Última modificação em 7 de junho de 2021

Quem foi Rui Veiga?

Rui Veiga foi um dos jornalistas brasileiros a participar da Assembleia Nacional Constituinte, em 1987, após 21 anos de regime militar no Brasil. Além disso, também foi representante de instituições governamentais e possui passagem pelo setor financeiro.

Nascido na cidade de São Paulo em 1950, Rui Veiga se formou em física pela Escola Politécnica da USP (Poli-USP) na década de 60. Anos mais tarde, estudou engenharia na mesma instituição e posteriormente graduou-se em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero.

Pelo seu histórico acadêmico é possível perceber que Veiga possuía conhecimento em diversas áreas, o que certamente contribuiu para uma carreira profissional repleta de boas empresas, tais como O Estado de São Paulo (O Estadão), Folha de São Paulo, O Globo e Gazeta Mercantil.

Por ser filho de pais ligados ao Partido Comunista Brasileiro (PCB), Veiga tinha opiniões muito claras em relação a situação política daquela época. Ainda nos anos 60, participou ativamente de reuniões do PCB, além de se envolver no movimento Ação Libertadora Nacional (ALN), comandado por Carlos Marighella a partir de 1967. 

O posicionamento político contra o regime militar instituído no Brasil em 1964 levou Rui a prisão, fazendo com que se mudasse para outro país após ser solto.

Passou a década de 70 vivendo no exterior com outra identidade, mas ainda assim continuou prestando serviço para grandes veículos de comunicação como O Pasquim, Jornal Versus, Movimento e De Fato. 

Trabalhou como repórter em canais de impressa argentinos, espanhóis e portugueses. Em 1979, Veiga voltou para o Brasil e foi figura presente no MDB - Movimento Democrático Brasileiro - ainda em oposição ao governo militar. Foi parceiro de Ulisses Guimarães na Assembleia Nacional Constituinte de 1987.

Além de trabalhar como jornalista e participar de movimentos políticos, Rui Veiga também atuou como executivo no setor financeiro da antiga instituição Nossa Caixa Nosso Banco, sob comando do ex-governador do Estado de São Paulo, Mário Covas.

Chegou a ser nomeado vice-presidente da União Brasileira de Escritores (UBE) anos antes de seu falecimento, que aconteceu em 16 de junho de 2020.

Como Rui Veiga ganhou notoriedade no mercado financeiro?

De fato, Rui Veiga possuía uma relação mais estrita com o jornalismo e com a política do que com o mercado financeiro. Não há relatos que ele foi um investidor ou tenha realizado qualquer tipo de operação similar em sua vida particular.

Entretanto, ter atuado como executivo no setor financeiro da antiga instituição Nossa Caixa Nosso Banco deu a Veiga certa visibilidade no mercado financeiro, principalmente pelo histórico do banco e toda sua trajetória até fosse incorporado ao Banco do Brasil.

O Nossa Caixa Nosso Banco já vinha passando por uma série reformulações, desde quando a Caixa Econômica foi aprovada em alguns Estados brasileiros. Em 1990, tornou-se um banco de múltiplas ações e, 10 anos depois, assumiu a posição de banco oficial de São Paulo.

Na época, tornou-se uma S/A, mudando o nome para Banco Nossa Caixa S/A. Em 2001, converteu-se para companhia de economia mista e expandiu sua agência para outros Estados. Em 2005, juntou-se à BOVESPA e transformou-se em uma instituição de capital aberto.

Rui Veiga foi parte essencial de todas essas modificações, já que estava a frente do comitê de finanças do banco. Em 2008, presenciou a aquisição do Banco do Brasil, que comprou a Nossa Caixa por R$ 5,38 bilhões, tornando-se o maior banco do estado de São Paulo.

Claro que muitas dessas decisões estavam vinculadas a interesses políticos de Mário Covas e, pelo fato de Rui Veiga ter sido tão presente nesse aspecto social, soube lidar com as exigências burocráticas envolvidas nas operações de negociação.

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