como forma de valorizar o trabalho é uma opção popular que nasceu da Teoria de Agência. Trata-se de uma maneira lucrativa de trabalhar o relacionamento entre principais e agentes, diminuindo os conflitos ao aumentar as vantagens.

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