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Realocação de Ativos

Autor:Equipe Mais Retorno
Data de publicação:06/09/2021 às 12:13 - Atualizado um mês atrás
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O que é realocação de ativos?

A realocação de ativos, também conhecida como alocação de ativos, é a forma com que os investidores dispõem os investimentos na carteira.

Ao investir pela primeira vez, mesmo que exista toda uma lógica na distribuição dos papéis, com o passar do tempo, a estratégia pode não ser mais a melhor possível. 

Enquanto títulos de longo prazo desvalorizam, os de curto prazo desvalorizam. Ou, enquanto a Renda Fixa ganha força, a Renda Variável perde. E assim por diante. Daí a necessidade de realocar os ativos.

Qual a diferença entre alocação e realocação de ativos?

Apesar de os termos praticamente terem se tornado um vício de linguagem, pois dizem que têm o mesmo significado, é recomendável entender a diferença.

A alocação é quando você começa a investir pela primeira vez. Normalmente, ela varia de acordo com o perfil do investidor, veja:

  • conservador: 80% em Renda Fixa e 20% em Renda Variável;
  • moderado: 60% em Renda Fixa e 40% em Renda Variável;
  • arrojado: 40% em Renda Fixa e 60% em Renda Variável.

Depois de definir essa proporção, uma boa alocação também planeja quais tipos de investimentos farão parte da carteira. 

Por exemplo, em Renda Fixa, é possível escolher Tesouro Direto, Letras de Crédito, Certificados de Depósito Bancário (CDBs) etc. Em Renda Variável, é possível variar entre ações, moedas, commodities, fundos imobiliários, criptomoedas, ouro, entre outros.

Por último, define-se a proporção de cada tipo de investimento.

Imagine que você tem R$ 2400 para Renda Fixa e R$ 1600 para renda variável. Uma sugestão é direcionar R$ 1200 em Letras de Crédito (LC) e R$ 1200 para CDBs. Da mesma forma, na Renda Variável, poderia ser R$ 950 em ações e R$ 650 em criptomoedas.

Finalizado esse processo, à medida que o tempo passa, as porcentagens podem não continuar assim. Porque os ativos valorizam e desvalorizam. E aí entra a necessidade de realocação dos ativos.

Como funciona a realocação de ativos

Retomando o exemplo, imagine que no mês seguinte, por conta de todos os acontecimentos no mercado, a sua carteira apresentou R$ 1350 em LC e R$ 900 no mercado acionário — diferente dos R$ 1200 e R$ 950, alocados inicialmente.

As proporções desses ativos na carteira, sendo assim, foram modificadas. A realocação tem o objetivo de reequilibrar isso.

Quais os tipos de realocação de ativos?

Agora que você entendeu que investir não é “abandonar” o dinheiro na corretora, conheça algumas estratégias que ajudam a gerenciar os ativos e ter mais retorno.

Estratégica

Vamos presumir que um investidor tenha uma rentabilidade histórica de 25% na Renda Variável e 15% na Renda Fixa, ou seja, 40% no total. 

Ele pode realocar a carteira com 50% do patrimônio em Renda Fixa e 50% na Variável. Assim, ele terá uma rentabilidade de, em média, 20%.

Segurada ou Constant Proportion Portfolio Insurance (CPPI)

É uma realocação baseada em limites ou pisos. 

Resgatando novamente o nosso exemplo do começo do texto, a perda, com as ações, foi de R$ 50. Na realocação segurada, imagine que você pôs um limite de R$ 100. Portanto, se no mês seguinte as ações desvalorizarem R$ 100, esse dinheiro será realocado para algum ativo de Renda Fixa.

Por ponderação constante ou Constant Mix

É a tentativa de restabelecer as porcentagens para a posição inicial, na alocação. 

Lá no nosso exemplo, as exposições das LC e das ações passaram de 0,3% e 0,23% para outros valores — a depender dos rendimentos dos ativos restantes da carteira. Vamos imaginar que as proporções passaram a ser 0,4% e 0,15%. 

Portanto, basta retirar um pouco de dinheiro das LC e comprar mais ações para tentar restabelecer a realocação de ativos prévia.

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