Reserva Monetária

Última modificação em 28 de Julho de 2021 às 11:54

O que é Reserva Monetária?

A reserva monetária, ou reserva internacional, corresponde a quantia de ativos estrangeiros que o Banco Central (BACEN) detém em forma de poupança. Em outras palavras, são reservas de dólares, euros e demais moedas.

O BACEN costuma utilizar sua reserva monetária para equilibrar o fluxo econômico brasileiro quando o mesmo se encontra ameaçado em função de crises cambiais ou, ainda, pela alta volatilidade de moedas estrangeiras.

As crises cambiais e alta volatilidade podem acontecer por diversos motivos, sendo o mais comum deles o desequilíbrio entre as negociações de dólar, real, euro, e assim por diante. Para que você compreenda melhor, vamos falar sobre sistema cambial como um todo.

Quando um estrangeiro deseja realizar operações financeiras, ele precisa utilizar o real, certo? Portanto, essa pessoa precisa trocar sua moeda de origem para a moeda local, concretizando a prática cambial que todos nós conhecemos.

Entre essa troca de moedas existe o que nós chamamos de cotação, ou seja, uma equivalência de valores: 1 dólar, nos Estados Unidos, equivale a "x" reais aqui no Brasil.

A cotação é calculada diariamente a partir da taxa PTAX800, que toma como base os níveis de negociação entre as duas moedas, ou seja, os níveis de oferta e demanda. Essa taxa define se, para nós, o dólar estará mais caro ou mais barato em determinado momento.

Assim funciona o sistema cambial, permitindo que o Brasil esteja envolvido no comércio internacional e faça parte de um rede de negociações globais.

Qual é a importância de uma Reserva Monetária?

Quando o valor do dólar está elevado as operações de exportação acontecem com muito mais facilidade, já que a figura estrangeira possuirá maior poder de compra em nosso território. Do contrário, quando o dólar está mais barato, operações de importação são mais interessantes, já que o poder de compra dos brasileiros será maior no exterior.

Entretanto, quando há negociação excessiva entre um dos lados, o BACEN precisa intervir para impedir que o preço do dólar não suba demasiadamente. Por ser a instituição financeira responsável pela gestão da política econômica do país, acaba lidando também com nossos processos cambiais.

Quando há pouca oferta e muita demanda de dólar, o valor da moeda fica mais alto, e o BACEN precisa intervir disponibilizando parte da sua reserva monetária para que a oferta de dólar seja maior e seu preço fique menor.

Como a cotação do dólar depende dos níveis de oferta e demanda da moeda, o BACEN pode, ainda, utilizar alguns mecanismos (swap cambial e swap cambial reservo, por exemplo) para garantir que não haja uma oscilação muito grande, sabe?

Quando o Banco Central não quer se desfazer de sua reserva monetária, ele faz um contrato com as instituições bancárias se comprometendo a pagá-las pela valorização que o dólar tiver até determinada data. Essa estratégia é o que chamamos de swap cambial.

Se o dólar está equivalente a 4 reais, por exemplo, o contrato cambial prevê que o BACEN deverá pagar cada centavo que ultrapasse esse valor as instituições bancárias. Elas, por sua vez, deverão pagar ao Banco Central o valor de rendimento das taxas SELIC /DI.

Não há troca física de ativos, apenas do rendimento que os indexadores de cada moeda produzirem enquanto o contrato estiver vigente. 

O swap cambial reverso, por sua vez, funciona praticamente da mesma forma, mas acontece quando é o real que está mais caro, ao invés do dólar. Dessa vez, o Banco Central pagará pelo rendimento das taxas SELIC/DI, enquanto as instituições financeiras pagarão pela possível valorização do dólar.

Portanto, o Banco Central tem a opção de utilizar sua reserva monetária para lidar com qualquer crise cambial e desequilíbrio na flutuação do dólar, ou então, utilizar tais estratégias para combater essas complicações econômicas.

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