Última modificação em 12 de abril de 2021

Quem foi Paulo Geyer?

Paulo Geyer foi um empresário carioca do ramo petroquímico e que contribuiu também para o segmento das artes plásticas. 

Um dos fatos mais marcantes sobre ele foi o seu papel na fundação da UNIPAR (União de Indústrias Petroquímicas S.A.), nos anos 40, a qual hoje, mais de 80 anos depois, se tornou a maior produtora de cloro-soda cáustica do continente e a segunda maior na fabricação de PVC.

Como foi a trajetória de Paulo Geyer? 

Paulo Fontainha Geyer nasceu no Rio de Janeiro, no ano de 1921. O seu pai, Guilherme Geyer, trabalhava na Empresa Brasileira de Mineração Limitada e a sua mãe, Cândida Fontainha, também tinha um vínculo com as indústrias de base. Ela era descendente de Henrique Halfeld, um alemão especialista em balizamento que veio ao Brasil por ordem do império nacional para atuar nas obras do Rio São Francisco.

Com toda essa herança familiar, aos 27 anos, Paulo passou a trabalhar como assistente de diretoria da Refinaria de Capuava. Em pouco tempo, foi promovido à diretoria comercial e, depois, à presidência. 

Em 1969, a Revista Visão declarou Paulo Geyer como o “Homem de Visão”, graças à sua participação no desenvolvimento econômico do país. Nos Estados Unidos, 20 anos depois, ele também recebeu o título de “Homem do Ano”, pelo presidente da Monsanto, Richard Mahoney.

Nos anos 70, transferiu os seus ativos para à UNIPAR e participou de várias gestões da companhia, inclusive quando ela constituiu a Rio Polímeros, que instalou o primeiro complexo gás-químico no Brasil a utilizar derivados de gás natural como matéria-prima.

Anos depois, Geyer entrou para o segmento financeiro como membro dos Conselhos de Administração de algumas instituições financeiras, como o UNIBANCO (União de Bancos Brasileiros). 

Ele também participou da fusão entre os bancos Comercial Brasul e Big-Univest, que originaram o BU (Banco União Comercial) — adquirido pelo Banco Itaú, posteriormente.

Em 2004, aos 83 anos e em internação hospitalar há 40 dias, Paulo morre e deixa o seu neto Frank Geyer como presidente do Conselho de Administração da UNIPAR.

O empresário era casado com Maria Cecília Geyer e teve 5 filhos.

A situação da UNIPAR

Em 2008, a UNIPAR entrou com 60% dos ativos, a Petrobras com 40% e, juntas, formaram a Quattor, que se tornou a segunda maior empresa petroquímica brasileira.

No ano seguinte, ainda pelos efeitos da crise de 2008, a Braskem, maior petroquímica nacional, a incorporou e hoje ela tem 11 unidades pelo Brasil. 

Já a UNIPAR Carbocloro se saiu ainda melhor, por adquirir uma empresa argentina de PVC e soda cáustica e garantir a participação em toda a cadeia produtiva, do cloro ao PVC, além de triplicar o número de fábricas e da sua produção.

Outros destaques e contribuições de Paulo Geyer

O casal Geyer montou uma coleção de arte, em quase 30 anos, com mais de 3 mil livros, mais de mil pinturas, além de louças, móveis, pratarias e uma propriedade de 20 mil m² aos pés da famosa estátua do Cristo Redentor. 

Esse imóvel, inclusive, foi tombado e denominado “Casa Geyer”. Em 2022, será aberto ao público como museu. 

A proposta de transformar a casa em museu já se arrastava por anos, até que um dos netos de Paulo Geyer, Frank, o mesmo que passou a assumir a Administração da UNIPAR, conseguiu um aporte de R$ 1,2 milhão. Ele, inclusive, morou no local em torno de 10 anos da sua vida.

A outrora coleção de Paulo Geyer, agora Casa Geyer, vale, em média, meio bilhão de reais e contém obras de artistas como Nicolas-Antoine Taunay e Thomas Ender. Além disso, o Rio Carioca transpõe os seus jardins. 

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