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Termos começando com "K"

  • KYD (Dólar das Ilhas Cayman)

    O que é KYD (Dólar das Ilhas Cayman)? KYD é a abreviatura da moeda — ou símbolo de moeda — para o dólar das Ilhas Cayman. Essas ilhas são um território britânico ultramarino que inclui o Cayman Brac, a Grand Cayman (algo como a Grande Cayman) e a Little Cayman, ou Pequena Cayman em livre tradução. As Ilhas Cayman são um centro financeiro offshore muito bem estabelecido. A moeda que circula por lá é disponibilizada em denominações de 1, 5, 10, 25, 50 e 100 dólares, assim como moedas físicas. A Autoridade Monetária das Ilhas Cayman é a instituição responsável pela administração. Como o KYD surgiu e quais são as suas maiores características? O dólar das Ilhas Cayman foi instituído pela primeira vez no ano de 1972. Ele substituiu o dólar jamaicano na base de 1 para 1. Tanto a moeda jamaicana quanto a das Ilhas Cayman foram utilizadas no território até o fim de 1972, quando a primeira foi descontinuada. O KYD em circulação é composto por moedas cunhadas pela World Coin Corporation nas denominações de 1 centavo e 5, 10 e 25 centavos. As notas, ou o papel-moeda de todo o território, foram produzidas originalmente por Thomas de La Rue and Company nas denominações de 1, 5, 10 e 25 dólares. Essa moeda tem dois símbolos conhecidos: o $ e o CI$. A British Royal Mint foi a responsável por cunhar a moeda nas denominações de 40, 50 e 100 dólares das Ilhas Cayman. No ano de 1974, a Lei Monetária de 1971 foi atualizada para que fosse possível refletir a paridade entre o KYD e o dólar americano (USD) — que, nesse caso, é de KYD 1 = USD 1,20. Essa lei também é conhecida como Lei da Moeda e está em vigor até hoje. Desde o ano de 1997, porém, a Autoridade Monetária das Ilhas Cayman é responsável pela emissão de todas as moedas dentro do território em questão. Como um exemplo da paridade entre as duas moedas, suponha que alguém esteja enviando uma transferência eletrônica para as Ilhas Cayman e queira converter 1 mil USD em KYD. A troca resultaria em 833,60 dólares das Ilhas Cayman — já que a conta seria 1 mil dividido por 1,20. O que são as Ilhas Cayman? As Ilhas Cayman são um grupo de territórios insulares que pertencem ao Reino Unido. Estão localizadas no Mar do Caribe e, inicialmente, Cristóvão Colombo nomeou essa cadeia de ilhas de Las Tortugas, já que havia grande número de tartarugas na região. As ilhas pertencentes ao Little Cayman, Cayman Brac e Grand Cayman são conhecidas principalmente pelas suas atrações turísticas e também pelos serviços financeiros internacionais. Tudo isso se deve às suas praias pitorescas e à pouca supervisão regulatória do setor bancário. Todo o território ganha uma quantia substancial de dinheiro com taxas associadas ao registro — e renovação — de empresas offshore e de fundos de hedge. A indústria de serviços financeiros nas Ilhas Cayman gera, sozinha, cerca de 55% da economia das ilhas. As ilhas Cayman redigiram a sua constituição em Lei no ano de 2009. Ela afirma que um governador nomeado passa a ser o chefe de Estado e passa a agir em nome do monarca em exercício. As ilhas ainda são representadas pela monarquia britânica — representada atualmente pela rainha Elizabeth II. A capital das ilhas é George Town e é lá que se encontra o Museu Nacional das Ilhas Cayman. Por meio dele é possível que os visitantes aprendam tudo o que precisam saber sobe as ilhas e as suas histórias. Em relação à escolaridade, ela é gratuita — e obrigatória — no nível primário. As ilhas ainda contam com três universidades disponíveis para os residentes que expressarem o desejo de cursar a educação superior.

    14/06/2022
  • Kathy Warden

    Quem é Kathy Warden? Kathy Warden é empresária e CEO da Northrop Grumman, empresa do setor de defesa e considerada a quinta maior do mundo. Ela é especialista em cibersegurança e TI e ocupa a 44ª posição na lista das 100 mulheres mais poderosas da Forbes, de 2020. Como Kathy Warden tem construído sua carreira? Kathy nasceu em 1970 e concluiu sua formação educacional com um MBA em Administração em 1999. Ela começou sua carreira na General Electric, passando pela General Dynamics e Veridian Corporation. Em 2008, a empresária entra para a Northrop Grumman e é promovida ao longo dos anos até que ocupa o cargo de CEO em 2019. Entre as suas atribuições estão: gestão operacional dos quatro setores da empresa; organização de serviços empresariais; liderança do envolvimento da organização com os clientes e parceiros; integração do novo setor de Sistemas de Inovação da Northrop. Além disso, ela trabalhou no Conselho Consultivo da Internet para Bill Clinton, em seu mandato, e no Banco Central de Richmond. Como investir na empresa de Kathy Warden? Agora que você conheceu a Warden e como a Northrop se diferencia com presença feminina — pelo menos daqui do Brasil — talvez seja útil saber como investir nela, não é? O ticker da organização, na Bolsa de Nova Iorque (NYSE), é NOC e, neste momento, cada ação está valendo US$ 350,24. A última vez que ela pagou dividendos foi em fevereiro de 2020, a US$ 1,45 por ação, com Yield de 2%. Os ETFs compõem outro método para investir na empresa. Há 206 opções de ETF que incluem a Northrop, sendo o SPDR S&P 500 ETF Trust (SPY), o fundo que possui mais ações dela, em proporção. Porém, o que está em primeiro lugar, em termos de performance, é o fundo ProShares UltraPro S&P500. Além de Kathy Warden, que outras mulheres estão à frente na indústria de Defesa? Mulheres nos cargos de liderança já não é algo tão comum de se observar, porém mais inusitado ainda é uma executiva nesse setor de Defesa. Felizmente, três das cinco maiores empresas internacionais do setor têm mulheres na liderança: Kathy Warden, na Northrop Grumman; Phebe Novakoic, na General Dynamics; Leanne Caret, na Boeing Defense. E como se encontra a indústria bélica do Brasil? Ainda não foram coletados muitos dados a respeito, mas não há indícios de alguma colaboradora mulher em uma posição estratégica entre as principais empresas, como Taurus e Embraer. Quando verificamos as Forças Armadas, as últimas informações, de 2017, mostram que apenas 8% do contingente militar total do país é formado por mulheres. A polêmica do revólver cor de rosa Nos EUA, a cultura armamentista é forte, enquanto aqui não é tão bem-aceita e, por vezes, até combatida. A polêmica que a Taurus se envolveu ilustra bem. Em março de 2021, no Dia Internacional da Mulher, a indústria de armas lançou um novo produto, o revólver RT85 UL Strong Women. A intenção era incentivar as mulheres a serem “fortes e bem armadas”. Mas, sobretudo pelo quadro delicado pelo qual passamos aqui no Brasil, de feminicídio, a campanha foi vista de forma bastante negativa. Principalmente entre militantes de Esquerda, a percepção foi que um dia de comemoração dos direitos femininos recebeu uma “mensagem de morte”. Por isso é difícil comparar a indústria bélica do Brasil com a de países como os EUA, onde Kathy Warden nasceu e construiu carreira, pois, neste último caso, ambos os partidos políticos têm a Defesa como uma de suas prioridades.

    06/12/2021
  • Key Rate Duration

    O que é Key Rate Duration? A Key Rate Duration (KRD) mede como o preço de um título muda quando o vencimento dele se altera em 1%. Esse conceito, portanto, remete à Effective Duration. Isso porque ela mede a sensibilidade do preço do título às mudanças da taxa de juros. Mas, quando falamos da Key Rate Duration, embora comparamos também o preço, a outra variável é a data de vencimento do ativo, não os juros. Se você se interessa pelos títulos do Tesouro Direto, pelos CDBs (Certificados de Depósitos Interbancários) e LCIs (Letras de Crédito Imobiliários) — investimentos mais comuns que podem envolver a KRD — vale a pena entender esse conceito.  Como calcular a Key Rate Duration de um título? A fórmula desse indicador é: KRD = P- - P+ / 2 x 0,01 x Po Onde: P- = preço do título depois de uma redução de 1% no seu vencimento;P+ = preço do título depois de um aumento de 1% no seu vencimento;Po = preço original do título . Por exemplo, suponha um título de R$ 3500 que, com uma diminuição de 1% no seu vencimento valeria R$ 3700 e um acréscimo de 1% ele passaria a valer R$ 2950. KDR = (3700 - 2950) / 2 x 0,01 x 3500 KDR = 750 / 70 = 10,7. E o que isso quer dizer? Que para cada mudança de 1% no vencimento do título, o seu preço deve variar, aproximadamente, em 10,7%.  Quando pensamos em comprar títulos, em 2021, com vencimento para 2035 e até 2050, o retorno é bastante positivo, mas e a liquidez?  A Key Rate Duration é uma forma de você avaliar cada título, com diferentes prazos, para ajudar na tomada de decisão.  Mas lembre-se de que, independente dos prazos, o título só renderá 100% se o investidor ficar com ele até o fim, ou seja, sem vendê-lo. Qual a importância da Key Rate Duration? Na prática, a Key Rate Duration é utilizada em análises comparativas de títulos. Suponha que um título X tem uma Key Rate Duration de 0,5% em um prazo de vencimento de 1 ano e de 0,9%, para um vencimento de 5 anos. Um título Y, por sua vez, tem uma KRD de 1,2% para um ano e 0,3% para o prazo de 5 anos. Logo, é possível afirmar que o título Y, a curto prazo, tem quase o dobro de sensibilidade do título X. Porém, na região mais intermediária da curva, esse mesmo título Y tem uma sensibilidade reduzida. Key Rate Duration e Curva a termo Acabamos de mencionar a “região mais intermediária da curva”. Mas você sabe de que curva estamos falando? A curva a termo é o estudo do comportamento dos juros de um título ao longo do tempo — normalmente nos investimentos de renda fixa. Ela também é conhecida como Yield Curve ou curva de juros. Normalmente, quanto menor o prazo de vencimento, menor a taxa de juros. É por isso que, no nosso exemplo com a KRD, prazos menores geravam uma diferença de preço do título menor, comparado ao efeito do acréscimo no vencimento.   Ainda sobre a curva, também existe um ponto que vale a pena ser reforçado: os efeitos que a Yield Curve pode sofrer, como achatamento, mudança paralela, torção, entre outros. Quando a inflação está alta, por exemplo, a curva de juros se torna achatada. Isso porque as taxas de juros de longo prazo ficam muito próximas às de curto prazo.  Sendo assim, as mudanças de curvatura da curva de juros não afetam, diretamente, a KRD. No entanto, sabemos que o preço de um título não depende só do vencimento, mas da taxa de juros aplicada.  Por isso, essas mudanças (achatamento, torção etc.) afetam sim a Key Rate Duration.

    26/08/2021
  • Kanban

    O que é Kanban? O Kanban é uma ferramenta utilizada em sistemas de gestão com objetivo de otimizar qualquer tipo de escala produtiva. Essa ferramenta faz parte do Just-in-time (JIT), filosofia que visa reduzir o desperdício de recursos em uma empresa. O Kanban foi desenvolvido na década de 60 por uma das maiores referências do setor automobilístico, a empresa Toyota. A criação dessa ferramenta foi consequência da crise de 1929, mais conhecida como A Grande Depressão, onde o consumo de bens e serviços foi drasticamente reduzido nos Estados Unidos, causando um impacto mundial. Antes da crise econômica, o comercio americano ia de vento em poupa. Diversas indústrias podiam produzir sem se preocupar em desperdiçar recursos, já que o nível de consumo era altíssimo. Depois da quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque, além das consequências da Segunda Guerra mundial, grandes gestores e empresários se viram diante de uma nova realidade. Como produzir sem que a mercadoria fique parada em estoque por falta de venda? Como produzir o suficiente para que não falte no mercado? Diante desses questionamentos, os líderes da Toyota desenvolveram uma ferramenta simples e de baixo custo, mas extremamente eficiente para resolver tais conflitos. Como o Kanban funciona? O Kanban é uma ferramenta completamente visual. Sua funcionalidade consiste na elaboração de um quadro com algumas colunas e utilização de cartões ou papeis coloridos – como o post-it que conhecemos hoje em dia. As colunas do quadro podem ser classificadas de acordo com os processos produtivos pelo qual o produto precisa passar até ficar pronto e ser comercializado, ou então serem resumidas a três etapas principais: “fazer”, “fazendo” e “feito”. Os cartões coloridos, por sua vez, representam o produto principal da indústria e são colocados na coluna referente a etapa em que o mesmo se encontra. As cores servem para demonstrar diferentes prioridades, como “urgência” ou “dentro do prazo”. Por ser uma ferramenta visual, é possível identificar onde os produtos se encontram ao longo da cadeia; em que fase estão e qual é o prazo para que sejam concluídos e comercializados. Também é possível identificar a quantidade de produtos a serem feitos em comparação com a quantidade disponível em estoque. O Kanban é uma ferramenta que afeta diretamente a gestão administrativa e contábil de uma companhia. Quais são os benefícios do Kanban? O Kanban proporciona uma identificação imediata de como anda o processo produtivo de uma indústria. É uma ferramenta manuseada pelos gestores ou líderes das equipes envolvidas, mas que pode ser exposta a todos os colaboradores da fábrica ou empresa. Essa identificação imediata permite que os gestores tenham conhecimento sobre a quantidade de mercadoria já produzida, evitando assim o desperdício de recursos – materiais e financeiros – caso os níveis de venda não estejam tão altos. Além disso, sabendo em que etapa do processo o produto se encontra, é possível realizar um contato direto com o responsável daquela – principalmente em casos de atraso no prazo determinado. Isso evita que os líderes cobrem funcionários erroneamente e garante a harmonia da produção. Em termos econômicos, é possível que qualquer empresa de qualquer segmento utilize o Kanban para avaliar seus ganhos e perdas. De acordo com o posicionamento dos cartões nas colunas do quadro, há como interpretar quais são os ativos e passivos da companhia, onde é necessário investir e assim por diante. Ao longo do tempo o Kanban foi se tornando uma ferramenta cada vez mais útil e acabou se modernizando. Atualmente, existem milhares de softwares que fazem essa demonstração visual de maneira eletrônica, além de novos sistemas que se desenvolveram a partir desse princípio – como upstream e downstream.

    12/05/2021
  • Ke

    O que é Ke? O ke é a sigla que representa o custo de capital próprio de uma empresa. Isto é, o ke é a expectativa de retorno da mesma sobre seu patrimônio líquido. Sendo assim, ele representa o quanto os acionistas de uma empresa esperam receber dela pelo valor de seu capital investido. Isso porque o capital próprio de uma empresa é composto pela soma do capital investido de cada um de seus acionistas. Então, é de se esperar que esses reivindiquem um retorno mínimo sobre seus investimentos. Esse retorno mínimo esperado pela aplicação dos acionistas é dado pelo ke e ele é uma exigência mínima dos investidores para que seja compensado o risco de investir em uma empresa. Quando alguém decide se tornar acionista de uma empresa de capital aberto, essa decisão implica assumir um certo risco. Tal risco só vale a pena de ser tomado se houver alguma garantia de retorno mínimo para o investidor... Qual é a importância do Ke? Ele é importante, em termos de contabilidade, para que uma empresa saiba qual é seu custo médio ponderado de capital. Assim, o valor do ke é utilizado para calcular quão é o valor necessário para financiar as atividades de uma empresa. Outra aplicação importante do ke é no cálculo de valuation, isto é, para saber se o valor de uma ação é de fato o valor justo a ser pago por ela. Do ponto de vista dos investidores, além de sua importância na determinação de valuation, o ke também aponta para o quanto eles podem esperar receber sobre seus investimentos. A importância de ter em mãos o valor de ke de uma empresa pode ficar ainda mais claro se nós partirmos para um exemplo. Vamos supor que um investidor pode se tornar acionista de apenas uma empresa e está em dúvidas sobre as empresas ABC e XYZ. Ao analisar os balanços da empresa ABC, seu histórico e seu status entre os investidores, essa é uma empresa sólida e bem conceituada. Já a empresa XYZ, partindo do mesmo tipo de análise feita em relação à ABC, não parece tão sólida e conceituada quando comparada com a primeira. Aparentemente a segunda empresa é mais arriscada do que a primeira. Ao mesmo tempo, esse investidor imagina que maior risco pode significar maior retorno. Porém, apenas avaliando essas características é impossível determinar qual das empresas oferecerá um retorno maior sobre o capital investido. Para escolher, nosso investidor de exemplo terá de recorrer a uma métrica objetiva para comparar as duas empresas e tomar uma decisão. Como calcular o Ke? Como você deve imaginar, o custo do capital próprio não é um valor arbitrário definido pelos acionistas; ele é resultado de um cálculo. A fórmula para o cálculo do custo de capital próprio é a que se segue: ke = Rf + β(Rm - Rf); onde o ke é o custo do capital próprio, o Rf é o retorno livre de riscos, o β (Beta) é o índice de sensibilidade do mercado e o Rm é a taxa de mercado do ativo. A partir desse cálculo, teremos um valor que será altamente influenciado pelo beta da empresa. Ou seja, o ke está diretamente relacionado com o quão sensível uma empresa às alterações em seu nicho de mercado. Vale ressaltar que o cálculo do ke é o mesmo do Capital Asset Pricing Model, que serve para calcular o retorno de ativos de modo geral! Vamos voltar ao exemplo das empresas ABC e XYZ: Supondo que a primeira tenha apresentado uma taxa de ke maior do que a segunda, podemos concluir que o investidor deve exigir um mínimo de retorno maior sobre a segunda, dado que seu risco é maior do que o da primeira.

    19/02/2021
  • Kd

    O que é Kd? O kd é a sigla usada para representar o custo de capital próprio, que é o valor que uma empresa tem que pagar às instituições financeiras das quais tomou empréstimos. Não é raro que empresas tenham uma parte de seu capital financiado por empréstimos, adquirindo assim uma dívida. Vemos essas dívidas no balanço financeiro aparecer com o nome de passivo exigível, indicando que essa é uma obrigação que a empresa tem. Mas, assim como qualquer empréstimo, o passivo exigível vem acrescido de juros e para saber o quanto uma empresa deve pagar aos seus credores, calculamos o kd. Sendo assim, o cálculo irá nos fornecer a informação sobre o valor das taxas e juros que serão pagas sobre o capital de terceiros. O valor dele, juntamente com o ke, são utilizados para calcular o custo médio ponderado de capital (WAAC). Qual é a importância do Kd? Ter um negócio financiado a partir do capital de terceiros têm suas vantagens e desvantagens. Para que um empresário possa lidar bem com as desvantagens, precisará ter métricas claras sobre quanto custa para ele o uso deste capital. Por isso que o kd é importante. Ele não representa apenas o valor bruto que foi tomado como empréstimo de instituições financeiras, mas esse valor acrescidos dos juros. Isso é fundamental porque indica ao empresário e/ou aos seus acionistas quanto irá custar de fato esse financiamento para a empresa. Afinal, o custo de um financiamento só é dado a partir do momento que sabemos quanto de juros teremos que pagar por ele. Sendo assim, o conhecimento de qual o valor de kd fornece ao empresário a clareza sobre o quanto de fato o empréstimo tomado está impactando no balanço financeiro de seu negócio. Em geral, espera-se que o kd seja inferior ao ke, que é o custo de capital próprio. E o motivo para isso é evidente: não se paga juros pelo capital próprio investido! Portanto, o conhecimento acerca do kd da empresa pode ajudar a mensurar o quão comprometido está seu capital com o pagamento de obrigações e dar sinais sobre se esse comprometimento é saudável ou não. Como calcular o Kd? Para calcular é preciso considerar todas as taxas e juros que incidem sobre o valor brutodo capital emprestado. A fórmula para cálculo do kd é a que se segue: kd = j * (1 - IR)/ Ct * 100; onde kd é o custo de capital de terceiros, j é o juros que incidem sobre o capital emprestado; IR é a alíquota do imposto de renda e Ct é o valor bruto do capital de terceiros. O resultado obtido desse cálculo é a porcentagem de taxas e juros que irá incidir sobre o capital de terceiros bruto e que será somada à ele no momento de quitar a dívida. Por isso que o kd mede o custo do capital de terceiros, pois a partir dele sabemos exatamente quanto custa para a empresa cumprir com suas obrigações. Como interpretar o Kd? A interpretação do kd é algo que depende muito de como está a saúde financeira da empresa e qual seu histórico de capacidade de pagamento de seus débitos. Como dissemos anteriormente, o ideal mesmo é que a empresa seja capaz de se sustentar majoritariamente pelo capital próprio. Assim, o ke deveria ser maior do que o kd. No entanto, sabemos que cada caso é bem específico e não há bala de prata para lidar com finanças empresariais. É preciso conhecimento das métricas e expertise. A conclusão disso é que interpretar se o custo de capital de terceiros é muito alto para a empresa não depende apenas da ideia genérica que é melhor não ter dívidas do que tê-las. Essa interpretação depende de um conhecimento amplo dos indicadores e da própria instituição.

    30/11/2020
  • Kenneth French

    Quem é Kenneth French? Kenneth Ronald French é o nome de um proeminente economista estadunidense, nascido ainda em 1954. Graduado em Economia pela Universidade Lehigh, French tem uma série de outras formações: um MBA, um mestrado e um doutorado (PhD), todos concluídos na Universidade de Rochester em um intervalo de apenas 8 anos. Essas formações são importantes justamente porque o principal destaque de Kenneth French é a sua contribuição teórica para o mercado financeiro. Juntamente com outro economista, o prêmio Nobel de Economia Eugene Fama, ele desenvolveu uma série de dissertações, cujo tema central geralmente gira em torno dos mecanismos de apreçamento dos ativos. Outros pontos abordados nas pesquisas dele são: os riscos dos investimentos, assim como os seus retornos, no mercado doméstico e internacional, o custo de capital, a regulação do sistema financeiro e a estrutura patrimonial das companhias. Mais de 10 prêmios lhe foram concedidos por esses trabalhos, além de cargos relevantes em corpos docentes de diversas universidades renomadas. Entre elas, estão inclusas o MIT (o Instituto de Tecnologia de Massachusetts), a Universidade Yale, a Universidade de Chicago, a Universidade da Califórnia e, mais recentemente, a Faculdade de Dartmouth. Como Kenneth French ganhou notoriedade no mercado financeiro? O principal produto das pesquisas de French com Eugene Fama é o chamado "Fama-French Three Factor Model" (em tradução livre, significa algo como o "Modelo de Três Fatores Fama-French"). Como o próprio nome indica, o modelo criado pelos dois é composto por 3 elementos, que se destinam a descrever o retorno oferecido pelos ativos. São eles: O Mercado, que mensura o retorno do mercado descontado a taxa livre de risco;O Small Minus Big Factor (SMB), que relaciona a diferença de performance dos papéis de empresas menor valor vs empresas de elevado valor;O High Minus Low Factor (HML), que trata da diferença de desempenho de papéis de empresas que tenham uma baixa relação book-to-market frente a empresas com alto book-to-market. O book-to-market é a razão entre o seu valor de mercado e o seu valor patrimonial. Para conhecer mais do Modelo Fama-French, sugerimos que leia o artigo completo que preparamos sobre o assunto. E ele está para lá de completo mesmo, oferecendo detalhes incríveis sobre a forma como ele é aplicado. Incrível, não é? Para acessá-lo, clique aqui. Caso queira entender melhor as demais teorias de Eugene Fama, cuja contribuição de Kenneth French é inegável, também não deixe de conferir o nosso artigo sobre este grande economista - ele até ganhou um Nobel da Economia, se lembra? Ele está disponível aqui.

    16/01/2020
  • Kit Brasil

    O que é Kit Brasil? O kit Brasil é uma estratégia de investimento focada em 3 “apostas”: Alta da bolsa: compra de ações do Ibovespa; Queda do dólar norte-americano: venda de contrato futuro de dólar; Redução dos juros: compra de contratos de juros prefixados, que se valorizam quando o juro cai. Entre 2003 e 2007, ele foi amplamente adotado pelos fundos multimercados (também conhecidos como “fundos de hedge”), que simultaneamente exploram oportunidades nos mercados de câmbio, juros e bolsa de valores, além de investimentos no exterior. Naquela época, o país crescia juntamente com a demanda mundial por commodities (vinda principalmente da China), ao mesmo tempo em que a inflação permanecia controlada. Com a expectativa de que o país ganhasse o grau de investimento, todos contavam com a valorização generalizada dos ativos brasileiros. Alguns números mostram como o mercado financeiro inteiro estava do mesmo lado. Entre 30/12/2002 e 30/12/2007: O Ibovespa passou de 11.268 para 63.886 pontos (valorização de 467%); O dólar caiu de R$ 3,53 para R$ 1,77 (valorização de quase 50% do real). Com resultados tão expressivos, a indústria de fundos multimercados cresceu e se tornou um importante setor no país. Por que o kit Brasil deixou de ser usado? O mundo mudou a partir da crise de 2008, quando muitos fundos perderam dinheiro. Não por incompetência dos gestores, mas por uma situação bastante específica. Apesar da diversificação (bolsa, dólar e juros), todos precisaram sair dos mesmos ativos ao mesmo tempo. No mercado financeiro, isso se assemelha a gritar “fogo” dentro de um teatro: todos correm para a porta e ela fica estreita. Durante a confusão, alguns são pisoteados, o que dificulta mais ainda a saída, e muitos não conseguem chegar ao outro lado. Assim, no segundo semestre de 2008, a porta ficou estreita para o mundo inteiro. Com o aumento da percepção de risco: O dólar explodiu; Os juros acompanharam; A bolsa, que segue um movimento inverso ao dos juros (correlação negativa), caiu. O kit Brasil foi afetado não só pela crise mundial, mas também pelos nossos problemas internos. Os 5 anos de crescimento global não foram suficientes para o país endereçar problemas que se tornaram bastante evidentes a partir de 2010. Como sempre fomos um país exportador de commodities, tínhamos pouca margem de manobra quando a demanda por insumos básicos diminuía. Para gerar crescimento, coube ao governo aumentar gastos e criar mecanismos para estimular o consumo, o que fez com que a economia fosse atingida por uma grave recessão 5 anos depois. Voltando aos fundos multimercados, ficou um grande aprendizado: a importância de não se subestimar os eventos pouco prováveis, mas cujos impactos são bastante relevantes. Aperfeiçoamento de métricas de risco, de forma que a carteira possa ser ajustada ao longo do tempo, juntamente com a presença de ativos líquidos, facilitam a execução de estratégias quando é preciso mudar a rota. As eleições influenciam no kit Brasil? Existem 3 premissas para que os ativos se valorizem (tripé de política econômica): Austeridade fiscal: controle de gastos do governo; Regime de metas de inflação: principal forma de se garantir a estabilidade de preços; Câmbio flutuante: para acomodar a economia à dinâmica do mercado internacional. Candidatos cujas equipes econômicas se aproximam mais desse tripé favorecem o kit Brasil enquanto que candidatos que se afastam dele induzem os investimentos no exterior. Com a economia americana relativamente saudável, ela neutraliza o impacto negativo nos preços do kit Brasil. A vitória de um governo mais comprometido com medidas liberais, aderentes ao tripé de política econômica, é o que gerou a valorização que se viu no mercado nos últimos meses de 2018, culminando nos 100.000 pontos do Ibovespa, alcançados pela primeira vez em 18 de março de 2019.

    13/05/2019
  • KPI – Key Performance Indicator

    O que é KPI? O KPI é a sigla para Key Performance Indicator (conceito traduzido livremente para o Português como Indicador-chave de Desempenho). É um tipo específico de indicador, considerado de suma importância para a conquista dos objetivos de uma empresa. Quem define qual indicador é ou não um KPI são os gestores da corporação. De qualquer forma, eles devem sempre dar preferência às métricas com maior capacidade de adequação, acompanhando fielmente os fatores vitais para a realização das metas organizacionais. Isso porque, se você decide beber 20 litros de água por semana, por exemplo, de nada adianta usar as suas horas de sono como medida para saber se está no caminho certo ou não. Veja bem, não é que o sono seja banal na sua vida: é que essa métrica não oferece informações úteis para o seu objetivo. Logo, ela não é útil na hora de acompanhá-lo. Nas empresas, isso é ainda mais visível, já que o número de indicadores disponíveis é muito extenso. Por todo lado, saltam números, registros e relatórios. Distraídos por eles, os tomadores de decisão podem ter a falsa impressão de crescimento e avanço, focando em pontos menos relevantes para o desempenho da companhia. Para que serve o KPI? Para entender melhor a importância dos KPI, vamos fazer um exercício simples e rápido. Pense na sua maior meta para os próximos 12 meses. Talvez seja comprar um novo carro, terminar aquele curso, aumentar o seu faturamento ou algo menor, como redecorar a sala e conhecer uma cidadezinha nova no interior do estado. A grande pergunta é: quando você saberá que alcançou a sua meta? Qual é o momento exato em que você finalmente poderá dizer “eu consegui!”? Afinal, redecorar, ganhar mais e até se formar significam coisas diferentes para pessoas diferentes. Partindo disso: como você sabe que está avançando no seu projeto? Porque se ninguém te contou ainda, gastar com decoração da casa, por exemplo, não necessariamente quer dizer que você está redecorando o seu cômodo-alvo. Ou você coloca aquele novo jogo de copos e taças na estante da tv? Para se manter focado, é necessário estabelecer quais são os pontos pertinentes para o seu objetivo. No caso do exemplo acima, pode ser desde quanto se gasta mensalmente com a reforma da sala até quantos itens estão sendo comprados semanalmente. Quem define isso é você! O importante mesmo é separar apenas os mais relevantes, os indicadores-chave do seu projeto. Nas empresas, onde o conceito de KPI é realmente aplicado, a condição é a mesma. Likes em uma foto do Instagram provavelmente não são o melhor parâmetro para avaliar as taxas de conversão de um e-commerce, assim como o turnover não é o mais indicado para medir o desempenho do Departamento de Marketing. O KPI serve, portanto, a dois propósitos: manter a companhia focada no que importa (uma meta clara) e apresentar a leitura adequada acerca da eficiência da estratégia aplicada (o caminho até ela). Quais são os tipos de KPI? Como a escolha do KPI depende sobretudo das prioridades da corporação, não é possível afirmar que esse ou aquele indicador é mais ou menos correto para acompanhar um plano. Ainda assim, existem alguns indicadores-padrão que figuram entre os mais usados na maioria das empresas. São eles: Indicadores de produtividade - avaliam a capacidade de produção (ou execução, no caso dos serviços) que um colaborador, setor ou fábrica possui.Indicadores de qualidade - avaliam a relação entre o que se é produzido e o que é desperdiçado em produtos defeituosos, avariados ou viciados.Indicadores de rentabilidade - avaliam o retorno que a companhia tem diante dos investimentos feitos.

    08/04/2019
  • Key Person

    O que é uma key person? É chamada de key person o profissional que, atuando dentro de uma empresa, exerce funções e exprime qualidades específicas que o tornam vital para o desempenho da organização como um todo e para o seu faturamento. Em geral, estão concentradas em posições de gerência como: CEOs, diretores financeiros, diretores comerciais, gerentes de vendas, grandes especialistas na atividade-fim e/ou nos setores de apoio, entre outros. Estima-se que as empresas menores possuam entre dois e três profissionais tidos como key person, enquanto esse número cresce juntamente com o porte da mesma. Cientes do papel desempenhado por essas pessoas (e do peso que elas exercem sobre o desenvolvimento e sobre os resultados) é que as companhias se preocupam em tomar providências para que uma eventual ausência das mesmas não ameace arruinar toda a organização. Afinal, também são seres humanos, expostos a acidentes, doenças e riscos fatais. É nesse cenário que surge o key person insurance, um tipo de seguro que promete apoiar as empresas financeiramente em caso de absenteísmo de uma key person. Quais são as principais características de uma key person? Existe uma maneira muito simples de explicar o papel de uma key person e ele se encontra justamente no esporte. Onde você estava em 12 de julho de 1998? Enquanto alguns estavam nascendo (afinal, já faz mais de duas décadas), outras estavam se perguntando o que diabos acontecera com o Ronaldo naquela final de Copa do Mundo contra a França. Até hoje existem várias teorias conspiratórias elaboradas para explicar a tal convulsão que o jogador teve antes do grande jogo e o fato de, ainda assim, ter sido colocado em campo naquela tarde. Mas não estamos aqui para discutir aqueles 3x0, muito menos a dificuldade da torcida brasileira de aceitar uma derrota e querer apelar até para a NASA (não sabemos se os responsáveis pela Área 51 também estavam envolvidos). O mais importante, para entendermos a tal key person, é nos colocarmos no lugar do técnico Zagallo naquele domingo: se o maior craque do seu time (já eleito melhor do mundo) aparecesse disposto a jogar, mesmo depois de uma convulsão desesperadora, você deixaria? Os médicos o liberaram, sim, mas com certeza não é o melhor dos cenários. Mais certeza ainda é que, se fosse um jogador de menor expressão, muito provavelmente ele não teria passado nem perto do gramado. Mas pesava a importância do Ronaldo no time. Ele era O Craque, a peça chave… Era uma key person! Talvez você não esteja presidindo o Barcelona ou o Real Madrid, mas se é empresário tem craques na sua equipe também. São pessoas cujos conhecimentos, habilidades e capacidade de liderar, motivar e tomar decisões as tornam únicas. Vitais para o sucesso da empresa, boa parte do seu crescimento parte da atuação delas. Para a concretização dos objetivos organizacionais atuais, já se conta com a sua vibrante força de trabalho. Mas assim como aconteceu com o Ronaldo, a sua key person também pode sofrer um acidente ou descobrir uma doença que a afaste das atividades, temporaria ou permanentemente. E aí, Zagallo, o que é que você faz? Como as empresas se protegem contra os riscos de se perder uma key person? Hoje em dia, já começa a se popularizar no mercado corporativo a modalidade de seguro conhecida como “key person insurance”. Seguradoras especializadas nos seguros de vida oferecem às empresas contratos onde, em caso de afastamento da key person segurada, ocorre o pagamento de um prêmio. O objetivo desse valor é permitir às empresas um aporte financeiro de segurança durante a busca por um substituto à altura. Ele pode abarcar tanto os custos com um profissional temporário, quanto àqueles relacionados a uma troca efetiva.

    05/04/2019