Última modificação em 19 de março de 2021

Quem é Sergio Cutolo?

Sergio Cutolo é um economista que ocupou funções de destaque em diversos órgãos públicos como o Ministério do Trabalho, o Ministério da Economia Fazenda e Planejamento e na Previdência Social. 

A frente da Caixa Econômica Federal, reestruturou o Sistema Financeiro da Habitação - SFA - para torná-lo mais atrativo e dinâmico.

No setor privado, merecem destaque a sua atuação como vice-presidente da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (ANBIMA), como diretor do Banco BTG Pactual e como conselheiro do Banco Pan S.A e do Pan Seguros S.A.

Trajetória Profissional

Sergio Cutolo dos Santos nasceu no dia 18 de dezembro de 1952, na capital do estado de São Paulo. No início da década de 60, se mudou com a família para Brasília onde cursou o ensino médio. Após concluir essa etapa, ingressou no curso de ciências contábeis na Universidade de Brasília - UNB - onde se formou com grande destaque. 

No início da década de 70, concluiu uma especialização em Teoria Econômica na mesma instituição. Ao concluir o curso, ingressou no Ministério da Fazenda onde trabalhou na comissão de fusão e incorporação.

Em 1979, passou a integrar o Ministério do Trabalho onde atuou como coordenador do Sistema Nacional de Emprego - SINE - e criou o I Plano Trienal, que buscava conter a inflação e ampliar as relações comerciais do Brasil com os outros países. 

Entre os anos de 1985 e 1989, Sergio Cutolo continuou trabalhando no Mistério do Trabalho onde implementou diversas políticas ligadas a geração de emprego e renda. 

Como um dos responsáveis pela pasta, o economista pregava a desvinculação entre os benefícios previdenciários e o salário mínimo, o que chamou de ‘racionalização das contribuições sociais’.  Segundo ele, essa política contribuiria para desonerar a folha de pagamento e diminuir os elevados níveis de inadimplência das empresas.

Também era responsável pela política de cargos e salários dos funcionários públicos federais. Em janeiro de 1990, o economista assumiu o setor financeiro do Ministério do Trabalho a convite do então presidente Fernando Collor de Mello.

Em julho de 1991, passou a desempenhar a função de secretário do Ministério da Economia, Fazenda e Planejamento. No mesmo ano, assumiu o cargo de gestor do Programa Nacional de Desestatização, que visava reduzir a participação da administração pública em determinados serviços públicos e fornecer serviços de melhor qualidade para a população.

Em 1993, passou a gerenciar a Previdência Social a convite do então presidente da república, Itamar Franco. Deixou o cargo em 1995 para assumir a presidência da Caixa Econômica Federal, o objetivo era reestruturar o banco de modo a aumentar a sua participação no mercado. 

Também reestruturou o programa de financiamento de imóveis da Caixa, o Sistema Financeiro de Habitação (SFH), visando reduzir o déficit habitacional do país com recursos provenientes do FGTS e da caderneta de poupança. O economista também buscou modernizar a empresa e torná-la mais competitiva. 

Sergio Cutolo permaneceu a frente da Caixa Econômica Federal até o final de 1999, quando assumiu a diretoria Secretaria de Desenvolvimento Urbano. Com a extinção da pasta, migrou para a iniciativa privada encerrando um longo período trabalhando no Planalto Central e sua participação na gestão pública federal.

Assumiu o cargo de consultor do Banco Pactual,  banco especializado em capital de investimento, capital de risco e em gerenciamento de ativos globais. Em 2001, se tornou sócio da empresa que passou a se chamar BTG Pactual. No mesmo ano, assumiu o cargo de conselheiro no Banco Pan S.A. e Pan Seguros S.A.

Em 2019, passou a ocupar ainda o cargo de vice-presidente da ANBIMA, instituição responsável pela regulamentação do mercado de capitais brasileiro.

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