Última modificação em 26 de fevereiro de 2021

O que é RoMaD?

O RoMaD, ou retorno sobre o Máximo Drawdown, é uma métrica de retorno ajustado ao risco utilizada como uma alternativa para o Índice de Sortino ou para o Índice de Sharpe. Outra utilização bastante comum para esse índice é na análise de fundos de hedge. Para se expressar, utiliza a seguinte fórmula:

RoMaD = retorno do portfólio / redução máxima

Ele é, então, uma maneira bastante diferenciada de observar o desempenho do portfólio em geral. Essa métrica está sendo bastante utilizada, uma vez que o Máximo Drawdown está se tornando a forma preferida de expressão dos riscos de uma carteira de fundos de hedge para os investidores que acreditam que os padrões de perda observado em períodos mais longos são a melhor representação para a exposição real.

O que é Máximo Drawdown?

O Máximo Drawdown, também chamado de MDD ou reduções máximas, é a perda máxima observada de um pico até o vale de uma carteira — antes que outro pico seja atingido. Ele, então, é considerado como um indicador de risco de baixa ao longo de um determinado período. Pode ser utilizado de forma independente ou como uma entrada em outras métricas, como o Calmar e o próprio RoMaD.

É importante frisar que o MDD mede apenas o tamanho da maior perda e não leva em consideração a frequência das outras grandes perdas. Por isso, ele não indica quanto tempo levou para um investidor se recuperar dessa perda ou sequer se o investimento conseguiu se recuperar.

Como o RoMaD funciona na prática?

De forma bastante prática, os investidores querem ver reduções máximas que sejam metade do retorno anual do portfólio — ou até menos. Isso significa, então, que se o Máximo Drawdown for de apenas 10% em um determinado período, o desejo é que o retorno seja de 20%, ou seja, que o RoMaD seja igual a 2. Por isso, quanto maiores forem os saques de um fundo, maior será a expectativa desse retorno.

Da mesma forma que acontece com várias outras métricas de avaliação, as expectativas de desempenho do RoMaD são moderadas pelos desempenhos de outros investimentos que ocorrerem no mesmo período. Isso significa que haverá momentos de condições desafiadoras no mercado em que um RoMaD de 0,25 será estelar ao levar em consideração todas as outras variantes.

Qual seria um exemplo de RoMaD?

Como dito anteriormente, o RoMaD é o retorno médio em um determinado período avaliado de uma carteira e é expresso como uma proporção de nível de Máximo Drawdown. Por isso, a sua utilização permite que investidores se perguntem se estão dispostos a aceitar uma redução ocasional de X% para gerar um retorno médio de Y%.

Vamos a um exemplo para ficar mais fácil de entender. Se o valor máximo alcançado para um portfólio até o momento da análise foi de R$ 1 mil e o nível mínimo subsequente foi de R$ 800, a redução máxima é de 20%. Esse resultado foi alcançado ao subtrair os valores e dividir o resultado por mil.

Agora imagine que o mesmo portfólio tivesse um retorno anual de 10%. Nesse caso, o Máximo Drawdown seria de 20% e o retorno seria de 10% para um RoMaD de 0,5. Os investidores podem, então, usar esse benchmark para fazer a comparação com outras carteiras. O resultado desse exemplo seria que, para eles, um RoMaD de 0,5 seria considerado como um investimento mais atraente do que um que tenha um Máximo Drawdown de 40% com um retorno de 10% — o que apresentaria um RoMaD de apenas 0,25.

De forma bastante superficial, os retornos de ambas as carteiras são os mesmos, mas uma delas é considerada como muito mais arriscada que a outra. Daí a importância em conhecer e utilizar métricas eficientes como o RoMaD.

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