Última modificação em 2 de fevereiro de 2021

O que é Paradoxo da Parcimônia?

O paradoxo da parcimônia é um conceito que diz respeito a uma situação bastante conflitante sobre a poupança na macroeconomia [/link].

A palavra paradoxo, em sua tradução literal, pode significar "opinião contrária ao senso comum", "contradição ou oposição aparente" ou "ausência de nexo; falta de lógica". Se trata de uma afirmação auto contraditória, pois exprime uma positividade que, ao mesmo tempo, tende a ser negativa.

Já a palavra parcimônia pode ser compreendida como sinônimo de "sobriedade", "equilíbrio", "tranquilidade", "moderação" ou "poupança". 

Ao juntarmos uma coisa com a outra, podemos definir e compreender esse conceito econômico a partir de seus próprios termos: no universo financeiro, o paradoxo da parcimônia representa a ideia de que haja certa contradição nos benefícios de uma poupança!

Como o Paradoxo da Parcimônia funciona?

Desenvolvido por John Maynard Keynes [/link], esse conceito - também conhecido como "paradoxo da poupança - representa a delicadeza de uma situação que influencia diretamente na situação financeira do país.

Imagine a si mesmo, no conforto da sua própria realidade - componente de uma micro economia, vamos dizer assim. Pode ser que tenha um objetivo de curto [/link], médio [/link] ou longo prazo [/link], que demande de certa quantia financeira.

Poupar dinheiro parece uma ótima ideia! Você abre mão do consumo no presente para alcançar seus objetivos futuros, como a compra de um bem material ou investimento em algum projeto super importante.

Essa ação, de fato, é muito benéfica e vantajosa a depender dos seus objetivos. Agora, imagine que absolutamente todos os brasileiros pensem como você...

"Bom pra eles; pra todos nós!" Será mesmo?

O paradoxo da economia parte de um princípio muito simples: o excesso de poupanças individuais é capaz de reduzir a poupança bruta. Em outras palavras, o conjunto da micro economia pode não favorecer a macro, considerando a redução das atividades comerciais.

Perceba o ciclo: quanto mais as pessoas poupam, menor é o consumo no país. Quanto menor o consumo no país, mais o Produto Interno Bruto (PIB) se torna desvalorizado. Com isso, as empresas não tem condições de manter seus funcionários, fazendo com que o desemprego aumente.

E adivinha - aí está o paradoxo! - quanto mais pessoas desempregadas, menores são as chances e condições de continuarem poupando dinheiro. O que se mostra eficaz no início, pode ser prejudicial no fim.

Não estamos dizendo que poupar seja errado, muito menos uma prática a ser evitada. O paradoxo da parcimônia concentra suas expectativas na economia como um todo, do ponto de vista macro.

Isso significa que o verdadeiro problema está no excesso - ou na falta de equilíbrio, como queira chamar. O próprio aumento das poupanças individuais pode fazer com que não seja possível, nem tampouco viável, continuar a poupar dinheiro no futuro.

Já havia pensado dessa forma? É uma situação de dar nó na cabeça...

Como resolver ou evitar o Paradoxo da Parcimônia?

Caso o paradoxo da parcimônia já seja uma realidade, a retomada do consumo é a melhor opção.

Uma vez que haja atividade econômica, o PIB se torna valorizado e as empresas conseguem manter seus funcionários - colaborando para o pleno emprego no país. Os cidadãos, por suas vezes, poderão manter suas poupanças.

Isso mesmo, manter suas poupanças! Dessa vez com um pouco mais de responsabilidade, mas ainda assim é uma ação necessária, pois o aumento excessivo do consumo pode gerar o descontrole da inflação [/link].

Ou seja, o equilíbrio entre gastar e consumir é essencial! Se poupar demais, as atividades econômicas ficam paralisadas e as pessoas perdem poder aquisitivo. Do contrário, se consumir além da conta, a inflação vai lá em cima e as pessoas perdem poder de compra.

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